13/08/2026
MULHERES NA CONSTELAÇÃO FAMILIAR — O PODER DE UMA HISTÓRIA
35 mulheres, 35 trajetórias. Uma coletânea que mostra como a Constelação Familiar pode ampliar o olhar para diferentes áreas da vida.
Participar desta obra me fez lembrar de algo especial: a primeira semente do meu Mapeamento Sistêmico Integrativo surgiu, em 2009, a partir de um encontro com um advogado.
Eu já trabalhava como psicoterapeuta e consteladora quando ele chegou ao consultório com um papel cheio de nomes e etiquetas, organizando as pessoas e os vínculos de uma família.
Aquilo me despertou para uma nova possibilidade.
Comecei a estudar e a utilizar a árvore genealógica nos atendimentos, integrando, ao longo dos anos, outros conhecimentos e ferramentas. Nascia o que hoje é o carro-chefe do meu trabalho: o Mapeamento Sistêmico Integrativo.
E hoje esse caminho volta a encontrar o Direito.
Já imaginou tirar um processo das páginas e colocá-lo sobre uma mesa?
O advogado pode trazer um caso e construímos um mapa visual com as pessoas envolvidas, estrutura familiar, vínculos, acontecimentos, rupturas e conflitos relevantes.
Quando a história deixa de ser apenas narrada e passa a ser vista, o profissional pode ganhar distância do conflito, perceber pontos cegos e questionar hipóteses ou crenças já cristalizadas sobre o caso.
Eu não faço a leitura jurídica. Essa pertence ao advogado. Eu ofereço outra lente.
Acredito na interdisciplinaridade. Não sou advogada e também já busquei conhecimentos em Administração sem ser administradora. Quem trabalha com pessoas precisa ampliar o repertório, porque uma história humana não cabe em uma única área do conhecimento.
É por isso que o Direito Sistêmico também pode dialogar com diferentes profissionais que trabalham com pessoas, histórias e conflitos.
Porque, antes de existir um processo, existe uma história.
E você, profissional do Direito: já imaginou colocar a história do seu cliente sobre a mesa?