14/08/2026
Nem sempre permanecemos em um sofrimento porque não percebemos que ele nos machuca.
Às vezes, permanecemos porque aquele lugar, apesar de doloroso, é conhecido por nós.
E o conhecido pode parecer menos ameaçador do que aquilo que ainda não sabemos como será.
Na repetição, há algo que insiste. Podemos mudar as pessoas, os cenários, e ainda assim, nos perceber ocupando posições muito parecidas, fazendo e agindo da mesma forma.
Por isso, sair de uma repetição, sair de um lugar aonde sofremos, não é simplesmente decidir: “não farei mais isso”. É começar a reconhecer o que nos mantém ali, o que aquele sofrimento sustenta e o que precisaríamos enfrentar se fizéssemos diferente. O sofrimento conhecido parece um mal menor diante da incerteza da mudança.
A questão não é apenas por que você REPETE.
Mas o que essa repetição EVITA que VOCÊ ENCONTRE.