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23/05/2026

A coragem de romper e a escuta de si mesmo

Um dos meus cantores preferidos, o uruguaio orge , laureado com um Oscar, trilhou um caminho incomum.

Filho de médicos, seguiu a tradição familiar até os 30 anos, quando decidiu reescrever sua própria história na música.

Sua jornada é um testemunho sobre o medo de romper com as expectativas familiares e a complexa arte de conciliar mundos aparentemente incompatíveis.

Sua narrativa ressoa profundamente com os desafios da Orientação Profissional, especialmente para aqueles que se veem divididos entre o legado familiar e o anseio por um outro percurso.

Esta fala do Drexler nos provoca a pensar sobre alguns pontos:

* A transição de carreiras: o que nos move a mudar de rota, mesmo diante de um caminho já estabelecido?

* O legado Familiar vs. Vocação Pessoal: como honrar nossas raízes sem sufocar nossos próprios sonhos?

* É possível ser fiel a si mesmo e, ao mesmo tempo avaliar as necessidades reais que nos cercam?

Criei o Método MAPP como oportunidade para pensar sobre a escolha de carreira calculando riscos e benefícios.

O MAPP considera todas as complexidades da escolha profissional de uma forma aprofundada e com ferramentas reflexivas interessantes para os jovens.

Tenho a sorte de escutar alguns pacientes que assim como o Drexler têm talentos múltiplos e só precisam de um profissional que os acompanhe nesse processo de escolha.

Para conhecer mais sobre o MAPP, leia o portfólio no link da bio.

As conversas sobre o uso de telas não precisam começar na adolescência.As narrativas e personagens da ficção abrem camin...
21/05/2026

As conversas sobre o uso de telas não precisam começar na adolescência.

As narrativas e personagens da ficção abrem caminhos mais leves para falar sobre esse tema que nos atravessa e molda nossas subjetividades: o uso que fazemos da internet.

O desafio não é apenas reduzir tempo de tela, mas ajudar crianças e jovens a construírem repertório crítico sobre aquilo que consomem e vivenciam online.

Selecionei livros por faixa etária que são bons aliados para entendermos benefícios e riscos do uso de telas hoje. Indico a leitura compartilhada entre pais e filhos desde cedo, se possível.

Quanto mais cedo abrirmos espaço para pensar sobre os desafios do abuso de telas, mais instrumentos e mais alternativas saudáveis as crianças poderão ter.

Salve este post para consultar depois e compartilhe com famílias, educadores e pessoas que convivem com crianças e adolescentes.

Quando falamos sobre proteção infantil, muitas pessoas ainda associam o tema ao medo, silêncio ou até constrangimento.Po...
19/05/2026

Quando falamos sobre proteção infantil, muitas pessoas ainda associam o tema ao medo, silêncio ou até constrangimento.

Porém, falar sobre corpo, privacidade, consentimento e limites de forma adequada para cada idade pode ajudar a criança a reconhecer desconfortos, expressar sentimentos e buscar ajuda quando necessário.

Infelizmente, a violência sexual contra crianças e adolescentes continua sendo uma realidade preocupante no Brasil — e sabemos que muitos casos sequer chegam a ser denunciados. Isso torna a prevenção ainda mais importante. 5 crianças menores de 14 anos são violentadas por hora no Brasil.

Conversar com as crianças sobre autoproteção ajuda a compreender limites, reconhecer situações desconfortáveis e identificar adultos de confiança.

É nesse contexto que conteúdos infantis como Pipo e Fifi podem se tornar aliados importantes. De forma lúdica e acessível, a série abre espaço para conversas sobre privacidade, consentimento, autonomia corporal, segredos, segurança digital e rede de apoio.

Proteger uma criança também passa por ajudá-la a nomear o que sente, entender seus limites e saber que ela pode pedir ajuda sem medo.

É importante lembrar que não há apenas abuso envolvendo contato físico.
São exemplos de abuso sexual sem contato físico:

A exposição da criança à pornografia;
conversas sexualizadas inadequadas;
Pedidos de fotos, filmar ou fotografar criança com intenção sexual.

Para mais informação de qualidade sobre proteção infanto-juvenil, indico o perfil

Compartilhe este conteúdo com famílias, educadores e pessoas que convivem com crianças.

Quando existe curadoria, limites e presença dos adultos, algumas séries podem ajudar as crianças a refletirem sobre os d...
17/05/2026

Quando existe curadoria, limites e presença dos adultos, algumas séries podem ajudar as crianças a refletirem sobre os desafios do cotidiano e a passagem da infância para a adolescência de forma lúdica e acessível.

Dica de ouro: se possível, assista junto!
Perguntas simples sobre os personagens ajudam a criança a reconhecer sentimentos, desenvolver empatia e pensar de forma mais crítica.

“Por que você acha que ele ficou triste?”
“O que você faria nessa situação?”
“Você já sentiu algo parecido?”

Você incluiria outras séries nessa lista?

A maternagem acontece na repetição dos cuidados do  dia a dia, no lanche da escola, na bronca, na percepção da meia fura...
13/05/2026

A maternagem acontece na repetição dos cuidados do dia a dia, no lanche da escola, na bronca, na percepção da meia furada, na nota mental sobre o presente de aniversário desejado.

É nas renúncias silenciosas e nas comemorações das vitórias que o afeto se manifesta.

Ele toma forma de passeio, de limites, de dever de casa, de viagem e de música.

Como a música é parte muito importante da minha vida e dos meus estudos, montei uma playlist inspirada pelo dia das mães.

Que a música seja rede, casulo e teia para embalar nossa jornada.

🎧 Acesse pelo meu último story ou nos destaques!
Ouça e compartilhe com uma mãe que merece se sentir lembrada.

*Ps: pais e outros cuidadores também podem ouvir!

MúsicaparaMãe PsicologiaEducacional CarolinaApolinárioPsi

Winnicott inaugurou o conceito de “mãe suficientemente boa” para nos lembrar que a criança não precisa de perfeição, mas...
10/05/2026

Winnicott inaugurou o conceito de “mãe suficientemente boa” para nos lembrar que a criança não precisa de perfeição, mas de presença.

Por ser humana e falível, o que uma mãe pode oferecer à criança é sua presença, sua integridade emocional, limites, seu afeto e sua dedicação.

A maternidade começa muito antes do nascimento de um filho. Ela nasce na fantasia do bebê idealizado, e da mãe imaginarizada.

E é justamente no encontro — entre expectativa e realidade — que a maternidade vai sendo construída.

Recentemente ouvi de uma mãe de uma criança de 2 anos, que acreditava que o temperamento dócil do filho quando bebê, garantiria que ele não passasse pela clássica fase das birras dos 2 anos.O engano durou pouco.

Cada criança convoca em nós algo novo.

E cada mãe vai, aos poucos, inventando formas possíveis de responder ao filho(a) que encontra diante de si. Sedutor, intenso, silencioso, falante, desafiador, distraído, sensível…
A lista é infinita. Educar uma criança é uma tarefa transformadora de adultos.

Diariamente tecemos novas formas de lidar com este filho, imprimindo nosso estilo pessoal e contando — se tivermos sorte — com uma rede de apoio que também seja suficientemente boa: afetuosa, presente e consistente.

Que possamos nos autorizar a ser suficientemente boas, pois é justamente na fresta da nossa imperfeição que o desejo e a singularidade dos nossos filhos encontram espaço para florescer.

Feliz Dia das Mães para todas que exercem esta função!

Muitos jovens escolhem uma profissão conhecendo bem pouco sobre a realidade do mercado de trabalho.Na clínica, percebo q...
09/05/2026

Muitos jovens escolhem uma profissão conhecendo bem pouco sobre a realidade do mercado de trabalho.

Na clínica, percebo que a diferença entre a idealização de uma carreira e seu cotidiano é enorme.

Hoje existem canais de entrevistas e podcasts com depoimentos de profissionais e universitários que nos ajudam a entender a rotina, as relações e os possíveis desafios de cada carreira. Os vídeos também abordam as possibilidades de atuação e perspectivas que ninguém costuma contar sobre determinadas áreas.

A escolha profissional envolve o alinhamento entre o estilo de vida que desejamos e o impacto social que visamos gerar através do nosso trabalho.
Boa pesquisa!

Compartilhe este conteúdo com quem esteja atravessando esta fase de escolha profissional.

Quando pensamos em violência, é comum imaginar apenas dois lados: quem comete e quem sofre.Mas, na prática, existem muit...
06/05/2026

Quando pensamos em violência, é comum imaginar apenas dois lados: quem comete e quem sofre.

Mas, na prática, existem muitos outros lugares possíveis.

Há quem veja e se incomode, mas não aja.
Há quem normalize.
Há quem evite.
Há quem, mesmo sem perceber, contribua para que aquilo continue.

E há também quem se posicione. Quem percebe a alteridade, sente o desconforto e consegue nomear um limite, um ponto de basta diante da violência.

Pensar sobre esses papéis nos ajuda a mudar de posição, se assim desejarmos.

Silenciar pode, muitas vezes, estar ligado ao medo, mas também pode ser sinal de indiferença.

Estamos anestesiados diante do sofrimento do outro?

Pensar sobre como agimos abre espaço para escolher outros caminhos.

Muitas vezes, essa mudança começa com algo simples:
Reconhecer o que vemos.
Reconhecer o impacto de nossas ações nos outros.
Reconhecer que pequenas atitudes gentis também transformam o ambiente.

A forma como nos colocamos diante da violência — inclusive das mais sutis — é, antes de tudo, um posicionamento ético.

Que possamos ensinar nossas crianças a ocuparem lugares onde possam enxergar o outro com empatia e coragem.

‘Não vemos para onde vamos, mas seguimos acelerando’ - Jorge Drexler No Dia do Trabalho, vale uma pausa para pensar sobr...
01/05/2026

‘Não vemos para onde vamos, mas seguimos acelerando’ - Jorge Drexler

No Dia do Trabalho, vale uma pausa para pensar sobre a relação entre saúde mental, identidade e trabalho.

O trabalho não é apenas o que fazemos, é também como produzimos ecomo nos relacionamos no ambiente laboral. Expectativas, demandas, silêncios, valor, autoridade e limites que (nem sempre) conseguimos colocar.

Alguns ambientes reforçam a pressão, a competição e o esgotamento.
Outros abrem espaço para a parceria, a criatividade, o pertencimento e o crescimento.

Entender o que nos atravessa no trabalho é um passo importante para ressignificar nossa presença e atuação nos espaços que ocupamos

Você sentiu falta de algum filme nessa lista?

Antes do empurrão, houve o apelido.Antes da exclusão, houve o silêncio.Antes da agressão verbal, houve o riso de deboche...
30/04/2026

Antes do empurrão, houve o apelido.
Antes da exclusão, houve o silêncio.
Antes da agressão verbal, houve o riso de deboche.

Quando pequenas agressões são tratadas como “normais”, criamos um ambiente onde o espaço pessoal vai sendo aos poucos invadido.

Assim, o que deveria ser inaceitável passa a ser tolerado.

Reconhecer os diferentes tipos de violência nos ajuda a interromper ciclos antes que eles se consolidem.

Toda violência, em algum momento, começou pequena.

Endereço

Consultório: Rua Goethe 86
Rio De Janeiro, RJ

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