Dr. José Maria Lopes

Dr. José Maria Lopes Médico Neonatologista - Minha missão é contribuir para o cuidado de recém nascidos de alto risco

16/06/2026

Quando eu comecei na neonatologia, uma das coisas que mais me incomodava era a distância entre o que a ciência produzia e o que efetivamente chegava na beira do leito. E isso não acontecia pela falta de vontade dos pediatras estudarem.

Existe muito conhecimento bom, mas tá muito disperso, a maioria tá em inglês e não é fácil você acessar isso na hora que você tá precisando. E eu pensei: isso definitivamente precisa mudar.

O NeoPed HUB nasceu pra ser uma ponte entre a evidência científ**a e a prática clínica real. Um espaço onde o pediatra e o neonatologista brasileiro encontra conhecimento de qualidade, atualizado, acessível e confiável.

Hoje, são mais de 5 mil médicos que confiam na nossa plataforma e mais de mil resumos de artigos científicos publicados.

Uma comunidade que cresce porque acredita e apoia a pediatria com evidência.

Se você cuida de crianças e quer exercer uma prática com mais segurança, mais respaldo e mais conexão com a ciência, o NeoPed HUB foi construído pra você.

Te espero lá!

09/06/2026

A IA chegou ao NeoPed HUB e vai transformar a sua forma de estudar e consultar.

Treinada com o conteúdo do próprio site, atualizado toda semana com as melhores evidências em pediatria e neonatologia, nossa IA está pronta pra responder suas dúvidas clínicas de forma rápida, prática e confiável.

Tudo isso com fontes clicáveis pra você ir direto à referência original

Simples. Rápido. Baseado em evidência.
Teste agora gratuitamente.

Acessa lá no link da bio
E me conta o que você achou!

04/06/2026

Você está na frente de um caso complexo e precisa de muitas informações baseadas em evidência. Você já passou por isso num plantão?

A IA do NeoPedHub utiliza a nossa base de artigos científicos e protocolos clínicos, entregando as respostas com referências atualizadas. Tudo numa plataforma desenvolvida especif**amente para pediatras e neonatologistas.

São mais de 1.000 artigos científicos e mais de 100 vídeo abstracts pra você consultar.

Você faz a pergunta clínica, a IA busca as informações, cruza todas as informações disponíveis e vai te fornecer a resposta. Não é uma IA genérica, é um conteúdo construído com a informação que tá no nosso site, que são evidências do dia a dia da pediatria e da neonatologia.

E olha, ela não substitui o raciocínio clínico, é simplesmente uma ferramenta pra te ajudar, pra te apoiar nesta jornada.

Por enquanto, está disponível gratuitamente, mas por tempo limitado. Acesse o link na bio, teste uma pergunta real e depois nos conte o que que você achou.

26/05/2026

A sepse neonatal é uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. E mais grave: mais de 70% dessas infecções já são resistentes aos antibióticos de primeira linha.

Como a inteligência artificial pode ajudar a mudar esse cenário? Uma revisão recente analisou 18 estudos que aplicaram o aprendizado de máquina para diagnóstico e manejo da sepse neonatal.

Os modelos mais ef**azes, como Random Forest e redes neurais, usaram dados clínicos e laboratoriais pra prever tanto o risco de sepse quanto a resistência antimicrobiana.

Os preditores mais relevantes incluíram: idade gestacional, a proteína C-reativa, a contagem de leucócitos, o peso e o tempo entre a internação e a coleta da amostra.

E esses modelos mostraram uma excelente performance no diagnóstico precoce, mas poucos estudos abordaram a parte mais crítica, que é orientar o tratamento antibiótico empírico de forma personalizada.

É esse o ponto central: usar a IA não só para detectar, mas para ajudar o médico a escolher o antibiótico certo, evitando o uso indiscriminado que alimenta a resistência antimicrobiana.

A inteligência artificial já é uma aliada promissora, mas o desafio é transformá-la em uma ferramenta de decisão clínica real, conectada a redes de dados nacionais e internacionais.

O resumo em português desse artigo já está disponível na nossa plataforma Neoped Hub.
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20/05/2026

A inteligência artificial já está ajudando médicos a prever a sepse neonatal antes mesmo dos sintomas clínicos.

Mas será que esses modelos são realmente confiáveis? E o que falta para estarem prontos para a prática clínica?

Uma revisão sistemática publicada no Journal of Clinical Medicine analisou 22 estudos sobre o uso de IA na detecção e manejo da sepse neonatal, especialmente a de início precoce.

O que chama a atenção é que esses modelos conseguiram identif**ar padrões precoces de sepse com boa acurácia, mas ainda enfrentam limitações. A maioria trabalha com bases retrospectivas pequenas e não avalia desfechos como a mortalidade ou a escolha individualizada do antibiótico.

Mesmo assim, o estudo mostra que a IA pode reduzir o uso empírico de antibióticos e pode também apoiar decisões mais rápidas, desde que o olho humano continue no centro do processo.

A inteligência artificial não substitui o julgamento clínico, mas amplia a nossa capacidade de agir a tempo. O artigo tem dados muito interessantes e você pode conferir o resumo em português na plataforma do NeoPedHub.

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12/05/2026

Combinar o Apgar de cinco minutos com o pH da artéria umbilical pode melhorar a estimativa, tanto do risco de morte, como hemorragia intraventricular, logo após o nascimento.

Pelo menos, é isso que mostra um artigo publicado recentemente no JAMA, com mais de 4 mil bebês prematuros nascidos na Europa.

Eles analisaram esses recém-nascidos com menos de 32 semanas de gestação, todos com Apgar de cinco minutos e pH da artéria umbilical disponíveis no banco de dados.

Eles dividiram os bebês em quatro grupos: bebês com Apgar bom e com pH bom, bebês com Apgar bom, mas com pH da artéria umbilical baixo, Apgar baixo com pH bom e Apgar baixo com pH baixo.

E aí vem a parte que muda a nossa cabeça para o desfecho combinado de morte ou morbidade grave. Só o Apgar menor que sete já aumenta consideravelmente o risco, independente do pH da artéria umbilical.

Mas quando a gente olha só a mortalidade, o pior cenário de todos foi aquele bebê com Apgar de cinco minutos baixo, abaixo de sete, e pH da artéria umbilical baixo ao mesmo tempo.

Então, qual é a mensagem prática desse estudo?

Em bebês muito prematuros, no caso, menos de 32 semanas, olhar só o Apgar de cinco minutos é pouco.

Combinar o Apgar com o pH da artéria umbilical melhora a nossa estimativa de risco de morte e hemorragia ventricular logo após o nascimento, e ajuda também a entender como você estimar o risco de outras morbidades.

Se você quiser ver o resumo estruturado em português com números completos e detalhes desse artigo, você pode consultar na plataforma do NeoPedHub.
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07/05/2026

Um pai de um bebê prematuro, que trabalha a 60 quilômetros longe da UTI neonatal, onde o seu filho tá internado.

Olha a situação: e toda manhã, a visita médica acontece sem ele.

Um estudo recente publicado no Pediatrics testou uma solução simples: e se a gente mandasse um link pra esse pai entrar na visita pelo celular?

A presença dos pais nas visitas saltou de 12% para 56%, como seria de esperar, quase cinco vezes mais. Os desfechos clínicos secundários não mostraram diferenças expressivas na maioria dos indicadores.

Um número se destacou: 63% de redução nas visitas à emergência em 30 dias após a alta. Pais que participaram das visitas online saíram da internação mais preparados, com coragem e com segurança pra ir para casa.

Este é o impacto real, não nos scores de satisfação, mas na vida concreta das famílias, que já carregam um peso muito grande da internação desse bebê.

Para nós, foi um estudo com resultado modesto. Para aquele pai a 60 quilômetros, foi a diferença de estar ou não estar presente no cuidado do filho.

O resumo em português desse artigo já está disponível na nossa plataforma Neoped Hub.
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29/04/2026

Tem uma coisa que está fazendo residentes brilhantes de pediatria desistirem da própria instituição.

A maioria dos programas investe pesado em currículo, em treinamento técnico e em estrutura. Mas existe uma variável que poucos medem e que determina se o residente f**a ou vai embora.

Um estudo nacional americano, publicado no Journal of Pediatrics recentemente, acompanhou residentes de pediatria e encontrou algo que me chamou muita atenção.

Os residentes que sofriam mais com o burnout e tinham menor satisfação profissional eram exatamente os que tinham um senso de pertencimento mais baixo no programa.

Não era o volume de plantões, não era a dificuldade dos casos. Era quanto aquela pessoa se sentia parte daquele lugar.

E o dado mais forte foi que o pertencimento mediou completamente a relação entre as experiências negativas na residência e a vontade de continuar na instituição.

Então, a pergunta que todo coordenador e preceptor deveria fazer não é se o meu programa é bom.

A pergunta é: o residente se sente parte disso daqui? Ele se sente visto, apoiado, seguro para errar e crescer?

O resumo em português desse artigo já está disponível na nossa plataforma Neoped Hub.
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16/04/2026

Médicos e pediatras com burnout cometem o dobro de erros clínicos.

Quando eu ouvi esse dado no Congresso de Emergências Pediátricas, fui direto falar com o palestrante. Contei que a gente vive na neonatologia aqui no Brasil uma situação semelhante, com muitas queixas de exaustão, um turnover, colegas com um regime de plantão muito complicado.

E a resposta foi uma coisa que eu já sentia: é um problema sistêmico.

Paixão e propósitos importam, mas sozinhos não sustentam uma carreira a longo prazo.

Durante a palestra, ele fez algo simples. Perguntou pra toda a plateia quanto de paixão cada um trazia pro plantão. Numa escala de um a cinco, a média foi dois. Vejam vocês, a sala inteira de especialistas.

O que ele propôs foi pensar em três dimensões: propósito, paixão e presença.

O propósito é o seu porquê de longo prazo, aquele que te trouxe pra medicina pediátrica.

A paixão flutua e isso é esperado, mas ela precisa ser cultivada ativamente.

E a presença, que acontece dentro do plantão, momento a momento.

Comece com uma pergunta simples antes de colocar o jaleco:
pra quem eu trabalho? O que que eu faço? Com quem? O que que eu posso influenciar? Qual é a minha missão hoje?

O burnout é um dos maiores problemas que temos atualmente na pediatria. Enquanto a gente não tratar isso como um problema sistêmico, que é, vai continuar assim. Saí dessa palestra querendo trazer isso pra mais colegas.

Nós vamos gravar um resumo completo dessa aula, mas antes eu queria deixar aqui uma pergunta: você sabe como é que tá a saúde mental dos seus colegas no seu hospital?

01/04/2026

Crescer não é só ganhar peso.

No prematuro, a qualidade da nutrição faz diferença no ganho de massa magra, no crescimento e também nos desfechos neurológicos. As evidências reforçam a importância de olhar além da balança e acompanhar, de forma longitudinal, peso, estatura e perímetro cefálico.

Quer acessar os resumos estruturados desses estudos em português?
Vá para a plataforma do

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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