03/08/2026
Algumas pessoas passam tanto tempo ocupando o lugar de quem resolve, acolhe, organiza e sustenta tudo ao redor que acabam perdendo contato com as próprias necessidades emocionais. Estão sempre disponíveis para ouvir, ajudar ou evitar conflitos, mas sentem enorme dificuldade de pedir apoio, demonstrar fragilidade ou reconhecer os próprios limites.
No começo, isso pode até parecer cuidado, responsabilidade ou maturidade. Mas, com o tempo, surge sensação constante de esgotamento, irritação silenciosa e vazio emocional. A pessoa continua funcionando para os outros enquanto internamente se sente cada vez mais cansada, sobrecarregada e distante de si mesma.
Em muitos casos, esse funcionamento nasce de histórias antigas. Algumas pessoas aprenderam desde cedo que precisavam ser fortes, úteis ou emocionalmente disponíveis para manter vínculos importantes. Então cuidar do outro deixa de ser apenas uma escolha e passa a funcionar como forma de garantir pertencimento, reconhecimento ou segurança emocional.
O problema é que viver constantemente nesse lugar costuma gerar sofrimento. Afinal, relações em que alguém só consegue existir através do cuidado excessivo também podem produzir apagamento de si mesmo. A terapia ajuda a compreender esses movimentos e os sentidos emocionais envolvidos neles.
📍Os agendamentos estão disponíveis pelo perfil.