Dr. Bruno Menezes

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Dr. Bruno Menezes Modulação hormonal & Performance Humana

Viva bem, Envelheça com Saúde Proprietário e Diretor Médico da clínica Spazio Essenza
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Bloco 2 Sala 812
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Rio de Janeiro - RJ

24/09/2026

Magnésio para enxaqueca funciona?

Comenta ENXAQUECA que eu te mando o guia completo (é um app interativo, não PDF): a diretriz, o ensaio de referência, qual forma foi testada, quanto tempo leva pra fazer efeito e quem não pode tomar por conta própria.

Resumo rápido:

1. FUNCIONA. A diretriz da Academia Americana de Neurologia + American Headache Society (2012) classificou o magnésio como “provavelmente ef**az” para prevenção de enxaqueca: nível B, o mesmo de ibuprofeno, naproxeno e riboflavina. Uma meta-análise de 2016 juntou 10 ensaios randomizados de magnésio por boca (789 pessoas): menos crises e crises menos intensas. Limite: alguns ensaios descreveram mal o sorteio.

2. QUAL MAGNÉSIO. O ensaio clássico (Peikert, 1996) usou citrato de magnésio — dicitrato de trimagnésio. Dimalato, bisglicinato e treonato são os mais vendidos “para enxaqueca”, mas não foram os testados nos ensaios de enxaqueca.

3. QUANTO. Nesse ensaio: 600 mg de magnésio por dia, por 12 semanas, 81 pessoas, duplo-cego, 4 semanas de linha de base antes. Nas semanas 9 a 12 a frequência de crises caiu 41,6% contra 15,8% no placebo. Diarreia em 18,6%. Isso é dose de estudo, bem acima do teto de 350 mg/dia para suplemento por conta própria, por isso é decisão de consulta, com o neurologista.

Quem tem doença renal não suplementa magnésio por conta própria.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fontes:
· Holland S et al. Neurology. 2012;78(17):1346-53. PMID 22529203 · doi 10.1212/WNL.0b013e3182535d0c
· Chiu HY et al. Pain Physician. 2016;19(1):E97-112. PMID 26752497
· Peikert A, Wilimzig C, Köhne-Volland R. Cephalalgia. 1996;16(4):257-63. PMID 8792038 · doi 10.1046/j.1468-2982.1996.1604257.x
· NIH Office of Dietary Supplements, Magnesium Fact Sheet (teto de 350 mg/dia de suplemento)

suplementos prevencaodeenxaqueca

16/09/2026

COMO FOI O ESTUDO DA AMICRETINA

O desenho do estudo, como o vídeo avisou na tela.

Fase 1b/2a, no Lancet. Fase 1 é o primeiro degrau: o objetivo principal é segurança e achar a
dose. A perda de peso entrou como desfecho secundário, e isso importa na hora de ler o número.

125 participantes com IMC de 27 a 39,9, num único centro, em San Antonio. 101 receberam
amicretina e 24, placebo. Randomizado (sortearam quem recebia o quê) e mascarado (nem o
participante nem o investigador sabiam quem tomava o quê).

A dose subiu aos poucos, em braços com tempos diferentes: 60 mg em 36 semanas −24,3% (placebo
−1,1%) · 20 mg em 36 semanas −22,0% · 5 mg em 28 semanas −16,2% · 1,25 mg em 20 semanas −9,7%.

O terço que saiu antes do fim: a maior parte sem relação com efeito adverso (retirada de
consentimento, uso de droga recreativa). Os eventos gastrointestinais foram frequentes, na
maioria leves a moderados. Patrocínio da Novo Nordisk, com a maioria dos autores funcionária
da empresa.

A fase 3 (AMAZE) começou em 2026, com nove estudos. O principal termina em junho de 2029.
Não aprovada em nenhum país.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fontes: Lancet 2025;406(10499):149-162. PMID 40550231. NCT06064006, NCT07339423.

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14/09/2026

Trinta por cento do peso corporal em dois anos é número de cirurgia bariátrica. Foi isso que a retatrutida entregou na fase 3, e ela ainda não está aprovada em lugar nenhum do mundo.

O estudo é o TRIUMPH-1, com 2.339 participantes. Na dose de 12 miligramas, a média foi de 28,3% do peso em 80 semanas. Entre os participantes com obesidade mais grave que seguiram até 104 semanas, a média chegou a 30,3%.

POR QUE ELA É DIFERENTE
As que você conhece agem em um ou dois receptores. A semaglutida, do Ozempic e do Wegovy, age no GLP-1. A tirzepatida, do Mounjaro, age no GLP-1 e no GIP. A retatrutida acrescenta um terceiro, o glucagon, que aumenta o gasto de energia do corpo.

O PREÇO, QUE QUASE NINGUÉM MOSTRA
Na dose mais alta, 42,4% tiveram náusea, contra 14,8% no placebo. Diarreia em 32% e vômito em 25,3%. E o dado que mais me interessa: o abandono do tratamento por efeito colateral subiu junto com a dose, 4,1%, depois 6,9%, depois 11,3%.

COMPARANDO COM O QUE JÁ EXISTE
A tirzepatida fez cerca de 20,9% em 72 semanas no estudo dela. São estudos diferentes, com desenhos e prazos diferentes, então isso é uma fila e não um pódio.

O TAMANHO DISSO
Até aqui é comunicado da empresa que fabrica o produto. O estudo completo ainda não foi publicado, e a medicação não está aprovada nem no Brasil nem nos Estados Unidos. Quer dizer que nada que esteja circulando com esse nome passou por controle nenhum, e não tem como ser original.

Informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

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10/09/2026

A síndrome do ovário policístico mudou de nome. Agora é síndrome ovariana metabólica poliendócrina, por consenso global publicado no Lancet. Atinge 1 em cada 8 mulheres.

Trocaram porque o nome antigo sugere cisto, e não são cistos. São folículos que pararam de amadurecer. O nome errado atrasava o diagnóstico e fazia parecer assunto só de ginecologia, quando é doença hormonal e metabólica.

É por isso que peso e ciclo andam juntos. A insulina alta favorece o acúmulo de gordura e, ao mesmo tempo, faz o ovário produzir mais hormônio masculino.

Em adulta, ciclo irregular com sinal de hormônio masculino sobrando já fecha o diagnóstico, sem ultrassom.

Os exames que valem pedir:
Testosterona total + SHBG
Androstenediona
S-DHEA
Insulina
Hemoglobina glicada

Os dois nomes vão conviver por um tempo. Se o seu laudo vier SOP, é a mesma coisa.

Isso é informação, não prescrição. Fale com quem te acompanha.

Fonte: Teede HJ et al. Lancet 2026. PMID 42119588

09/09/2026

O ronco é o ar passando por uma via aérea que estreita. O que faz estrago é a apneia obstrutiva do sono, quando essa via chega a fechar e a respiração para por segundos, muitas vezes por hora, a noite inteira.

Por que o coração entra nisso. Meta-análises mostram risco de fibrilação atrial cerca de duas vezes maior na apneia obstrutiva (OR 2,12; IC 1,85-2,44), e a randomização mendeliana aponta na mesma direção (OR 1,21; IC 1,12-1,31), o que sugere causa e não só coincidência. Em estudos de imagem, aparece associada a aumento da massa e dos diâmetros do ventrículo esquerdo e a dilatação atrial. Cada parada gera queda de oxigênio, descarga de adrenalina e variação de pressão no tórax. Repetido centenas de vezes por noite, isso remodela o músculo.

O que mudou no tratamento. A Anvisa aprovou em 18/10/2025 a tirzepatida, a caneta emagrecedora conhecida como Mounjaro, para apneia obstrutiva moderada a grave em adultos com obesidade. É a primeira medicação aprovada no Brasil para isso, seguindo a decisão do FDA no fim de 2024.

A base é o SURMOUNT-OSA: dois ensaios de fase 3, duplo-cegos, 52 semanas, um em quem não usava CPAP e outro em quem já usava. O índice de apneia-hipopneia médio no início era 51,5 e 49,5 eventos por hora, ou seja, apneia grave. Com tirzepatida a queda foi de 25,3 eventos por hora contra 5,3 do placebo no primeiro ensaio, e 29,3 contra 5,5 no segundo. Cerca de 42% chegaram a apneia leve ou ausente (50% no braço com CPAP), contra 14% a 16% no placebo. Também melhoraram a carga hipóxica, a pressão sistólica e a PCR. Os efeitos adversos mais comuns foram gastrointestinais, leves a moderados. O estudo foi financiado pela Eli Lilly, fabricante do medicamento.

Nada disso se decide sem medir. O exame é a polissonografia: ela diz se existe apneia, quantos eventos por hora e qual a gravidade. Sem esse número não há indicação, a aprovação vale para casos moderados a graves com obesidade, não para todo mundo que ronca.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fonte: Malhotra A, et al. N Engl J Med 2024;391:1193-1205 — PMID 38912654 · NCT05412004

04/09/2026

Um remédio novo tirou 13% do peso em um ano e meio. E 1 em cada 4 pessoas não conseguiu continuar tomando por causa do enjoo. Os dois números são do mesmo estudo, e o segundo quase nunca aparece nas manchetes.

O nome é survodutida. Injeção semanal, ainda não aprovada em nenhum país. Ela puxa duas alavancas.

A primeira, no cérebro. O GLP-1 é solto pelas células L do íleo e do cólon depois da refeição e chega ao núcleo arqueado do hipotálamo, uma estrutura do tamanho de um grão de arroz. Ali convivem duas populações de neurônios com efeitos opostos: os AgRP/NPY, que puxam a fome, e os POMC/CART, que sinalizam saciedade. O receptor de GLP-1 é acoplado à proteína Gs — ativa a adenilato ciclase, sobe o AMP cíclico, ativa a PKA. Na prática, o agonista despolariza os POMC e inibe os AgRP, em parte por via GABAérgica. O que muda é a frequência de disparo do neurônio. E logo abaixo, no tronco cerebral, a área postrema e o núcleo do trato solitário expressam o mesmo receptor — é a zona de gatilho do vômito. Saciedade e náusea saem da mesma fechadura, em endereços vizinhos. É por isso que o enjoo desta classe não é um acaso do remédio: é o outro lado do mecanismo.

02/09/2026

Em novembro do ano passado eu gravei um vídeo aqui explicando o desenho do SURMOUNT-MAINTAIN e
disse que voltava quando o resultado saísse. O resultado saiu na Lancet. Voltei.

O que o estudo fez: 441 adultos com obesidade tomaram tirzepatida na maior dose que toleraram
(10 mg ou 15 mg) por 60 semanas. Aí 378 foram sorteados 3:3:2 para continuar nessa dose, cair para
5 mg, ou trocar por placebo, e f**aram assim por mais 52 semanas. Duplo-cego: nem paciente nem
médico sabiam quem estava em qual grupo. 345 dos 378 (91%) terminaram o estudo.

Na semana 112, contando desde o começo: −21,9% na dose máxima, −16,6% com 5 mg e −9,9% no placebo.
A diferença para o placebo foi de 12,0 pontos na dose máxima e 6,6 pontos com 5 mg.

Precisaram de resgate (voltar a receber tirzepatida por terem reganhado mais da metade do peso
perdido, liberado a partir da semana 84): 11 de 138 na dose máxima, 35 de 142 no grupo de 5 mg e
60 de 90 no placebo.

O que não coube na fala: o estudo foi feito só nos Estados Unidos, em 20 centros, com 67% de
participantes brancos. E só entrou na fase sorteada quem aguentou 60 semanas na dose máxima — ou
seja, é uma população que já tinha tolerado bem o remédio. O desfecho é peso, não desfecho de
doença. Financiamento: Eli Lilly; 7 dos 13 autores são funcionários da empresa.

Sobre o custo, que não vem do estudo: o preço da tirzepatida no Brasil varia por dose. Nas
Drogarias Pacheco, em 2 de setembro de 2026, a caixa com 4 canetas saía a R$ 1.779,43 na dose de
5 mg, R$ 2.699,00 na de 10 mg e R$ 3.499,00 na de 15 mg. A dose de 5 mg f**a em torno da metade
do preço da de 15 mg.
Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fontes: Horn DB, Aronne LJ, Wharton S, et al. Lancet 2026;407(10545):2305-2318.
PMID 42119587 · DOI 10.1016/S0140-6736(26)00656-2 · ClinicalTrials.gov NCT06047548
Errata: Lancet 2026;407(10545):2290 · PMID 42242249 · DOI 10.1016/S0140-6736(26)01134-7

01/09/2026

Saiu hoje no Annals of Internal Medicine a revisão sistemática mais atualizada sobre GLP-1 para perda de peso em adultos SEM diabetes. São 38 ensaios sorteados e 25.816 pessoas — 14 ensaios a mais que a versão anterior, o que sozinho dá o tamanho da velocidade dessa área.

O NÚMERO QUE IMPORTA é o desconto do placebo: quanto o remédio fez A MAIS que a pílula sem remédio dentro, no mesmo ensaio. Liraglutida −5,8%. Orforglipron −12,4%. Semaglutida oral −14,3%. Semaglutida injetável −14,8%. Tirzepatida −19,0%. E as que ainda não estão disponíveis: retatrutida −22,1% e amicretina −23,9%.

A RESSALVA QUE É O CORAÇÃO DO TRABALHO, e são os próprios autores que escrevem: a heterogeneidade impediu a síntese quantitativa. Em português: os ensaios são diferentes demais entre si para virarem uma conta única. Cada remédio foi comparado com o placebo do próprio ensaio, com gente diferente, por tempo diferente. Comparação indireta é pista, não pódio. Onde houve comparação direta de verdade, o que se viu foi: tirzepatida e CagriSema perderam mais peso que semaglutida, e semaglutida perdeu mais que liraglutida.

O PREÇO: evento gastrointestinal em 76,0% contra 40,1% no placebo. Abandono por efeito colateral 10,7% contra 3,4% — baixo, mas numericamente maior com alguns orais. Eventos graves 6,5% contra 5,2% e mortes 0,1% contra 0,0%, sem sinal novo de segurança. Segunda limitação declarada pelos autores: os desfechos de segurança foram relatados de forma inconsistente entre os ensaios.

CONFLITO DE INTERESSE: financiamento nenhum. Revisão registrada no PROSPERO (CRD42024505558), busca em MEDLINE, Embase e Cochrane até 25/03/2026.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fontes: Moiz A, Filion KB, Samuels AE, et al. Eff**acy and Safety of GLP-1 Receptor Agonists and Co-agonists for Weight Loss Among Adults Without Diabetes: An Updated Systematic Review. Ann Intern Med, 01/09/2026. PMID 42673585 · DOI 10.7326/ANNALS-25-05519

medicinabaseadaemevidencias endocrinologia

Sábado eu subo no palco, e vou abrir dizendo que a minha aula não é sobre emagrecer.É o III Simpósio de Medicina e Saúde...
27/08/2026

Sábado eu subo no palco, e vou abrir dizendo que a minha aula não é sobre emagrecer.

É o III Simpósio de Medicina e Saúde da Costa Verde: o Angra Health. Terceira edição, tema de envelhecimento saudável e longevidade, com gente de medicina, estética e esporte na mesma sala.

QUANDO: 28 e 29 de agosto, sexta e sábado. Começa sexta às 8h e vai até sábado às 18h.
ONDE: Iate Clube Aquidabã, Praia do Anil, 213 — Angra dos Reis, RJ.

A MINHA AULA é no sábado, às 17h: novos análogos de GLP-1 e a remodelação do risco cardiovascular. Quarenta minutos sobre por que, nos últimos três anos, essa classe deixou de ser tratamento de balança e virou terapia cardiovascular, renal e hepática e por que a conversa de corredor ainda não acompanhou.

O que eu vou mostrar, em três blocos: o que já está provado com as duas moléculas que você prescreve hoje; as quatro que estão chegando, com o tamanho real do que se sabe sobre cada uma; e o que muda na segunda-feira de manhã, no consultório.

Inscrição com certif**ado e vagas limitadas, em angrahealth.com.br ou pelo link na bio do ANGRA HEALTH | Simpósio de Medicina da Costa Verde.

Se você vai estar lá, me procura no intervalo. Eu prefiro conversar do que ser ouvido.

26/08/2026

Dá para ter vitamina B12 normal no exame e faltando dentro da célula. E dá para ter B12 baixa sem faltar nada.

Ontem eu falei que a metformina derruba a B12. Hoje é a outra metade da história, e ela é sobre o que o exame mede de verdade.

O exame comum soma toda a B12 do sangue: a que está presa na proteína que entrega a vitamina para a célula (holotranscobalamina, a B12 ativa) e a que está presa na proteína que carrega e não entrega. Por isso o número sozinho não fecha a conta. Quem responde direto é o ácido metilmalônico. Dentro da célula, a B12 é o cofator da metilmalonil-CoA mutase — a enzima que converte metilmalonil-CoA em succinil-CoA e joga esse carbono no ciclo de Krebs. Sem B12 a reação trava, o metilmalonil-CoA se acumula e o excesso sai como ácido metilmalônico, que vaza para o sangue.

O ESTUDO. Laugesen K et al., Endocrine Practice, publicado em 07/08/2026. Transversal, 3.958 adultos com diabetes em dois ambulatórios na Dinamarca, idade mediana 54 anos. A definição foi dura: só contou como deficiência quem tinha B12 no plasma ≤250 pmol/L E metilmalônico alto. Prevalência 2,3% em quem usava metformina contra 1,3% em quem não usava, com diferença ajustada de 0,7 ponto percentual (IC95% -0,32 a 1,7). No subgrupo de diabetes tipo 2 (n=1.338), 2,3% contra 2,0%. Conclusão dos autores: a triagem de rotina pode ser desnecessária.

OS LIMITES, no mesmo lugar do achado. Transversal é a fotografia de um momento só. O metilmalônico também sobe quando o rim filtra mal. E o resumo não traz declaração de financiamento: é um grupo universitário (Aarhus), e eu não conferi linha por linha.

A RÉGUA DA CAPA é da NICE 2024: B12 total entre 180 e 350 pg/mL é faixa indeterminada, e é aí que ela manda pedir o metilmalônico se houver sintoma.

O QUE O ESTUDO NÃO MEDIU: sintoma. Ele contou exame, não queixa. Quem, dentro daqueles 2,3%, estava com formigamento ou cansaço, o estudo não diz.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fontes: PMID 42567282, DOI 10.1016/j.eprac.2026.08.001 · NICE NG239 (2024) · PMID 42103441

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