24/04/2026
Tem amizades que não acabam.
Mas também não acontecem mais.
E isso costuma confundir.
Porque ainda existe carinho, história, memória…
mas já não existe troca, presença, encontro real.
E aí, muita gente insiste.
Insiste em manter, em responder, em caber.
Mesmo quando já não se reconhece ali.
Nem todo afastamento é sobre conflito.
Às vezes, é sobre mudança.
Sobre admitir que você já não é mais quem sustentava aquele vínculo, e que o outro também não ocupa mais o mesmo lugar.
Crescer também implica perder encaixes antigos.
E isso não é falta de amor.
É movimento.
Abrir espaço para novas amizades, inclusive, passa por isso: reconhecer o que já não faz sentido sustentar.
Porque você não constrói vínculos novos
enquanto está ocupado tentando manter os que já não existem como antes.