Fernanda Fidelis Rizzo

Fernanda Fidelis Rizzo 🧠 Psicóloga | CRP 05/83311
🎓 Neurocientista UFRJ
📚 Pedagoga e Psicopedagoga UERJ
💬 Terapia Cognitivo-Comportamental

18/05/2026

🧠 Neurotransmissores, emoções e bem-estar, o que a ciência mostra.

Os neurotransmissores participam da regulação do humor, motivação, foco, prazer, relaxamento, sono e resposta ao estresse.

A neurociência mostra que o equilíbrio emocional não depende de um único “hormônio da felicidade”, mas de sistemas complexos influenciados por sono, alimentação, atividade física, luz solar, vínculos sociais, saúde intestinal e manejo do estresse.

Serotonina:
Relacionada ao humor, sono, apetite e resposta ao estresse. A comunicação intestino cérebro também influencia seu funcionamento.

Pode ser favorecida por:
• luz solar;
• exercício físico;
• sono adequado;
• alimentação rica em triptofano;
• relaxamento e saúde intestinal.

Dopamina:
Relacionada à motivação, aprendizado, atenção e busca por objetivos.

Pode ser favorecida por:
• exercício físico;
• metas concluídas;
• sono reparador;
• aprendizado;
• música e interações sociais positivas.

Hiperestimulação constante, compulsões e privação de sono podem prejudicar sua regulação.

Endorfinas:
Relacionadas ao bem-estar e redução da dor.

Podem ser estimuladas por:
• exercício físico;
• risadas;
• música;
• dança;
• afeto e conexão social.

GABA:
Principal neurotransmissor inibitório do cérebro, associado ao relaxamento e redução da ansiedade.

Pode ser favorecido por:
• meditação;
• respiração lenta;
• sono adequado;
• exercício físico;
• yoga.

Noradrenalina:
Relacionada ao foco, atenção e estado de alerta.

Em equilíbrio, favorece concentração. Em excesso, pode aumentar ansiedade e hiperalerta.

🧠 Nenhum neurotransmissor funciona sozinho. Sono, emoções, alimentação, vínculos sociais e estilo de vida influenciam diretamente o funcionamento cerebral.

Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ

14/05/2026

“Algumas partes do cérebro vão encolhendo…”

A frase do vídeo traduz, de forma simples, um fenômeno real observado na Demência Frontotemporal: a atrofia progressiva dos lobos frontal e temporal, regiões ligadas à personalidade, comportamento social, empatia, linguagem e autocontrole.

Diferente do que muitas pessoas imaginam, nem toda demência começa pela memória.
Na Demência Frontotemporal (DFT), os primeiros sinais costumam envolver:
• mudanças de personalidade;
• perda de empatia;
• impulsividade;
• apatia;
• isolamento social;
• alterações emocionais e comportamentais;
• dificuldades na linguagem e na comunicação social.

A literatura científica mostra que a DFT geralmente surge entre os 45 e 65 anos. Porém, estudos publicados no PubMed descrevem casos extremamente raros de início muito precoce, inclusive em adolescentes, frequentemente associados a mutações genéticas raras ligadas às formas hereditárias da doença.

Outro ponto importante é que, em pessoas jovens, a DFT pode ser confundida inicialmente com transtornos psiquiátricos, como depressão, bipolaridade, ansiedade ou alterações comportamentais inespecíficas. Isso ocorre porque o comprometimento frontal afeta regiões relacionadas à regulação emocional e ao comportamento social.

Na neuroimagem, exames como a ressonância magnética podem revelar o “encolhimento” das regiões frontais e temporais do cérebro, associado a sintomas como desinibição, apatia, perda de crítica e mudanças profundas na forma de se relacionar com o mundo.

Talvez a dimensão mais humana do vídeo não esteja na doença, mas sim no abraço.

Diante da possibilidade de perder funções cognitivas e aspectos da própria identidade, o vínculo afetivo continua sendo uma importante fonte de sustentação emocional.

A neurociência social mostra que suporte afetivo, pertencimento e conexão humana auxiliam na regulação do sofrimento psíquico diante de doenças neurodegenerativas.

E talvez seja exatamente isso que torna a cena tão impactante:
quando a neurodegeneração ameaça a identidade e a cognição, o vínculo humano permanece.

Fernanda Rizzo
Psicologia / Ne

13/05/2026

Quando uma criança é percebida como muito diferente, a turma pode reagir com curiosidade, afastamento, silêncio, deboches ou exclusão.

Nesses momentos, o professor tem um papel fundamental como mediador emocional e social dentro da sala de aula. A construção da empatia, do respeito e da inclusão também depende da parceria entre escola e família.

A inclusão não acontece apenas colocando o aluno dentro da turma. Ela precisa ser construída nas relações, na forma como a criança é olhada, acolhida e inserida no grupo.

Fingir que as diferenças não existem não ensina empatia. O que ensina é a mediação consciente, o acolhimento cotidiano, os limites claros diante de atitudes desrespeitosas e o exemplo oferecido pelos adultos.

Na prática, algumas atitudes fazem diferença, como construir uma cultura de respeito desde o início do ano, intervir imediatamente em apelidos, risos e exclusões sutis, promover atividades cooperativas, evitar a superexposição da criança e ensinar a turma a enxergar além da aparência.

A família também exerce um papel essencial nesse processo, ajudando a criança a desenvolver respeito às diferenças, empatia e responsabilidade emocional nas relações.

Na neurociência, sabemos que o sentimento de exclusão ativa áreas cerebrais semelhantes à dor física.

Uma criança que se sente constantemente rejeitada pode desenvolver insegurança, isolamento, ansiedade e crenças profundas de inadequação.

Por trás de muitos comportamentos silenciosos, existe apenas uma criança tentando entender se será aceita naquele espaço.

Um dos maiores papéis da escola, também é ensinar uma criança que ela não precisa esconder quem é para se sentir pertencente naquele espaço.

Fernanda Rizzo
Psicologia / Neurociência UFRJ
Pedagogia / Psicopedagogia UERJ

04/05/2026

Nem toda reflexão psicológica pertence exclusivamente a uma única abordagem.
A psicologia oferece diferentes formas de compreender a experiência humana e, muitas vezes, um mesmo fenômeno pode ser observado por perspectivas teóricas distintas.

Ao observar a imagem clássica em que algumas pessoas enxergam um pato e outras um coelho, podemos pensar, por exemplo, em discussões relacionadas à percepção, frequentemente associadas à Gestalt-terapia.

No entanto, dentro da minha prática clínica, fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental, esse exemplo também nos convida a refletir sobre algo essencial: a forma como interpretamos aquilo que vivenciamos.

Nem sempre são os fatos, por si só, que determinam como nos sentimos; muitas vezes, é a interpretação que construímos sobre eles.

Duas pessoas podem vivenciar a mesma situação e atribuir significados completamente diferentes, gerando respostas emocionais distintas.

Na TCC, compreendemos que essas interpretações são influenciadas por crenças e padrões cognitivos construídos ao longo das experiências vividas, que podem ser identificados, avaliados e modificados quando produzem sofrimento.

Pense em um casal.
Uma mensagem visualizada e não respondida pode ser interpretada de formas completamente diferentes.

Uma pessoa pode pensar:
“Ela está ocupada, responderá quando puder.”

Outra pode ter o pensamento automático:
“Está me ignorando, não se importa comigo.”

Embora a situação seja a mesma, diferentes interpretações podem se manifestar na forma de pensamentos automáticos, influenciando emoções, comportamentos e, consequentemente, o curso da interação.

Antes de reagirmos impulsivamente, vale perguntar: estou respondendo aos fatos ou à interpretação que construí sobre eles?

Outra reflexão importante: duas pessoas podem discordar sem que, necessariamente, uma esteja errada. Muitas vezes, diferentes interpretações fazem sentido dentro da forma como cada indivíduo construiu suas crenças ao longo da vida. Ainda assim, quando produzem sofrimento, essas interpretações podem e devem ser examinadas e reavaliadas no processo terapêutico.

Fernanda Rizzo

28/04/2026

A depressão é um transtorno mental descrito no DSM-5-TR, classificado no grupo dos transtornos depressivos. Não é apenas tristeza, é uma condição clínica caracterizada por alterações persistentes do humor, do pensamento, do comportamento e de funções biológicas, com impacto significativo no funcionamento social, ocupacional e emocional.

De acordo com o DSM-5-TR, o principal diagnóstico é o Transtorno Depressivo Maior, definido pela presença de cinco ou mais sintomas durante pelo menos duas semanas, incluindo obrigatoriamente pelo menos um dos dois: humor deprimido ou perda de interesse ou prazer. Entre os sintomas estão alterações no sono, no apetite ou no peso, fadiga, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade de concentração, agitação ou lentificação psicomotora e pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida. O diagnóstico também requer sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento, além da exclusão de efeitos de substâncias ou de outras condições médicas.

O DSM-5-TR também descreve outros transtornos depressivos, como o Transtorno Depressivo Persistente (distimia), o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, o Transtorno Depressivo Induzido por Substâncias ou Medicamentos e o Transtorno Depressivo devido a outra condição médica.

As evidências científicas disponíveis em bases como o PubMed indicam que o tratamento da depressão deve ser multifatorial. A farmacoterapia, especialmente com antidepressivos como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, demonstra eficácia na modulação de sistemas neuroquímicos. A psicoterapia também apresenta forte evidência empírica e, em quadros moderados a graves, a combinação entre medicação e psicoterapia tende a ser mais eficaz.

Minimizar o sofrimento de quem está em depressão reforça o isolamento e pode agravar o quadro. Acolher, validar e orientar para o cuidado adequado são atitudes essenciais. A depressão é uma condição real, com base científica, e deve ser tratada com seriedade, responsabilidade e empatia.
Fernanda Rizzo
Psicóloga, Pedagoga
Neurociência – UFRJ, Psicopedagogia – UERJ

27/04/2026

Você já percebeu quantas vezes diz “estou bem” quando, na verdade, não está?

Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, evitar ou suprimir emoções pode aliviar no curto prazo, mas tende a manter o sofrimento ao longo do tempo. Reconhecer o que se sente é o primeiro passo para uma regulação emocional mais saudável.

Cuidar de si não é egoísmo, é uma necessidade psicológica. A priorização do autocuidado é fundamental para a regulação emocional e para relações mais saudáveis. Como na orientação de segurança em aviões, primeiro a sua máscara, depois o outro.

Olhar para si envolve desenvolver consciência emocional, praticar autocompaixão e aprender a estabelecer limites. Dizer não, quando necessário, é uma habilidade importante para preservar a saúde mental e evitar sobrecarga emocional.

A sua história influencia quem você é, mas não determina quem você pode se tornar. Pensamentos, emoções e comportamentos podem ser compreendidos e transformados ao longo do tempo.

Valorizar a própria companhia favorece a autonomia emocional e o bem-estar. Ao mesmo tempo, é essencial reconhecer e reestruturar pensamentos disfuncionais, bem como modificar padrões comportamentais que contribuem para o sofrimento.

A cada dia, existe a possibilidade de construir novas interpretações, desenvolver respostas mais adaptativas e seguir novos caminhos.

Permita-se se ouvir, se respeitar e se priorizar. O equilíbrio começa quando você se coloca, de forma saudável, como parte importante da sua própria vida.

Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ




26/04/2026

Você já parou para pensar no que as letras das músicas fazem com o seu cérebro?

Quando você escuta uma música com letra, o cérebro não apenas ouve, ele integra emoção, linguagem e memória ao mesmo tempo. É uma verdadeira sinfonia neurológica.

As palavras ativam o córtex pré-frontal, responsável pela interpretação de significado, enquanto a melodia envolve o sistema límbico, ligado às emoções.

Por isso, uma letra triste pode realmente mexer com a gente, e uma música inspiradora pode aumentar a dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer e à motivação.

O mais interessante é que o cérebro pode simular as experiências descritas na letra, ativando redes ligadas à imaginação e à empatia, sem que isso represente uma vivência real completa.

Assim, o que você escuta influencia diretamente como você se sente. Letras positivas podem favorecer a motivação, enquanto conteúdos negativos, em algumas pessoas e contextos, podem intensificar estados emocionais, dependendo do estado emocional prévio, da identificação com a música e da capacidade individual de regulação emocional.

A música, então, funciona como um diálogo direto com o cérebro, podendo promover bem-estar, regulação emocional e até transformar a forma como percebemos o mundo, além de apresentar efeitos terapêuticos, sem que isso implique em cura no sentido clínico.

Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ

Por um tempo, vocês conheceram o meu conteúdo.Hoje, começam a conhecer melhor quem está por trás dele.Meu trabalho é fun...
23/04/2026

Por um tempo, vocês conheceram o meu conteúdo.
Hoje, começam a conhecer melhor quem está por trás dele.

Meu trabalho é fundamentado na Psicologia, na Neurociência, na Pedagogia e na Psicopedagogia, áreas que se entrelaçam na compreensão do ser humano em sua totalidade, considerando dimensões cognitivas, emocionais, comportamentais e os processos de aprendizagem.

A integração das minhas formações permite uma análise mais ampla e aprofundada do indivíduo, contemplando suas múltiplas dimensões e favorecendo intervenções mais consistentes, humanizadas e efetivas.

Na prática clínica, utilizo a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem que investiga a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, auxiliando na construção de respostas mais adaptativas e funcionais diante das experiências da vida.

Além da técnica, o vínculo terapêutico é essencial. O acolhimento, a escuta qualificada e a construção de um espaço seguro são fundamentais para que o processo aconteça de forma genuína.

Cada pessoa carrega uma história única, e compreender essa história é parte essencial do processo de mudança.

O conhecimento amplia, o autoconhecimento transforma.

Os conteúdos que compartilho são construídos a partir de artigos científicos e literatura acadêmica, incluindo bases como o PubMed.

Cada postagem que vocês veem aqui não é apenas uma opinião ou informação superficial. Existe estudo, análise crítica e dedicação contínua para entregar conteúdos com rigor científico e responsabilidade.

Acredito que a informação, quando bem fundamentada, tem o poder de promover consciência, e ela transforma.

Obrigada por estarem aqui. 🤝

Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ






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saúdementalcomciência
acolhimentopsicológico

20/04/2026

A neurociência nos permite compreender, com maior precisão, como a música impacta o cérebro:

Seu cérebro não apenas ouve música, ele a transforma em experiência.

Ondas sonoras chegam como vibrações e são processadas por redes neurais distribuídas, envolvendo regiões auditivas, cognitivas e emocionais, sendo interpretadas como significado, emoção e memória.

A música ativa estruturas do sistema límbico, como a amígdala e o hipocampo, e está associada à liberação de dopamina em circuitos de recompensa, especialmente no estriado.

Por isso, uma melodia pode evocar memórias autobiográficas e respostas emocionais intensas.

Estudos mostram que, mesmo em pessoas com Doença de Alzheimer, memórias musicais podem permanecer relativamente preservadas, possivelmente devido ao recrutamento de redes neurais menos afetadas pela doença.

Além disso, o cérebro não apenas reage à música, ele antecipa padrões sonoros, processando expectativa e previsão, o que contribui para o envolvimento emocional.

É muito mais do que entretenimento, a música pode contribuir para a regulação emocional e para a interação social, sendo investigada inclusive em contextos clínicos.

Evidências baseadas em estudos de neuroimagem funcional, neurociência cognitiva e pesquisas clínicas indexadas no PubMed.

Fernanda Rizzo
Psicóloga, Pedagoga
Neurociência, UFRJ, Psicopedagogia, UERJ

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Rio De Janeiro, RJ

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