04/08/2026
Existem alegrias que só uma mãe consegue compreender.
Hoje, meu coração transborda ao ver meu filho dando os primeiros passos em uma direção que também escolhi para a minha vida: a de questionar, refletir e buscar sentido na existência.
Em um mundo que nos ensina a correr atrás de grandes conquistas, ouvi-lo falar sobre a felicidade como uma construção cotidiana, presente nas pequenas coisas, me enche de esperança. Afinal, a felicidade talvez não seja um lugar onde se chega, mas uma forma de caminhar.
Como psicóloga de abordagem existencialista, acredito que viver é justamente esse exercício de atribuir significado ao ordinário, de fazer escolhas conscientes e de encontrar beleza no que, muitas vezes, passa despercebido.
Ver esse olhar nascer nele não poderia me dar mais orgulho. Não porque pense como eu, mas porque começa a construir um pensamento próprio, sensível e crítico, disposto a olhar para a vida com profundidade.
Ser mãe dele já é um privilégio. Poder acompanhar o florescimento desse modo de pensar é uma honra que a vida me concedeu.
Que ele nunca perca a curiosidade, a capacidade de se encantar e a coragem de continuar fazendo perguntas. Porque, muitas vezes, são elas — e não as respostas — que nos aproximam de uma vida verdadeiramente feliz. Te amo João Miguel Quintanilha