15/06/2026
Dia 11/06 foi um dia de fortes emoções, de resgate de memórias a muito tempo apagadas pela história, a memória desse território hoje chamado Zona Oeste. O maior território da cidade do Rio, um dia foi morada dos povos originários dessa terra, aqui entre o maciço da Pedra Branca e a Serra do mendanha era Okarantin , pátio onde ocorriam os eventos e festas do povo tupinambá. Segundo o Frances Jean Lery a maior taba da região com o maior número de índios . Esse grande território , populoso se mantém , mas essa história se perdeu a muito tempo. As fazendas de laranjas , as plantações são as memórias mais recentes que esse território lembra. Ontem resgatamos essa história no nosso Fórum no Centro de Convivência e Cultura da zona Oeste. Memória que não deve ser mais apagada , ou silenciada, nessa terra muitos índios foram dizimados, precisamos olhar para trás, em um movimento Sankofa , para resgatar o que perdemos e não esquecer de onde viemos. Nesse movimento Sankofa, resgatamos a memória da construção coletiva do Guia, ao distribuir os pequenos trechos Patrícia compartilhava o que com ela haviamos antes compartilhado e cada um pode se reconhecer e perceber -se fazendo parte desta construção.
A leitura do Livro de pano segue neste movimento que mira pra frente mas olhando para trás, e resgatamos as páginas já escritas para continuar preenchendo as próximas páginas com o mesmo afeto, que escrevemos até aqui.
O Fórum brincou, discutiu as infâncias e juventude virou discussão séria sem perder a alegria, nos alimentamos de sentidos e de palavras e partilhamos a alegria do processo da habilitação deste espaço muitas vezes apartado do processo de ampliação do cuidado em liberdade. Que os cecos continuem a crescer , sem se fixar, como nos ensina Emiliano Camargo, pois se fixarmos perdemos o fluxo. Adiante sem esquecer de onde viemos, olhando pra frente sem esquecer de como chegamos até aqui.
Janaina Fernandes