16/09/2026
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA INFANTIL
Ela sempre existiu, e houve época em que as crianças apanhavam muito, e com palmatória, e não só nos lares, mas nas escolas também isto era permitido (minha mãe apanhou muito com isto).
A sensação de impunidade e impotência frente à violência pode levar à depressão, tentativa de suicídio, aumento de desordens da ansiedade, automutilações, fobias, angústia insuportável.
Como esta é a fase do desenvolvimento, podemos imaginar os danos futuros que violência de todos os tipos (verbal, sexual, física, psicológica, síndrome do “bebê sacudido”, de Munchausen, negligência), podendo instalarem-se traumas que seguirão esta criança por toda sua vida.
Para quem esta criança pode pedir ajuda se, exatamente quem deveria protegê-la, a agride? Para onde fugir, se está trancada e depende deles para sair? São pequenos e sofridos reféns!
A necessidade da denúncia é fundamental para que se possa tentar intervir nesta brutalidade e poder acolher toda a família que não está suportando pressões de sua vida, e as descarrega nas crianças, o lado mais frágil, assim como em seus animais domésticos.
Quem agride uma criança não pode estar bem, não acha, pois trata-se de uma terrível covardia. Mas, o que se passa dentro deste adulto agressor também deve ser devastador para lhe empurrar para uma conduta desta. Precisa de ajuda, mas nem sempre a procura, e assim perpetua esta atitude.
Lembre-se: você pode e deve ajudar seu vizinho, tentando compreender pelo que ele passa, e o denunciando se achar que limites importantes foram ultrapassados.
Um Abraço,
Maria Alice Lustosa, PhD
CRP: 05/1719