Alexandre Belchor

Alexandre Belchor Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Alexandre Belchor, Psicólogo/a, Rio de Janeiro.

- Especialista em Sexologia Clínica
- Especialista em Neuropsicologia
- Especialista em Saúde Pública
- Especialista em Saúde Mental
- Especialista em Saúde Coletiva
- Especialista em Psicologia Hospitalar e da Saúde
- Especialista em Terapia de Família

10/06/2026

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Freud dizia que encontrar um objeto de amor é sempre reencontrá-lo. A frase está nos Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, de 1905, e diz uma coisa simples: ninguém ama do zero.
Antes de qualquer paixão, alguém já te cuidou, te desejou, te deixou esperando e isso vira um molde. Quando você se apaixona, não está começando do nada, está reconhecendo alguma coisa, mesmo sem saber o quê. É por isso que certas pessoas parecem familiares rápido demais.
Aqui entra o que costumam entender errado. Reencontrar não quer dizer necessariamente repetir o trauma... O que volta é a marca do primeiro amor, e essa marca pode ser de dor ou de colo. Tem gente que reencontra a instabilidade que conheceu em casa e chama de química. Tem gente que reencontra o cuidado bom e se sente em casa de novo. Os dois são reencontro. O que muda é o que ficou inscrito lá atrás.
E não é só “procurar a mãe” ou “procurar o pai”. O que a gente herda é também a posição que aprendeu a ocupar. Quem só era visto quando agradava tende a escolher alguém difícil de agradar, e a achar que isso é amor de verdade porque dá trabalho. Às vezes a pessoa jura que escolheu o oposto exato dos pais, e mesmo assim continua girando em torno deles, porque fugir de uma figura também é um jeito de ficar preso a ela.
A análise não tira de você esse reencontro. Ela só te deixa ver o que anda reencontrando, e perguntar se ainda quer.

Créditos: Two and a half men

Repost from:  Quando a comunicação não é clara, o outro passa a ocupar o lugar de intérprete.Ele tenta entender intençõe...
01/06/2026

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Quando a comunicação não é clara, o outro passa a ocupar o lugar de intérprete.
Ele tenta entender intenções, sentimentos e limites que não são nomeados.

Esse esforço contínuo cria desgaste, confusão e desequilíbrio no vínculo.

Falar pouco também produz efeitos.

Repost from:  Talvez uma das maiores fantasias românticas já vendidas tenha sido a ideia de que amar alguém faria automa...
27/05/2026

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Talvez uma das maiores fantasias românticas já vendidas tenha sido a ideia de que amar alguém faria automaticamente o resto do mundo perder a beleza.

Mas o desejo humano nunca funcionou de maneira tão simples. Desejar não é necessariamente amar menos. Assim como amar não significa deixar de ser atravessado pelo olhar, pela curiosidade, pela fantasia e pela falta.

A psicanálise, a filosofia, a literatura e a própria história da arte retornam constantemente a esse ponto: o desejo escapa. Ele não se encaixa perfeitamente nas instituições, nos contratos ou nas idealizações românticas que criamos sobre o amor.

E talvez maturidade não esteja em fingir que o desejo não existe.Mas em escolher, ética e honestamente, o que fazer com ele. Porque sentir não é o problema.

O problema começa quando a impossibilidade de falar sobre nossos desejos transforma silêncio em mentira, repressão em hipocrisia e amor em performance.

***As imagens utilizadas neste post são meramente ilustrativas e fazem referência às seguintes obras de arte, na ordem de aparição dos slides:

The Lovers, René Magritte, 1928
In Bed: The Kiss, Henri Toulouse-Lautrec, 1892
The Swing, Jean-Honoré Fragonard, 1767
The Garden of Earthly Delights, Hieronymus Bosch, c. 1505
The Birth of Venus, Sandro Botticelli, c. 1483
The Garden of Earthly Delights, Hieronymus Bosch, c. 1505
Les Demoiselles d’Avignon, Pablo Picasso, 1907
Leda and the Swan, Peter Paul Rubens, c. 1601
The Sin, Franz Von Stuck, c. 1893

26/05/2026

Há algo profundamente solitário no trabalho do analista.

A clínica é feita de escuta, silêncio, manejo e sustentação da angústia do outro. Muitas vezes, o analista recusa responder exatamente para não ocupar o lugar daquele que decide pelo paciente.

Mas existem momentos em que o real irrompe sem mediação.

Na cena de “Impuros”, quando Gilmar aponta uma arma para o analista e exige uma resposta, a técnica vacila diante da urgência. Não se trata mais apenas de interpretação, transferência ou manejo clínico. O corpo do analista entra em cena.

Lacan dizia que o analista paga “com sua pessoa” — e talvez seja disso que essa cena fale: da vulnerabilidade inevitável de quem se dispõe a escutar o sofrimento humano de tão perto.

Há um risco silencioso em todo encontro clínico: o de ser atravessado pela dor, pelo desamparo, pela violência e pelo impossível do outro.

E, às vezes, diante da ameaça, resta ao analista abandonar momentaneamente a posição técnica para responder como humano.

Vídeo:
Reflexão escrita com apoio de ferramentas de IA

21/05/2026

O choro da criança pode não ser apenas da emoção pela brincadeira, mas de algo muito mais profundo: “Ela sabe quem eu sou.”

Para a Psicanálise, o olhar da figura de cuidado participa da construção da existência psíquica da criança. É através desse reconhecimento que ela começa a sentir: “eu existo”, “eu importo”, “eu sou amado.”

Freud já apontava que o desamparo infantil não é apenas físico, mas afetivo e autores posteriores como Winnicott e Lacan aprofundaram essa ideia, ao mostrar que uma criança precisa ser sustentada pelo olhar, pela presença e pela validação emocional de quem cuida dela.

Quando uma criança é constantemente ignorada, não reconhecida em suas emoções ou tratada como um incômodo, algo dentro dela aprende a se apagar para sobreviver.

Ser visto organiza o psiquismo.
Ser reconhecido dá contorno à identidade.
Ser amado humaniza.

Talvez por isso aquele menino tenha chorado.
Porque, por alguns segundos, ele teve a confirmação mais importante da infância:

“Minha mãe me conhece.
Eu existo no coração dela.”

Reflexão escrita com apoio de ferramentas de IA
Crédito do vídeo:

Repost from .andersonalves•Lacan dizia que amamos no outro o que falta, não o que sobra.E talvez seja por isso que o amo...
20/05/2026

Repost from .andersonalves

Lacan dizia que amamos no outro o que falta, não o que sobra.

E talvez seja por isso que o amor verdadeiro só começa quando a fantasia desaba.

Quando o outro deixa de ser espelho e passa a ser encontro.

A paixão é um curto-circuito narcísico, um delírio a dois.

O amor, ao contrário, é o retorno à falta e a coragem de permanecer nela.

André Green chamou isso de presença do negativo, a capacidade de amar sem precisar apagar o que falta.

Amar é deixar o outro existir, mesmo onde ele não nos corresponde.

Quantas vezes você quis ser amado pela sua imagem e não pelo seu real?

Quantas vezes buscou o olhar que confirma e não o que encontra?

O amor começa quando o olhar do outro não te idealiza, mas te reconhece.

Quando o encontro não serve mais para te completar, mas para te fazer crescer.

Porque amar, no fundo, é suportar o inacabado.
——————————————————

12/05/2026

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A felicidade é mesmo o objetivo final da vida?

No desta quinta-feira (7), Luiz Felipe Pondé e Thaís Oyama debatem a relevância do estoicismo nos dias de hoje.

O estoicismo, que ensina a focar apenas no que está sob nosso domínio, parece ser mais necessário agora do que na antiguidade. E você, concorda que buscar a paz de espírito é mais importante do que buscar a felicidade constante?

▶️ Assista ao episódio completo do no canal do Jornalismo TV Cultura no YouTube
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08/05/2026

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Uma das coisas mais difíceis da clínica é perceber como algumas pessoas conseguem falar de violência sem demonstrar quase nenhuma emoção.

Não porque não sentiram nada.

Mas porque, em muitos casos, a mente precisou se anestesiar para sobreviver ao ambiente em que aquela pessoa foi construída.

Quando alguém convive durante muito tempo com medo, brutalidade, ameaça e violência, certas coisas começam a perder o peso emocional que deveriam ter.

O problema é que essa desconexão não afeta apenas a culpa.

Ela afeta o afeto, os vínculos, a empatia e até a forma como a pessoa enxerga a própria vida.

Por isso, muitas vezes, por trás de alguém extremamente agressivo, existe uma história emocional profundamente endurecida.

E terapia não muda isso através de sermão.

Muda quando a pessoa finalmente consegue entrar em contato com aquilo que passou a vida inteira tentando não sentir.

🎬 Corte e edição:
📺 Série: Impuros (Disney+)
T06E08 (Gilmar – Sessão 8)

📌 Conteúdo utilizado para fins de reflexão e análise sobre terapia.

Repost from: Maria Odete Reis | Psicóloga e Psicanalista “… a ansiedade quando deixa de ser funcional, ela tem o equival...
14/04/2026

Repost from: Maria Odete Reis | Psicóloga e Psicanalista

“… a ansiedade quando deixa de ser funcional, ela tem o equivalente a uma febre, uma febre pode ter muitas funções e pode estar sinalizando muitos quadros, muito diferentes…

… algo pode ser muito sério e algo pode ser completamente trivial.

Então não tem assim, uma abordagem, eu sou um pouco reticente com abordagens unicistas: “contra a ansiedade faça assim”. Não, não tem, a não ser esse genérico de, outra pessoa.

Não vá se isolar você e seus pensamentos circulares, isso não vai ajudar…

mas, se você consegue ficar sozinho, em solitude, isso vai ajudar.

Você vê, ao mesmo antídoto tem o outro reverso, inverso…

… a solitude é um termo poético, variante da solidão…

é que você pode estar consigo…

… feliz consigo mesmo, triste consigo mesmo, mas, consigo.

“Consigo mesmo” significa prestar atenção em viver toda a profundidade a que é requerido, àquele afeto: de ciúme, de tristeza, de alegria, de dor, seja qual for ele, mas estar com isso.”

- Recortes da fala de Christian Dunker em participação no Podcast: Ansiedade e seus impactos na saúde - Construindo Saúde, da Dra Cris Milagre.

30/03/2026

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Há experiências que não terminam quando acabam. Elas seguem operando por dentro, fixando o sujeito numa mesma posição, como se algo do tempo não pudesse andar. A vida continua do lado de fora, mas internamente a pessoa permanece capturada por afetos que não se transformam, por cenas que não encontram nova inscrição, por dores que não puderam ainda ser simbolizadas.

É aí que a análise pode produzir um trabalho decisivo. Não para apagar o traumático, nem para convencer o sujeito de que nada aconteceu, mas para que aquilo que o feriu deixe de ser a única coordenada possível de sua existência. O trauma paralisa justamente quando o sujeito não consegue fazer outra coisa com ele além de repeti-lo, sofrê-lo ou se organizar inteiramente a partir dele.

Resignar-se ao traumático é permanecer submetido à cena, como se ela continuasse definindo o lugar do sujeito. Já uma certa serenidade não significa indiferença, muito menos apagamento da violência sofrida. Significa um trabalho psíquico em que o sujeito, pouco a pouco, deixa de se confundir inteiramente com aquilo que lhe aconteceu.

Isso exige elaboração. Exige tempo. Exige trabalho interno.

Porque o traumático tem essa força, ele tende a congelar posições. O sujeito volta sempre ao mesmo ponto, reage desde o mesmo lugar, lê a vida a partir da mesma ferida. E quando isso se cristaliza, a existência perde mobilidade. A pessoa não apenas se lembra da violência, ela passa a viver sob sua sombra, repetindo uma mesma forma de estar no mundo.

A análise busca justamente romper essa fixação. Ela tenta abrir espaço para que o sujeito encontre novas representações, novas leituras, novas maneiras de se relacionar com aquilo que o marcou. Não se trata de superar no sentido banal da palavra. Trata-se de não permanecer eternamente condenado à mesma posição psíquica diante do que feriu.

Talvez esse seja um dos efeitos mais importantes de uma análise. Não retirar a gravidade da dor, mas impedir que ela se torne a única forma possível de existir.

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