psirafaelpimentel

psirafaelpimentel Psicanalista Rafael Pimentel

30/07/2026

Quem f**a quando você não tem nada de bom a oferecer?

28/07/2026

Quem vive tentando agradar a todos, muitas vezes, não está buscando apenas aceitação. Está tentando evitar o abandono, a rejeição ou a culpa. É como se o amor precisasse ser conquistado o tempo inteiro.

Quando você faz da opinião dos outros o espelho do seu valor, deixa de olhar para si e passa a viver pela expectativa alheia. Aos poucos, a própria identidade vai sendo substituída por personagens: você é diferente para cada pessoa, diz "sim" quando queria dizer "não", sorri quando queria chorar e suporta o insuportável para não decepcionar ninguém.

Mas existe um preço. Quanto mais você tenta ser tudo para todos, mais se distancia de quem realmente é. E esse vazio não nasce porque as pessoas não o reconhecem; nasce porque você deixou de reconhecer a si mesmo.

A necessidade constante de aprovação costuma ter raízes profundas. Muitas vezes, ela começa na infância, quando a criança aprende que só recebe afeto se corresponder às expectativas dos pais ou de quem cuidava dela. Na vida adulta, esse padrão continua: a pessoa acredita, mesmo sem perceber, que precisa merecer amor através do desempenho, da perfeição ou da submissão.

A verdade é que sempre haverá quem goste de você, quem não goste e quem simplesmente seja indiferente. Nenhuma versão de você será capaz de agradar a todos.

A liberdade começa quando você entende que a sua paz vale mais do que a aprovação de quem nunca estará satisfeito. E amadurecer, do ponto de vista psíquico, é suportar que algumas pessoas não gostarão de você, sem que isso diminua o seu valor.

Quem vive para ser aceito pelos outros acaba se tornando um estranho para si mesmo. E nenhuma aprovação externa consegue preencher o vazio deixado por essa distância.

27/07/2026

BIPOLARIDADE NÃO É FALTA DE CONTROLE. É UMA CONDIÇÃO QUE MERECE COMPREENSÃO.

Muitas pessoas não sabem que algumas pessoas com transtorno bipolar podem apresentar grande criatividade, energia, capacidade de produção e pensamentos inovadores, especialmente durante episódios de euforia (mania ou hipomania). Nessa fase, podem surgir ideias brilhantes, motivação intensa e uma sensação de que tudo é possível.

Mas existe um outro lado.

A mesma euforia que impulsiona projetos também pode levar à impulsividade, decisões arriscadas, gastos excessivos, conflitos, uso de substâncias e comportamentos que trazem consequências graves.

Depois, muitas vezes, vem a fase depressiva.

E ela não é apenas "tristeza". É um sofrimento profundo, que pode trazer desesperança, culpa, perda de prazer, isolamento e um risco signif**ativamente maior de pensamentos e comportamentos suicidas. Por isso, o transtorno bipolar está associado a uma das maiores taxas de suicídio entre os transtornos psiquiátricos.

Quem vive com bipolaridade não precisa de julgamento. Precisa de tratamento, acompanhamento, acolhimento e informação.

A bipolaridade não define quem a pessoa é. Com o tratamento adequado, é possível construir uma vida estável, saudável e cheia de signif**ado.

💙 Se você ou alguém que você conhece está passando por isso, procure ajuda. Pedir ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza.

10/06/2026

Junho é o mês da conscientização da saúde mental dos homens. 💙

Por muito tempo, muitos homens aprenderam que precisavam ser fortes o tempo todo, esconder a dor, engolir o choro e enfrentar tudo sozinhos. Esses paradigmas ainda fazem com que muitos sofram em silêncio.

Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza. Falar sobre sentimentos, pedir ajuda e reconhecer as próprias dificuldades são atos de coragem.

Que este mês seja um convite para quebrar preconceitos, abandonar máscaras e lembrar que nenhum homem precisa carregar o peso da vida sozinho.

Cuidar da mente também é um ato de força. 💙

09/04/2026

Existe uma dor silenciosa que poucas pessoas enxergam: a dor da mulher que não pode parar.

Ela segue.
Mesmo cansada, ela segue.
Mesmo em pedaços, ela organiza, cuida, resolve, sustenta.

Ela aprendeu que parar é um luxo.
Que sentir demais atrasa.
Que desmoronar não cabe na rotina.

E assim, ela vai se afastando de si mesma.
Vai engolindo o choro, adiando o descanso, ignorando os próprios limites.

Mas o corpo fala.
A mente cobra.
E aquilo que foi silenciado começa a aparecer em forma de ansiedade, irritação, exaustão.

Não é fraqueza precisar parar.
É humano.

Talvez o maior ato de coragem dessa mulher não seja continuar…
Mas, pela primeira vez, se permitir parar sem culpa.

Porque ninguém sustenta tudo o tempo todo sem se perder no caminho.

E se cuidar também é responsabilidade.

07/04/2026

Crescemos, mudamos de casa, de profissão e de ciclo social. Mas, por dentro, aquela criança que sentiu o peso da rejeição ainda habita em nós.
Dizer que o tempo cura tudo é ignorar a força das nossas primeiras inscrições afetivas. A dor que "o tempo não apaga" é aquela que não foi colocada em palavras, que não encontrou um lugar na nossa história pessoal.
O que você tem feito com as marcas que a sua infância deixou em você?

05/04/2026

Fique sempre com sua melhor versão!

02/04/2026

Amar não deve ser um exercício de convencimento.
Quando transformamos a relação em um tribunal onde precisamos apresentar provas de que merecemos respeito, algo se perdeu. O desejo não nasce da insistência. Muitas vezes, essa necessidade de explicar o óbvio para quem nos fere é um eco de uma criança que precisou ser "perfeita" ou "útil" para ser notada.
Ir embora não é apenas um ato físico, é um posicionamento psíquico. É admitir que o outro tem o direito de não nos dar o que queremos, e nós temos o dever de não aceitar menos do que precisamos.
Você já se pegou tentando "explicar" como deveriam te amar?

29/03/2026

Visitar o passado é, muitas vezes, tentar habitar um lugar que já não existe mais. Não porque ele desapareceu por completo, mas porque você já não é o mesmo... e nem as pessoas, nem os afetos, nem as dores permaneceram intactos no tempo.
A mente, porém, insiste em reconstruir cenários como se pudesse revivê-los, como se ali ainda houvesse algo a ser resolvido ou resgatado. Mas, ao retornar, o que se encontra não é o passado em si.. é apenas a lembrança atravessada pelo que você sente hoje. E isso, muitas vezes, fere mais do que cura.
Talvez o movimento mais saudável não seja revisitar, mas ressignif**ar. Guardar o que foi bom como parte da sua história, não como um lugar para onde voltar. E aceitar que seguir em frente não é esquecer... é dar ao passado o lugar de passado, para que o presente possa, enfim, existir.

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