Dra Samanta Miranda

Dra Samanta Miranda ▪ Médica Nutróloga e Gastroenterologista.

A parte mais bonita de qualquer transformação quase nunca é o começo.É o momento em que a motivação acaba…mas você conti...
25/05/2026

A parte mais bonita de qualquer transformação quase nunca é o começo.

É o momento em que a motivação acaba…
mas você continua mesmo assim.

Porque existirão dias cansativos, desconfortáveis e silenciosos que ninguém vê.
E talvez seja exatamente aí que os resultados começam a nascer.

No esporte e na vida, constância sempre falou mais alto do que empolgação.

Esse post é sobre isso.

22/05/2026

O número que pode dizer mais sobre sua longevidade do que muitos exames.

VO₂ máximo.

Ele mede a capacidade do seu corpo de captar, transportar e utilizar oxigênio durante o exercício.

Na prática?
É um dos maiores marcadores de aptidão cardiorrespiratória que existem.

E hoje, a ciência mostra algo muito interessante:
baixos níveis de VO₂ máximo estão associados a maior risco de mortalidade e doenças cardiovasculares, enquanto níveis mais altos se relacionam com maior expectativa e qualidade de vida.

Mais do que performance.
Estamos falando de reserva fisiológica.

De como seu corpo responde ao estresse.
De capacidade cardiovascular.
De eficiência metabólica.
De envelhecimento.

Esse foi o teste que fiz com o Dr. Alexandre Carvalho para medir o meu VO₂ máximo no esporte e entender o que meu corpo realmente consegue entregar além do pace.

Um ponto que vale ressaltar é que o VO₂ máximo é treinável.

Os principais pilares para melhora são:
• treino aeróbico consistente
• treinos intervalados de alta intensidade
• fortalecimento muscular
• recuperação adequada
• sono
• composição corporal saudável

Seu corpo literalmente aumenta eficiência na utilização de oxigênio ao longo do tempo.

Me conta aqui nos comentários, você já conhecia esse exame?

Durante muito tempo, muitas mulheres com fibromialgia ouviram a mesma frase:“seus exames estão normais.”Enquanto isso, c...
20/05/2026

Durante muito tempo, muitas mulheres com fibromialgia ouviram a mesma frase:

“seus exames estão normais.”

Enquanto isso, conviviam diariamente com dor intensa, fadiga extrema, hipersensibilidade, ansiedade, insônia, intestino desregulado e sensação constante de corpo inflamado.

Talvez o problema seja que ainda tentamos explicar sintomas complexos com uma visão simplista do corpo.

Hoje já entendemos que existe uma comunicação profunda entre sistema imune, intestino, cérebro e sistema nervoso.

E nesse contexto, mastócitos e mediadores inflamatórios como a histamina começam a chamar cada vez mais atenção.

Porque inflamação não é apenas febre ou exame alterado.
Às vezes ela é silenciosa.
Difusa.
Persistente.
E percebida pelo corpo inteiro.

Nesse post quis trazer uma reflexão importante:
e se algumas pacientes não estiverem apenas “cansadas”…
mas vivendo um estado contínuo de hiperreatividade neuroimune?

Talvez entender a fisiologia da dor seja justamente o que começa a devolver dignidade para quem passou anos sem conseguir explicar o que sente.

Existe uma pergunta que pouca gente faz:por que tantos corredores convivem com sintomas intestinais como se isso fosse “...
18/05/2026

Existe uma pergunta que pouca gente faz:

por que tantos corredores convivem com sintomas intestinais como se isso fosse “normal”?

Diarreia em prova.
Náusea.
Distensão.
Urgência evacuatória.
Desconforto constante nos treinos longos.

E o mais curioso:
muitos dos mecanismos fisiológicos envolvidos se parecem com os que vemos em pacientes com intestino irritável.

Porque o intestino não responde apenas ao alimento.
Ele responde ao ambiente, ao estresse fisiológico, ao calor, à inflamação, à sobrecarga e ao estado de alerta do corpo.

Nesse post eu quis trazer uma reflexão importante:
talvez a gente esteja acostumado demais a normalizar sintomas intestinais, tanto no consultório quanto no esporte.

E não, isso não é “frescura”, “emocional” ou “falta de resistência”.

É fisiologia.

Compartilhe esse post com quem está nessa maratona com você!

Essa semana foi a semana mais difícil do ciclo. A sensação de exaustão era contínua.Ontem eu tava conversando com Diogo ...
17/05/2026

Essa semana foi a semana mais difícil do ciclo.
A sensação de exaustão era contínua.
Ontem eu tava conversando com Diogo e falando: nesse momento eu tô duvidando muito que vou conseguir correr 32km amanhã…
Como explicar pra quem não corre que hoje eu acordei cedo pra correr 32km sem ganhar nada com isso. 😅 (Será?!)

Semana passada, depois do meu longo de 29km, eu procurei meus treinadores e disse que tava sendo muito desafiador e que estava duvidando de mim.
Os dois me falaram exatamente a mesma coisa: .laraujo e

“Você tá pronta. Agora é só cabeça.”

E hoje eu entendi isso de verdade.

Porque a dor e o cansaço ainda estavam ali, a distância aumentou mas eu tive uma coisa que fez toda a diferença: apoio mental e companhia. ❤️

Ter alguém correndo do meu lado só pra que eu conseguisse mudou completamente a experiência.

Eu completei o treino mais longo desse ciclo graças a você amiga ❤️.

E talvez a vida seja exatamente assim também.

As dificuldades continuam existindo.
Mas a forma como a gente escolhe olha pra elas muda tudo. Ter alguém ali comigo me fez curtir muito mais o processo.

Bom domingo pra vocês. 🚀💪🏻💕

“Mas afinal… faz bem correr maratona?”Essa pergunta apareceu por aqui depois dos últimos posts em que venho explicando o...
15/05/2026

“Mas afinal… faz bem correr maratona?”

Essa pergunta apareceu por aqui depois dos últimos posts em que venho explicando o impacto fisiológico dos treinos intensos no intestino, inflamação, histamina, permeabilidade intestinal e recuperação.

E a resposta real não é tão simples.

Maratona não é sinônimo de saúde.

O esporte de alta performance gera um nível de estresse fisiológico importante:
• aumento inflamatório
• sobrecarga articular
• maior risco de disbiose
• alterações de permeabilidade intestinal
• estresse oxidativo
• maior vulnerabilidade gastrointestinal e imunológica

Atletas de endurance vivem repetidamente em cenários extremos para o corpo.

Longões, calor, desidratação, alta demanda energética, géis, alterações eletrolíticas, impacto mecânico, privação de recuperação adequada…

Tudo isso cobra um preço fisiológico.

E isso não signif**a que correr seja “ruim”.
Signif**a apenas que performance e saúde plena nem sempre são exatamente a mesma coisa.

A maratona existe muito além do físico.
Ela envolve desafio, disciplina, construção emocional, superação, autoconhecimento e crescimento pessoal.

Mas justamente por isso exige responsabilidade.

Acompanhamento profissional, estratégia nutricional, atenção ao intestino, recuperação, sono, hidratação e individualidade biológica fazem toda diferença no processo.

Porque o objetivo não deveria ser apenas terminar uma prova.

Mas sustentar o corpo para continuar vivendo bem depois dela também.

Muita gente acha que passar mal correndo faz “parte do esporte”.Mas talvez exista uma fisiologia muito mais interessante...
14/05/2026

Muita gente acha que passar mal correndo faz “parte do esporte”.

Mas talvez exista uma fisiologia muito mais interessante acontecendo aí.

Diarreia em prova, náusea, vermelhidão excessiva, piora importante no calor, coceira, fadiga desproporcional…

Tudo isso pode ter relação com:
inflamação aguda do exercício + permeabilidade intestinal + ativação imune + histamina.

E tem um detalhe importante:
o intestino do atleta de endurance frequentemente f**a em um cenário extremamente vulnerável.

Longões, calor, desidratação, géis, alta carga de carboidrato, alterações eletrolíticas e redução de perfusão intestinal criam o ambiente perfeito para descompensações gastrointestinais e inflamatórias.

Nesse post explico a conexão entre corrida, histamina, mastócitos e intestino, um tema pouco falado, mas muito presente na prática.

Porque às vezes o problema não é “falta de condicionamento”.
É o intestino tentando sobreviver ao processo.

Quem me acompanha sabe:eu também vou correr a maratona.E como gastroenterologista, existe uma coisa que observo muito no...
13/05/2026

Quem me acompanha sabe:
eu também vou correr a maratona.

E como gastroenterologista, existe uma coisa que observo muito nos corredores:
a maioria pensa apenas em músculo… e esquece completamente do intestino.

Treino longo não impacta só performance.
Impacta barreira intestinal, inflamação, absorção, hidratação, recuperação e até imunidade.

Nesse carrossel reuni os suplementos que considero mais interessantes para quem está passando por ciclos intensos de corrida, não apenas pensando em pace, mas em tolerância gastrointestinal, recuperação e sustentação metabólica ao longo da preparação.

E alguns deles ainda são extremamente subestimados.

Qual desses você já usa na rotina? 👀

Tem sido muito interessante e sinceramente desafiador viver no próprio corpo tudo aquilo que eu sempre expliquei no cons...
12/05/2026

Tem sido muito interessante e sinceramente desafiador viver no próprio corpo tudo aquilo que eu sempre expliquei no consultório.

Entrar em um ciclo de maratona está me obrigando a quebrar vários paradigmas que, por anos, pareciam muito sólidos pra mim.

Aumentar carboidrato.
Reduzir fibras.
Comer menos salada.
Pensar em performance antes da “alimentação perfeita”.
Treinar o intestino.
Entender que desconfortos gastrointestinais não são fraqueza, são fisiologia.

Na teoria tudo faz sentido.
Na prática… mexe com a cabeça.

Porque existe um choque entre o que aprendemos como “ideal” e o que o corpo precisa em determinados contextos metabólicos.

E talvez esse tenha sido o maior aprendizado até agora:
o intestino não é um órgão isolado.
Ele responde ao treino, ao estresse fisiológico, à hidratação, ao timing alimentar, à intensidade, ao volume e até às nossas crenças sobre comida.

Tenho aprendido muito como médica.
Mas principalmente como paciente do próprio processo.

E acho que é exatamente aí que a medicina f**a mais interessante:
quando a ciência deixa de ser só conteúdo…
e vira experiência.

Você também está se preparando para a maratona?
Me conta aqui como está sendo o seu processo ⬇️

Endereço

Avenida Das Américas, 4200, Bloco 1. Edifício Rio De Janeiro, Sala 506. Barra Da Tijuca
Rio De Janeiro, RJ

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