09/07/2026
Preocupar-se é algo comum a todos nós, já o excesso de preocupação, tão comum no TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), não é produtivo e até mesmo prejudicial.
A preocupação pode ser fortalecida por crenças positivas, como a ideia de que preocupar-se é uma estratégia útil para resolver problemas e prevenir resultados negativos no futuro. Essas crenças tendem a ser reforçadas quando os eventos temidos não acontecem ou, caso ocorram, são enfrentados de forma eficaz. Nesses casos, a pessoa pode atribuir o desfecho favorável ao fato de ter se preocupado, fortalecendo ainda mais a crença na utilidade da preocupação. Além disso, também é comum achar que se “sentir demais” a emoção, haverá perda de controle e que se não se preocupar, algo ruim vai acontecer.
A preocupação crônica atua como uma estratégia de regulação emocional, cuja função é evitar o contato direto com emoções intensas e compreendidas como ameaçadoras. Funciona menos como tentativa de resolver problemas reais e mais como uma forma de evitar a experiência emocional plena, especialmente emoções como medo, tristeza e raiva. Portanto, quando o indivíduo começa a imaginar um perigo através de imagens vívidas, sensações corporais e emoções intensas, ele rapidamente migra para um modo de pensamento verbal e abstrato. Dessa forma, em vez de entrar em contato com a emoção, permanece envolvido em uma cadeia de pensamentos sobre possíveis cenários, o que reduz temporariamente o desconforto emocional, mas contribui para a manutenção da preocupação ao longo do tempo.
Para que uma emoção seja integrada de forma adaptativa, é necessário que ocorra o contato experiencial com a emoção, permitindo a simbolização (dar sentido à emoção). A preocupação impede esse processo porque substitui a emoção por pensamento, evita imagens, sensações e significados emocionais profundos, e impede o aprendizado que a emoção é tolerável e transitória.