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Pedir ajuda nem sempre é fácil.Muitos adolescentes e jovens convivem com ansiedade, tristeza intensa, conflitos familiar...
19/08/2026

Pedir ajuda nem sempre é fácil.

Muitos adolescentes e jovens convivem com ansiedade, tristeza intensa, conflitos familiares, bullying, sofrimento emocional ou dúvidas que parecem grandes demais para enfrentar sozinhos.

Muitas vezes, o primeiro obstáculo é justamente não saber com quem conversar.

Por isso, hoje quero compartilhar um recurso de utilidade pública.

A Rede Pode Falar, apoiada pelo UNICEF, é uma iniciativa brasileira de promoção da saúde mental voltada para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. A plataforma oferece um espaço de escuta acolhedora, gratuito, online e sigiloso, realizado por jovens universitários supervisionados por profissionais experientes.

Além do atendimento, reúne materiais confiáveis sobre saúde mental e orienta como acessar a rede pública de cuidados, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Buscar ajuda não é sinal de fraqueza. É um ato de cuidado consigo mesmo.

Se você conhece um adolescente, é pai, mãe, responsável, educador ou profissional da saúde, guarde este contato e compartilhe esta informação.

Às vezes, um simples encaminhamento pode fazer toda a diferença na vida de alguém.

Rede Pode Falar - Unicef www.podefalar.org.br
Atendimento gratuito para jovens de 13 a 24 anos.
Segunda a sábado, das 8h às 22h.

Uma adolescente de 13 anos morreu após ser vítima de violência durante uma transmissão ao vivo em um ambiente digital. O...
15/08/2026

Uma adolescente de 13 anos morreu após ser vítima de violência durante uma transmissão ao vivo em um ambiente digital.

O caso provocou uma nova discussão sobre a responsabilidade das plataformas na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Após o episódio, a Agência Nacional de Proteção de Dados determinou a suspensão do recurso de transmissões ao vivo do Discord no Brasil. A medida está relacionada à investigação sobre possíveis falhas nos mecanismos de proteção da plataforma, especialmente diante dos riscos envolvendo usuários menores de idade.
E este debate não começa agora.

Nos últimos anos, diferentes investigações e denúncias já haviam chamado atenção para o uso de espaços digitais fechados por grupos envolvidos em práticas violentas contra adolescentes. Ainda sim, o recurso de lives continuou permitido até agora.

É importante, portanto, não reduzir essa discussão à proibição destes apps.

A questão é mais ampla:
Quais mecanismos existem para identificar situações de risco?

Quanto tempo uma plataforma leva para interromper uma violência em tempo real?

Quais são seus sistemas de verificação de idade e proteção de menores?
Quando uma tecnologia alcança milhões de crianças e adolescentes, a segurança não pode ser um recurso secundário.

É urgente continuarmos falando sobre prevenção, educação digital, segurança on-line e responsabilização das empresas.

A proteção online é uma ação conjunta que inclui pais plataformas e políticas públicas.Precisamos estar mais atentos sobre os perigos para exigir que os espaços online sejam mais responsáveis.

E se a escola ensinasse, além de matemática, a escutar, dialogar e reparar relações?Vivemos tempos de hiperconexão e, pa...
13/08/2026

E se a escola ensinasse, além de matemática, a escutar, dialogar e reparar relações?
Vivemos tempos de hiperconexão e, paradoxalmente, de crescente desconexão humana.

Amigos, relacionamentos e até espaços de escuta mediados pelas telas. Tempos sombrios de desumanização.

Nesse cenário, a escola se torna ainda mais importante como espaço de encontro, diferença e convivência.

Na última semana de julho, participei, na The British School, no Rio de Janeiro, de uma conferência de três dias sobre Práticas Restaurativas, conduzida por Donna Marie Fry e Rob Win, especialistas em peacebuilding do CRESST, Reino Unido.

Mais do que aprender métodos e teorias, vivenciamos aquilo que desejamos construir nas escolas: respeito, escuta, diálogo, criatividade e esperança em uma comunidade mais justa, democrática e acolhedora.

Conheci o trabalho do CRESST em 2025, durante uma formação em Londres sobre Práticas Restaurativas e mediação entre pares. Desde então, uma convicção se fortaleceu: crianças e adolescentes podem aprender a escutar com respeito, reconhecer a alteridade e comunicar sentimentos e necessidades com mais empatia — dentro e fora das telas.

Uma escola orientada pelos princípios das práticas restaurativas ajuda seus estudantes a:
• escutar com curiosidade, antes de julgar;
• reconhecer e nomear sentimentos;
• discordar sem recorrer à humilhação ou à violência;
• compreender que, por trás de muitos comportamentos, existem necessidades não atendidas;
• transformar conflitos em oportunidades de aprendizagem;
• responsabilizar-se pelos impactos de suas ações e participar da reparação dos vínculos.

Uma escola restaurativa não é uma escola sem conflitos. É uma escola que constrói formas mais humanas e colaborativas de enfrentá-los.

E na sua comunidade escolar: os conflitos são apenas interrompidos ou se tornam oportunidades de escuta, responsabilização e transformação?

Você já ouviu um estudante ser chamado de “X9” porque contou a um adulto que um colega estava sofrendo bullying?Essa é u...
11/08/2026

Você já ouviu um estudante ser chamado de “X9” porque contou a um adulto que um colega estava sofrendo bullying?

Essa é uma questão que aparece com frequência nas minhas conversas com educadores: como transformar a cultura do “X9” em uma cultura de defensores?

Existe uma diferença importante.

O delator age para obter algum benefício individual: vingança, privilégio ou para prejudicar um colega.

O defensor, por outro lado, rompe o silêncio porque reconhece uma situação de violência e busca ajuda para interromper o sofrimento e proteger quem está sendo alvo. Ou seja, age em prol dos direitos humanos.

No bullying, essa diferença é fundamental.

A cultura instaurada de nomear de “X9” quem denuncia uma violência, pode funcionar como um mecanismo usado pelos autores, para a manutenção do silêncio. Quando o estudante teme ser ridicularizado, excluído ou sofrer represálias por contar o que viu, o autor da violência ganha ainda mais espaço para continuar.

Por isso, precisamos ensinar aos nossos alunos e filhos, que pedir ajuda diante de uma violência não é fofoca ou “coisa de traíra”, como dizem o adolescentes. É responsabilidade e cuidado

E também precisamos oferecer caminhos seguros para que eles saibam a quem recorrer, como pedir ajuda e como intervir sem se colocar em risco.

Neste Dia do Estudante, deixo uma pergunta para nós, adultos:
Que cultura estamos ajudando a construir dentro das nossas escolas: a do silêncio ou a da proteção?

Educação Prevenção ViolênciaEscolar Defensor CarolApolinário

09/08/2026

"A herança maior que meu pai me deixou foi o espanto. Ele ensinou-me a olhar para o mundo como se fosse a primeira vez."
Mia Couto

Ser pai é cuidar, proteger,sustentar limites e responsabilidades. É também aprender a escutar, reconhecer erros e ensinar a olhar para o mundo com espanto, curiosidade e coragem. É saber que mesmo com todo o conhecimento ou condições sociais, nem sempre será possível evitar as frustrações que o filho encontrará pelo caminho.

É acompanhar os primeiros passos e, aos poucos, aprender a soltar a mão.

É oferecer raízes para se construa segurança,mas também espaço para que o filho construa seu próprio caminho.

Neste Dia dos Pais, celebro aqueles que seguem disponíveis para aprender a caminhar ao lado de seus filhos,de qualquer idade.

Feliz Dia dos Pais. 💙

06/08/2026

A resposta não é simples.

Ao contrário do que podemos imaginar, denunciar uma situação de violência não depende apenas de conseguir falar sobre ela.

Nas minhas pesquisas sobre bullying, identifico seis passos importantes nesse processo:
1. Perceber a violência.
Muitas vezes, a pressão do grupo faz com que o alvo seja convencida de que aquilo é apenas uma brincadeira.

2. Indignar-se e nomear o que está acontecendo.
É preciso reconhecer que aquilo ultrapassou os limites e entender que não é necessário aceitar a violência como algo normal.

3. Aceitar ou pedir ajuda.
Esse pedido pode acontecer com um amigo defensor, um professor, familiar ou outro adulto de confiança.

4. Ser acolhido e validado.
Quem relata uma violência precisa ser escutado com respeito e atenção. A função dos adultos cuidadores é acolher a queixa, sem desmentir ou minimizar o sofrimento.

5. Formalizar a denúncia
A vítima pode fazer a reclamação ou contar com alguém que faça isso em seu nome.

6. Reconstruir formas de lidar com situações futuras
Depois da violência, é importante permanecer atento a outras interações abusivas e construir estratégias mais assertivas para enfrentá-las.

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Por isso, quando uma criança ou adolescente finalmente consegue falar, a nossa primeira resposta não deveria ser: "Você tem certeza?" ou "Por que não contou antes?"

Talvez a pergunta mais importante seja:
"Do que você precisa para se sentir seguro agora?"

A responsabilidade pela proteção não pode estar apenas sobre quem sofreu a violência.

Precisamos construir redes de cuidado capazes de identificar, acolher e agir.

A inteligência artificial e as redes sociais já fazem parte da vida de crianças e adolescentes. Mas será que estamos con...
01/08/2026

A inteligência artificial e as redes sociais já fazem parte da vida de crianças e adolescentes.

Mas será que estamos conversando o suficiente sobre os impactos dessa relação?

Com a popularização da IA generativa, surgiram novos desafios para a segurança digital.

Relatórios de organizações independentes já apontaram dificuldades das grandes plataformas em identificar e remover rapidamente conteúdos sintéticos hiper-realistas, inclusive materiais de nudez e exploração sexual gerados por inteligência artificial.

A educação digital acontece quando ajudamos a criança a pensar criticamente sobre a tecnologia que usa.

Por isso, assistir a documentários com as crianças e os adolescentes é uma excelente oportunidade de iniciar conversas, proteger e educar.

Salve este post para sua próxima sessão de cinema em família e compartilhe com outros pais e educadores.

Qual desses documentários você já assistiu?
Qual acrescentaria à lista?

30/07/2026

Hoje, ao olharmos para qualquer imagem, nosso cérebro já opera sob a suposição imediata de que ela pode ter sido gerada ou manipulada por uma inteligência artificial. Desaprendemos a presumir que a imagem representa algo real.

A artista visual e pesquisadora alemã Hito Steyerl comenta que a proliferação das ferramentas de geração de imagens criadas por IA rompeu o elo entre foto e realidade.

Essa crise também alcança a voz, com a proliferação de áudios clonados por IA. Sem poder confiar nas fotos, vídeos ou gravações, a confiabilidade do registro material desmorona. A artista afirma que a perda da imagem como evidência documental é um caminho sem volta.

Diante desse cenário de simulacros digitais, o que nos sustenta?

A dimensão mais genuína do humano: nossa presença física, a capacidade de escuta empática e o compromisso com a nossa palavra.

Façamos bom uso deles.

Considero o convívio com os avós um privilégio.Um colo que acolhe sem a cobrança das regras cotidianas. Um espaço onde h...
26/07/2026

Considero o convívio com os avós um privilégio.

Um colo que acolhe sem a cobrança das regras cotidianas. Um espaço onde histórias são contadas, brincadeiras e lições de vida são transmitidas.

Os avós nos oferecem raízes.
Na perspectiva psicanalítica, essas narrativas familiares, costumes, valores e modos de olhar o mundo ajudam a criança a construir sua própria história e a encontrar seu lugar de pertencimento.

Para celebrar o Dia dos Avós, preparei uma seleção de filmes que nos convidam a pensar sobre a passagem do tempo, a memória, o pertencimento e o amor que atravessa gerações.

Cada história apresenta uma maneira diferente de olhar para esses vínculos.

Que possamos valorizar aqueles que vieram antes de nós e reconhecer a importância de transmitir às novas gerações os valores que nos trouxeram até aqui.

Qual filme você acrescentaria a essa lista?

A inteligência artificial já faz parte da vida das crianças e dos adolescentes.O Primeiro Diálogo Global sobre Governanç...
24/07/2026

A inteligência artificial já faz parte da vida das crianças e dos adolescentes.

O Primeiro Diálogo Global sobre Governança da IA, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra (Suíça) nos dias 06 e 07 de julho de 2026, reuniu representantes de 193 países, incluindo o Brasil.

No encontro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, levantou que, entre as prioridades apresentadas para a governança da IA, está a proteção de crianças e adolescentes contra abusos.

Antes de um medicamento chegar às mãos de uma criança, esperamos que sua segurança seja testada. Brinquedos também passam por regulamentações e critérios de segurança.

No entanto, a inteligência artificial chegou às crianças antes que tivéssemos respostas suficientes sobre seus impactos.

Na mesma semana, a União Europeia também avançou em discussões sobre os riscos relacionados ao design potencialmente viciante de grandes plataformas digitais e seus possíveis impactos sobre a saúde física e mental dos usuários.

Esses acontecimentos nos lembram de que não podemos discutir a tecnologia apenas pela perspectiva da inovação. Precisamos discutir também seus efeitos éticos e psíquicos.

Como psicóloga, acredito que essa conversa precise envolver famílias, escolas, profissionais de saúde, empresas de tecnologia e governos.

Precisamos nos perguntar:

- Quem deveria proteger uma criança diante de um abuso produzido por inteligência artificial?
- Como evitar que vieses algorítmicos ampliem a discriminação?
- Como podemos preparar as crianças e adolescentes para usarem essas ferramentas de maneira ética e responsável?

Talvez esse seja um dos grandes desafios do nosso tempo.

Quando se trata da infância, proteção deve ser prioridade, não escolha.

E você, acredita que estamos preparados para proteger crianças e adolescentes diante dos avanços da inteligência artificial?

Endereço

Consultório: Rua Goethe 86
Rio De Janeiro, RJ

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