15/08/2026
Por 15 anos, eu achei que tinha encontrado o amor da minha vida.
Hoje eu sei que, na verdade, eu tinha perdido a pessoa mais importante da minha vida: eu mesma.
Eu me afastei de todo mundo.
Da minha família.
Dos meus amigos.
Dos meus sonhos.
Saí da casa dos meus pais brigada, larguei meu sonho de fazer faculdade…
Tudo porque achei que tinha encontrado o amor da minha vida.
Na verdade, eu estava entrando em um relacionamento de dependência emocional.
E fui completamente sugada por ele.
Passei 15 anos colocando outra pessoa no centro da minha existência.
Foi tudo rápido, intenso. Parecia destino.
Mas eu era só uma menina com a autoestima no chão, que se sentia inferior, perdida de si e que só queria se sentir escolhida.
E, no começo, eu me senti.
Só que, aos poucos, tudo mudou.
Comecei a acreditar que o problema era sempre eu.
Eu me sentia menor.
Culpada.
Confusa.
Era uma montanha-russa emocional.
Uma hora eu era criticada.
Na outra, elogiada.
E eu confundia isso com amor.
Durante muito tempo, achei que precisava fazer aquele relacionamento dar certo. Que, se eu fosse melhor, mais compreensiva, mais paciente, talvez tudo mudasse.
Demorei para perceber que, enquanto lutava para não perder aquela pessoa, eu já tinha me perdido de mim há muito tempo.
Eu não sabia mais quem eu era sem aquele relacionamento.
Não sabia o que queria.
Do que gostava.
O que sonhava.
Até que, depois de 15 anos, essa história terminou.
E começou uma outra que eu nunca imaginei que precisaria viver:
a história de voltar para mim.
De me conhecer de novo.
De reconstruir minha autoestima.
De aprender a me escolher sem precisar que alguém me escolhesse primeiro.
E foi nesse caminho que entendi:
dependência emocional não começa quando você ama demais alguém. Começa quando, para não perder o outro, você vai abandonando a si mesma.
E talvez o primeiro passo não seja encontrar um amor melhor.
Talvez seja voltar a encontrar você. ❤️🔥