Maria Ramim

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01/01/2026
🧠 Delineamento de uma Tempestade: quando o estresse se transforma em risco real ao cérebro.Você sabia que o estresse psi...
31/07/2025

🧠 Delineamento de uma Tempestade: quando o estresse se transforma em risco real ao cérebro.

Você sabia que o estresse psicossocial pode ser tão perigoso quanto os fatores clássicos de risco para Acidente Vascular Encefálico (AVE) e infarto?

📉 Pesquisas mostram que sintomas psiquiátricos como ansiedade crônica, depressão e estresse pós-traumático estão diretamente associados ao risco aumentado de AVE, especialmente do tipo hemorrágico. E mais: essas condições muitas vezes não são sequer mencionadas no consultório.

🔬 Kronenberg et al. (2017) mapearam as interfaces biológicas entre o estresse e o AVE, mostrando que o sofrimento emocional pode ser tanto causa quanto consequência de eventos cardiovasculares graves. Ou seja, o ciclo é duplo — e perigoso.

😔 Impaciência, urgência de tempo, hostilidade, pressão financeira e eventos adversos da vida não afetam apenas o emocional. Eles moldam a saúde do coração e do cérebro — silenciosamente.

Em um período de intensif**ação dos debates sobre o caráter e os efeitos da Inteligência Artificial (IA) na sociedade, m...
11/08/2024

Em um período de intensif**ação dos debates sobre o caráter e os efeitos da Inteligência Artificial (IA) na sociedade, muitas discussões se concentram na preocupação de que as máquinas possam superar os humanos em diversas habilidades. Essa perspectiva é destacada no recente artigo de opinião de David Brooks, "Many People Fear A.I. They Shouldn’t", veiculado no The New York Times. O texto nos direciona a uma reflexão mais aprofundada sobre as características intrínsecas da mente humana em contraponto às capacidades da IA.

A mente humana é frequentemente simplif**ada como uma mera máquina de processamento de informações, uma visão que ignora a rica complexidade das capacidades cognitivas e emocionais humanas. Como destacado por Michael Ignatieff, a mente humana não se reduz a algoritmos e processamentos; ela é uma entidade que engloba consciência, emoções, moralidade e um senso de pessoalidade que é moldado por experiências únicas e irreplicáveis. Este entendimento ressalta uma importante distinção entre ser humano e ser uma máquina.

A capacidade humana de pensar não se limita à lógica ou ao raciocínio analítico; ela inclui uma profunda interação entre pensamento consciente e inconsciente, emoções e intuições. A neurociência moderna, mesmo com seus avanços, ainda trabalha arduamente para compreender plenamente como operam essas interações. Isto é evidenciado pela complexidade com que o cérebro humano processa e reage a estímulos, contrastando fortemente com a forma como as máquinas de IA processam dados.

O potencial da IA para imitar ou replicar o pensamento humano é, até o momento, limitado principalmente ao processamento de grandes volumes de informação e à realização de tarefas específ**as com eficiência superlativa. Contudo, ela falha em aspectos fundamentais que definem a experiência humana: a consciência, a empatia e a capacidade de formar julgamentos morais baseados em experiências subjetivas e emocionais.

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O filme "A Filha Perdida", dirigido por Maggie Gyllenhaal, e o livro homônimo de Elena Ferrante, exploram a temática da ...
07/07/2024

O filme "A Filha Perdida", dirigido por Maggie Gyllenhaal, e o livro homônimo de Elena Ferrante, exploram a temática da maternidade e seus tabus, tirando a fórceps de nós reflexões sobre o papel da mulher como mãe e sua identidade. A história se centraliza em Leda, uma mulher que analisa introspectivamente suas decisões como mãe e as consequências dessas escolhas na sua relação com a mesma e com suas filhas.

No filme, Leda é apresentada como alguém que oscila entre sua liberdade pessoal e a opressiva responsabilidade da maternidade. Gyllenhaal, em sua estreia como diretora, escolhe uma abordagem que permite que as complexidades emocionais e decisões de Leda sejam exploradas sem julgamentos, ampliando a discussão sobre maternidade como uma experiência pendular entre desenvolvimento e aniquilamento.

O filme e o livro propõem uma crítica à idealização da maternidade, revelando como ela pode ser uma fonte de conflito interno e externo. A narrativa sugere que, entre outras questões, ao tornarem-se mães, algumas mulheres podem sentir que perderam uma parte de sua identidade anterior, lutando para manter sua individualidade diante das expectativas culturais e pessoais.

A transição de ser filha para se tornar mãe, como explorada em "A Filha Perdida" é rica em simbolismo e possui profundas implicações filosóf**as e psicológicas. Este tema pode ser analisado à luz de teorias psicológicas sobre identidade e filosofias sobre o papel social e pessoal.

Psicologicamente, a maternidade pode ser vista como uma crise de identidade para algumas mulheres. Essa transição frequentemente desencadeia uma reavaliação de quem elas são, agora como mães e não mais apenas como filhas. O termo "filha perdida" pode simbolizar a perda da identidade prévia que é sacrif**ada, muitas vezes involuntariamente, em prol das novas demandas e responsabilidades da maternidade. Do ponto de vista da psicologia analítica de Carl Jung, por exemplo, essa transição pode ser vista como um encontro com a "sombra" ou com aspectos reprimidos do self que vêm à tona com as especif**ações emocionais e físicas da maternidade.

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Este ebook é voltado especif**amente para neuropsicólogos e profissionais da saúde que desejam aprimorar a precisão diag...
18/02/2024

Este ebook é voltado especif**amente para neuropsicólogos e profissionais da saúde que desejam aprimorar a precisão diagnóstica e o acompanhamento da Doença de Alzheimer. Este material foi cuidadosamente elaborado para servir como uma ferramenta de referência rápida e ef**az, proporcionando suporte no diagnóstico e monitoramento dessa condição complexa.

✍️Principais características do ebook:
• Checklist Detalhado: Um guia prático que conecta sinais fisiopatológicos específicos da Doença de Alzheimer com suas respectivas localizações no cérebro, oferecendo uma abordagem direcionada para o diagnóstico.
• Dados Cognitivos Funcionais: Integra avaliações cognitivas funcionais, permitindo uma visão holística da condição do paciente e facilitando um plano de tratamento mais informado e direcionado.
• Ferramenta de Diagnóstico e Acompanhamento: Ideal para uso em conjunto com exames de imagem, este checklist serve como uma ferramenta de apoio para a tomada de decisão clínica, melhorando a precisão e eficácia do diagnóstico e acompanhamento da doença.

✍️Para quem é este ebook:
• Neuropsicólogos
• Outros profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico e tratamento da Doença de Alzheimer

✍️Benefícios:
• Aumento da Precisão Diagnóstica: Com este guia, profissionais podem identif**ar sinais precoces e específicos da doença, otimizando a precisão diagnóstica.
• Melhoria no Acompanhamento: Facilita um acompanhamento mais detalhado e personalizado do progresso da doença.
• Economia de Tempo: Proporciona uma maneira rápida de acessar informações cruciais, tornando o processo de diagnóstico mais eficiente.
• Aprimoramento Profissional: Enriquece o conhecimento e a prática clínica dos profissionais da saúde.

Adquira o seu exemplar do Checklist Prático para Avaliação da Doença de Alzheimer no link da bio acima e facilite o diagnóstico e tratamento dessa condição clínica que requer as melhores práticas de assistência.

O curta metragem indicado ao Oscar "E depois?" oferece uma fundamental reflexão sobre as tragédias, tanto pequenas quant...
11/02/2024

O curta metragem indicado ao Oscar "E depois?" oferece uma fundamental reflexão sobre as tragédias, tanto pequenas quanto grandes, que moldam nossa existência e nossa capacidade de resistir diante de dores que parecem transcender a condição humana. A perda de um filho, uma dor terrível em qualquer cenário, torna-se ainda mais incompreensível quando ocorre em meio à violência, e para piorar junto com a mulher. O filme aborda esse tema com uma sensibilidade tocante, repercutindo as palavras de Rosa Monteiro em seu livro "A ridícula ideia de nunca mais te ver", onde ela explora como os momentos de nascimento e morte nos permitem transcender o tempo ordinário e contemplar uma verdade profunda e imutável.

A vivência do luto é descrita como indescritível, uma dor que nos retira a capacidade de expressar o que sentimos, conforme a autora tão bem descreve em seu livro, e que é ecoada no filme ao retratar o personagem após sua terrível perda, em um estado de silêncio, absorvendo e testemunhando as dores dos outros. Algumas dessas dores podem parecer triviais em comparação com a sua própria, mas talvez sirvam como um preparo a esses distraídos ignorantes para a experiência terrível que possam viver em algum dia. No entanto, esses momentos também nos lembram da importância de priorizar o que realmente importa em meio às distrações cotidianas tão ridículas.

Rosa Monteiro, explora em seu livro algo muito presente no curta “E depois?” a ideia do "nunca mais" é uma das mais difíceis de aceitar durante o processo de luto. É como se o cérebro se recusasse a compreender a ideia de que alguém que ocupava tanto espaço em nossas vidas tenha desaparecido para sempre. O conceito de "sempre" parece quase alienígena para nossa compreensão limitada do tempo e da existência. No entanto, é através da linguagem que encontramos uma maneira de começar a reconstruir nossas vidas, dando sentido à nossa experiência e encontrando um novo propósito ou sentido para seguir em frente. O final do curta, aquele choro explosivo, é uma forma de recomeçar entrelaçado com a dor da menina em seu silêncio.

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A célebre frase de Jean-Paul Sartre, "o inferno são os outros", captura a essência da complexa dinâmica das relações hum...
21/01/2024

A célebre frase de Jean-Paul Sartre, "o inferno são os outros", captura a essência da complexa dinâmica das relações humanas e seu impacto na saúde mental, uma temática cada vez mais discutida e valorizada na sociedade contemporânea. Embora, frequentemente vista por uma perspectiva pessimista sobre as interações sociais, essa máxima sublinha que o ser humano necessita relacionar-se com o outro para construir a sua identidade, processo nem sempre tranquilo e harmonioso, e sobre a influência das relações em nossa psique. Exemplos disso são evidentes nas obras "Quincas Borba", de Machado de Assis, e "Angústia", de Graciliano Ramos, onde relações tóxicas e manipuladoras desencadeiam um declínio na saúde mental, criando um 'inferno' pessoal. Contudo, a saúde mental enfrenta dificuldades práticas, desde a negligência da formação emocional iniciando na infância até o acesso limitado a cuidados profissionais. Porém, é essencial reconhecer o potencial salutar das relações saudáveis, do apoio emocional e da compreensão mútua, que podem transformar o 'inferno' de Sartre em um percurso de reflexão e crescimento pessoal, mostrando como nossas interações interpessoais e sociais moldam profundamente nosso bem-estar mental.

Em "Quincas Borba", de Machado de Assis, a trajetória de Rubião, o herdeiro de uma grande fortuna deixada por Quincas Borba com a condição de cuidar de seu cão homônimo, é um exemplo vívido das consequências de relações danosas e manipuladoras. Ao longo do romance, Rubião é habilmente explorado pelo casal Sofia e Cristiano Palha. Eles o envolvem em uma teia de falsas amizades e lisonjas, aproveitando-se de sua ingenuidade e riqueza. O casal Palha orquestra uma série de ações predatórias, como encorajar Rubião a ter gastos extravagante e descontrolados, além de manipulá-lo emocionalmente, especialmente através da sedução e da falsa camaradagem. Eles são um dos melhores exemplos da literatura sobre o uso do amor e da sedução para fins de exploração moral e material do outro.

Continuar abaixo ou ler texto completo em https://tecnoneuroclinica.com.br/Post/29276

Em um mundo onde a produtividade é frequentemente considerada a métrica suprema do sucesso, a história de Elliot, um ded...
14/01/2024

Em um mundo onde a produtividade é frequentemente considerada a métrica suprema do sucesso, a história de Elliot, um dedicado clínico geral, ecoa profundamente em nossas atitudes. Seu relato, detalhado por Josh Cohen na "The Economist", não é apenas a história de um indivíduo, mas o espelho de uma cultura obcecada por fazer mais, a qualquer custo.

O Caso de Elliot: Elliot, ao se conceder uma semana de folga, esperava descansar de seu exaustivo trabalho. No entanto, ele se viu preso em um turbilhão de atividades: visitas a museus, concertos, teatro, encontros sociais, idas à academia, aulas de espanhol, e até montagem de móveis. O que era para ser um período de descanso transformou-se em uma agenda lotada de compromissos, refletindo a incapacidade de "simplesmente não fazer nada".

A Cultura do "Sempre Fazer": Como Cohen aponta, estamos imersos em uma cultura que desdenha a inatividade. Elliot se via sob um constante autojulgamento, avaliando se estava sendo suficientemente produtivo. Esse ciclo de trabalho e autoexame constante não apenas o impedia de relaxar, mas também ampliava sua sensação de exaustão.

O Duplo Vínculo do Esgotamento: O esgotamento, como Cohen descreve, é uma mistura complexa de exaustão física e mental, acompanhada por uma compulsão de continuar, independentemente das consequências. Essa condição impede o indivíduo de desfrutar de atividades relaxantes, como dormir sem preocupações, tomar banhos prolongados, ou simplesmente desfrutar de uma conversa sem pressa.

Alternativas e Soluções: Cohen sugere que, para muitos, a solução pode estar em medidas mais práticas: reduzir a carga de trabalho, dedicar-se a práticas contemplativas como ioga e meditação, ou simplesmente ouvir e atender às necessidades internas em oposição às demandas externas.

A Complexidade do Esgotamento: Para casos mais graves, onde as raízes do esgotamento são profundamente psicológicas, Cohen vê valor na psicanálise. Através dela, pode-se explorar aspectos da história pessoal e características que tornam uma pessoa particularmente suscetível ao esgotamento.

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Quando falamos de divórcio, estamos nos referindo a algo muito mais do que um processo legal; é um percurso emocional co...
05/01/2024

Quando falamos de divórcio, estamos nos referindo a algo muito mais do que um processo legal; é um percurso emocional complexo e profundamente pessoal. Cada pessoa vivencia esse momento de forma única, enfrentando dificuldades tanto nas relações com os outros quanto consigo mesma. Um passo crucial nesse caminho é aprender a redefinir o relacionamento com o ex-parceiro, o que pode ser um grande marco na adaptação a essa nova fase da vida.

Neste panorama, a Teoria do Apego, desenvolvida pelo psiquiatra John Bowlby, nos ajuda a entender melhor o que acontece conosco durante um divórcio. Essa teoria sugere que a maneira como nos ligamos emocionalmente a outras pessoas pode influenciar como lidamos com o fim de um relacionamento. Em especial, ela se concentra em dois aspectos: como reorganizamos nossos sentimentos de apego e como as nossas tendências pessoais, como a ansiedade e a necessidade de evitar conflitos, afetam esse processo.

Uma das partes mais complexas do divórcio é a mudança de um estado de compartilhamento da vida com alguém para um estado de independência. Nesse momento, entender quem somos (nosso autoconceito) e como encaixamos esta experiência na história da nossa vida (nossa coerência narrativa) é essencial. É sobre redescobrir nossa identidade e encontrar uma forma de integrar a experiência do divórcio em nossa narrativa pessoal, o que pode ser chave para uma adaptação saudável.

Neste sentido, a clareza do autoconceito e a coerência narrativa são fundamentais no processo de adaptação após uma separação. Elas ajudam os indivíduos a redefinirem suas identidades, a entenderem suas histórias de vida, e a avançarem com uma sensação de propósito e autoconhecimento. Enquanto o caminho para alcançá-las pode ser desafiador, ele é também profundamente enriquecedor e essencial para o crescimento pessoal após um divórcio.

Neste processo, dois padrões desadaptativos também podem ser ativados e que deverão ser foco de cuidado, ou seja, muitas pessoas experimentam ansiedade intensa ou uma tendência a evitar enfrentar seus sentimentos durante o divórcio.

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O  Transtorno Depressivo Persistente (TDP) ou distimia, é uma condição que permanece pouco conhecida e frequentemente ma...
26/12/2023

O Transtorno Depressivo Persistente (TDP) ou distimia, é uma condição que permanece pouco conhecida e frequentemente mal diagnosticada. Segundo uma reportagem do The York Times, muitas pessoas sofrem em silêncio devido a diagnósticos errados ou ausentes. No caso de erro na indicação clínica, a incidência maior é dada para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O TDP se caracteriza por um perfil cognitivo oscilante, onde o indivíduo apresenta alternância entre momentos de energia e incapacidade de realizar tarefas. Essa oscilação é frequentemente negligenciada em avaliações clínicas, levando a erros de diagnóstico. Assim, a condição afeta a cognição de maneira insidiosa, prejudicando a qualidade de vida e fazendo com que a pessoa se sinta preguiçosa ou procrastinadora.

Estudos de neuroimagem funcional mostram que as deficiências cognitivas em transtornos de humor, como atenção e memória operacional, estão ligadas a perturbações em áreas específ**as do cérebro, como o córtex pré-frontal medial e o hipocampo. Isso sugere que pacientes com TDP podem necessitar de estruturas cerebrais compensatórias durante tarefas cognitivas, levando a flutuações no desempenho.

Além disso, o TDP está associado a prejuízos emocionais e cognitivos, semelhantes aos observados em quadros ansiosos e depressivos. Tais prejuízos são especialmente perceptíveis em tarefas visuais automatizadas, diferindo dos problemas de atenção controlada tipicamente vistos no TDAH.

Desta forma, a depressão afeta signif**ativamente o funcionamento diário dos pacientes, impactando áreas como trabalho, relações sociais e saúde. Portanto, é crucial abordar de maneira ef**az a depressão para melhorar a qualidade de vida e preservar a saúde cognitiva a longo prazo.

A jornalista Christina Caron relata o caso de Amanda Stern, que, após superar a depressão clínica, continuou enfrentando uma tristeza constante e difusa, descobrindo posteriormente que sofria de distimia. Esse transtorno manifesta-se de várias maneiras, incluindo falta de energia, apatia, problemas de sono ou alimentação e dificuldade de concentração.

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Compartilhando minha perspectiva como a neuropsicóloga gostaria, de destacar a inquietante narrativa do filme "Distúrbio...
12/10/2023

Compartilhando minha perspectiva como a neuropsicóloga gostaria, de destacar a inquietante narrativa do filme "Distúrbio", dirigido por Steven Soderbergh, e sua conexão com a saúde mental.

A história nos conduz a uma narrativa introspectiva pela mente da protagonista Sawyer Valentini, interpretada por Claire Foy, revelando de maneira intensa os desafios emocionais que muitas pessoas enfrentam em situações delicadas relacionados a saúde mental.

Desde as primeiras cenas do filme, somos apresentadas à visão perturbada do mundo de Sawyer. Ela é retratada como uma figura neurótica, ansiosa e constantemente à beira do pânico. Sua percepção distorcida da realidade leva a suspeita de perigos em situações cotidianas, como o medo de ser atacada por um colega no corredor da empresa ou de ser assediada sexualmente por seu chefe. Sawyer carrega o fardo de um passado traumático, onde ela foi perseguida, a ponto de considerar o suicídio como uma solução.

Essa perspectiva distorcida da protagonista inicialmente nos faz questionar sua sanidade mental. Estaria ela falando a verdade, ou estaria à beira da loucura? Alguns de seus relatos são pedidos de crédito da sua versão. De qualquer forma, desde o início, f**a evidente que ela é internada à força em uma clínica psiquiátrica.

O filme "Distúrbio" explora a experiência de Sawyer em busca de ajuda psicológica para enfrentar seu trauma passado. O que começa como uma consulta aparentemente inofensiva se transforma em um pesadelo quando ela é mantida na clínica contra sua vontade. Confinada no local, Sawyer é forçada a confrontar a natureza de seus medos, que o expectador pode julgar não ser reais, numa boa parte do filme.

À medida que a trama se desenrola, as motivações de Sawyer e da instituição que a mantém presa são reveladas. O filme aborda questões intimistas, como relacionamentos abusivos e o trauma que eles causam, bem como questões sistêmicas, revelando como a indústria de saúde mental pode ser explorada para ganhos financeiros. Ambos os temas se complementam de maneira crível, mergulhando o espectador em um horror que uma pessoa pode viver numa situação de busca de saúde mental.

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