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Existe um filme de animação da Disney Pixar chamado Luca. O personagem principal, que dá nome ao filme, é um monstro mar...
20/05/2026

Existe um filme de animação da Disney Pixar chamado Luca. O personagem principal, que dá nome ao filme, é um monstro marinho que vive uma ambivalência: visitar ou não o mundo dos humanos. Ao mesmo tempo em que tem medo dos humanos, Luca sente curiosidade e quer conhecer as belezas da superfície.

Quando ele encontra Alberto, um monstro marinho como ele, Alberto diz:
“Sabe aquela voz interna que impede a gente de fazer coisas legais? Eu chamo ela de Bruno. Às vezes, a gente precisa dizer: ‘Silêncio, Bruno!’ e simplesmente fazer as coisas legais.

Bruno é o superego de Alberto. Ele se diferenciou do seu Superego para poder negociar melhor os seus desejos.

Algumas abordagens diferentes da psicologia dão outros nomes ao Superego, e para essa técnica de nos separarmos dele. Em ACT chamam a técnica de desfusão, por exemplo. Em TCC, temos as crenças disfuncionais associadas a esse departamento mental.

Costumo dizer, na clínica: às vezes o Superego até fala coisas que dá pra aproveitar, mas a forma como ele fala é binária, não leva em conta a complexidade das escolhas. E, às vezes, não tem nada aproveitável ali, quando a crença já está totalmente obsoleta.

Recentemente, fui apresentado ao Superego de um cliente — o próprio cliente deu a ele o nome de Bob.

Achei ótimo! Superego parece meio formal e dramático mesmo, se a ideia é diminuir a tirania desse departamento mental, porque não transformar o seu nome em uma escolha mais pessoal?


Querer cuidar da vida não é problema. Só que esse cuidado pode ser sequestrado por uma voz interna que transforma desejo...
04/05/2026

Querer cuidar da vida não é problema.
Só que esse cuidado pode ser sequestrado por uma voz interna que transforma desejo em cobrança, responsabilidade em culpa e organização em vigilância.

Entre “deixar a vida me levar” e tentar controlar tudo, a gente acaba sendo controlado pelos extremos - pelo superego.

Na análise, podemos criar espaço para reconhecer essa voz, entender de onde ela vem e descobrir outras formas de se relacionar com o próprio desejo de controle.

Vamos elaborar isso? Se te interessou, segue pra mais e manda pra quem mais possa se interessar. Querendo marcar uma sessão, o link do WhatsApp está no perfil.



Não é culpa dos seus pais, nem dos pais dos seus pais, nem sua e nem de ninguém. Você vê isso acontecendo também?Quer co...
14/04/2026

Não é culpa dos seus pais, nem dos pais dos seus pais, nem sua e nem de ninguém.

Você vê isso acontecendo também?

Quer conversar sobre?

Eu sei que entrar em qualquer treta não é legal, mas vejo o oposto também acontecendo. Pessoas que foram ensinadas a nun...
07/04/2026

Eu sei que entrar em qualquer treta não é legal, mas vejo o oposto também acontecendo. Pessoas que foram ensinadas a nunca “discutir a relação” - DR para os íntimos - de maneira saudável (sim, aprendi que isso é possível).

O superego nos transforma em vítimas do medo de desagradar sem percebermos.

Inclusive, outro achado: nesse casos, somos mais sucetíveis a cair nas armadilhas do extremo oposto de procurar treta, que comecei falando nesse post.

Seja por birra do superego, passando ele adiante ,seja por obediência evitando conflitos, muitas vezes nos não percebemos que estamos na mesma prisão.

Eu acredito que a DR pode ser feito de forma muito amigável, ouso dizer até gostosa. Claro, é preciso investir um tempo treinando essa capacidade.

Como pode ser feito, o que aprendi com meu supervisor pelo nome de “DR do bem”?

Acho que vale o esforço de pensar sobre.

A culpa nem sempre indica erro.As vezes indica apenas obediência. O superego não se forma a partir do certo e do errado,...
08/01/2026

A culpa nem sempre indica erro.
As vezes indica apenas obediência.

O superego não se forma a partir do certo e do errado, mas das exigências que foram internalizadas ao longo da história do sujeito. Exigências que, talvez não façam mais sentido, ou talvez nunca fizeram.

Quando a culpa vira critério moral, a pessoa pode estar obedecendo a uma voz interna achando que é ética.

Em que momentos da sua vida a culpa aparece mesmo quando ninguém está exigindo nada de você?

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