Psicologia & Sexualidade

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A NOVA TENDENCIA COLETIVA PODE GERAR IMPACTOS IRREVERSÍVEISMuitas pessoas dizem que família é importante.Dizem que valor...
05/05/2026

A NOVA TENDENCIA COLETIVA PODE GERAR IMPACTOS IRREVERSÍVEIS
Muitas pessoas dizem que família é importante.
Dizem que valorizam o amor, a presença, os filhos, os pais, os amigos e os relacionamentos.
Mas existe uma diferença profunda entre aquilo que se diz valorizar e aquilo que realmente recebe nosso tempo, energia e atenção.

A verdade é simples:
não são apenas suas palavras que definem suas prioridades.
São seus hábitos diários.
Hoje, é comum ver pessoas afirmando que a família vem em primeiro lugar, mas passando a maior parte do tempo emocionalmente ausentes.
Estão fisicamente perto, porém mentalmente distantes.
O trabalho ocupa horas excessivas.
O celular consome atenção constante.
As distrações preenchem os espaços que poderiam ser dedicados à convivência real.
Isso nem sempre acontece por falta de amor.

Muitas vezes, acontece porque relações profundas exigem esforço.
Estar presente de verdade exige paciência.
Exige escuta.
Exige tolerar conflitos.
Exige abrir mão de distrações imediatas.
E o cérebro humano, naturalmente, tende a buscar caminhos mais fáceis:
menos tensão, menos cobrança, menos desgaste emocional.

Por isso, muitas pessoas acabam escolhendo, sem perceber, aquilo que oferece alívio rápido:
redes sociais, entretenimento, rotinas automáticas, fugas emocionais.
O problema é que, aos poucos, o fácil começa a substituir o essencial.
A distração substitui a presença.
A conveniência substitui a profundidade.
O conforto imediato substitui relações que precisam de cuidado.
E esse processo raramente causa destruição imediata.
Ele corrói lentamente.
Pequenas ausências se acumulam.
Pequenas negligências enfraquecem vínculos.
Pequenas repetições constroem distâncias.
Até que, com o tempo, relacionamentos importantes podem se tornar frágeis, superficiais ou até rompidos.

Por isso, é fundamental compreender:
prioridade não é o que você diz.
Prioridade é aquilo que você pratica repetidamente.
Se você afirma que algo é importante, mas nunca dedica tempo real a isso, suas ações estão dizendo outra coisa.

A rotina revela valores com muito mais honestidade do que qualquer discurso.
Por isso, vale uma reflexão:
Se alguém observasse sua vida por uma semana —
seu uso do tempo, sua atenção, suas escolhas —
ficaria evidente aquilo que você realmente valoriza?
Ou mostraria que você também está vivendo no automático, trocando o essencial pelo conveniente?

No fim, sua vida cotidiana sempre revela suas verdadeiras prioridades.

Helio Felippe 05/05/2026
Psicologia & Sexualidade
www.psicosexualidade.com.br

O RIO DE JANEIRO E AS JANELAS QUEBRADASA realidade urbana do Rio de Janeiro pode ser analisada de forma contundente à lu...
03/05/2026

O RIO DE JANEIRO E AS JANELAS QUEBRADAS

A realidade urbana do Rio de Janeiro pode ser analisada de forma contundente à luz da Teoria das Janelas Quebradas, proposta por James Q. Wilson e George L. Kelling em 1982. Essa teoria sustenta que sinais visíveis de abandono, vandalismo e ausência de ordem pública criam um ambiente psicológico e social propício à expansão da desordem. Quando pequenos delitos ou infrações cotidianas não são enfrentados, a percepção coletiva é de permissividade, estimulando comportamentos progressivamente mais graves.

No contexto carioca, essa teoria encontra ressonância prática em diversos aspectos do cotidiano urbano. O avanço de sinais de trânsito, motocicletas circulando em calçadas, roubos de cabos elétricos, semáforos quebrados, depredação de espaços públicos, pichações, lixo acumulado e falhas constantes na infraestrutura urbana compõem uma paisagem de deterioração visível. Esses elementos não representam apenas falhas operacionais isoladas, mas funcionam como símbolos sociais de enfraquecimento institucional. A mensagem implícita transmitida à população é clara: as normas podem ser desrespeitadas porque o controle é frágil ou ausente.

A crise de ordem pública no estado também se reflete historicamente em sua esfera política. O fato de o Rio de Janeiro ter acumulado, nas últimas décadas, diversos ex-governadores presos ou investigados por corrupção tornou-se um símbolo contundente de degradação institucional. Nomes como Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e outros envolvidos em escândalos reforçam a percepção pública de que a corrupção sistêmica compromete não apenas a administração financeira, mas também a capacidade do Estado de manter ordem, infraestrutura e confiança institucional. Quando o próprio topo da estrutura política transmite sinais de impunidade ou deterioração ética, a lógica das “janelas quebradas” expande-se simbolicamente para toda a sociedade.

Diferentemente de outras capitais brasileiras e internacionais que conseguiram estabelecer padrões mínimos mais rígidos de ordem urbana, o Rio frequentemente apresenta uma naturalização da infração cotidiana. Essa permissividade contribui para um processo de dessensibilização coletiva, no qual práticas ilegais ou antissociais passam a ser incorporadas à rotina como algo inevitável. Segundo a lógica da teoria, cada pequeno sinal de abandono não corrigido fortalece a percepção de que o espaço público está sem tutela efetiva, favorecendo a escalada para crimes mais complexos.

A experiência de Nova York nas décadas de 1980 e 1990, sob políticas de “Tolerância Zero”, tornou-se emblemática por priorizar a repressão de pequenas infrações e a rápida recuperação de espaços degradados, reduzindo significativamente índices de criminalidade. Embora existam críticas relevantes a esse modelo, especialmente quanto a excessos policiais e desigualdades sociais, seu princípio central permanece influente: ambientes organizados e preservados tendem a desencorajar a expansão da violência e do caos.

No caso do Rio de Janeiro, o problema transcende segurança pública e envolve uma crise estrutural de governança, manutenção e cultura cívica. Quando o Estado falha em preservar sinais básicos de ordem — como iluminação, transporte funcional, fiscalização de trânsito e conservação urbana — reforça-se uma sensação de abandono que corrói a confiança social e institucional. A deterioração urbana deixa de ser apenas estética e passa a produzir efeitos psicológicos, econômicos e sociais profundos.

Assim, a comparação entre a Teoria das Janelas Quebradas e a realidade fluminense evidencia que a negligência contínua com pequenas formas de desordem, somada à corrupção política estrutural, pode alimentar um ciclo de decadência institucional e urbana mais amplo. A restauração da cidade e do estado não depende exclusivamente de grandes políticas de segurança, mas também de integridade política, manutenção cotidiana, fiscalização efetiva e reconstrução do pacto social em torno do respeito ao espaço público. Em essência, quando pequenas e grandes falhas deixam de ser corrigidas, a desordem se institucionaliza — e o caos deixa de ser exceção para se tornar norma.

Helio Felippe
Psicologia & Sexualidade
www.psicosexualidade.com.br

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) vem a público manifestar sua preocupação com a recente decisão do C...
29/04/2026

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) vem a público manifestar sua preocupação com a recente decisão do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) de autorizar a prática da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) por profissionais de enfermagem.
Ressaltamos que a TCC não se reduz a um conjunto de ferramentas ou protocolos isolados. Ela é uma abordagem teórica complexa, fundamentada em décadas de produção científica e prática clínica da Psicologia. A redução de uma abordagem complexa, a mera aplicação de técnicas, por qualquer profissional, sem o domínio das bases epistemológicas, da psicopatologia e da dinâmica do desenvolvimento humanos - competências centrais da formação do psicólogo - banaliza o cuidado em saúde mental, colocando em risco a segurança e a eficácia do cuidado oferecido à sociedade.
O exercício da Psicoterapia exige um raciocínio clínico, que não se resume a mera intervenção sintomática. Embora não privativa, a Psicoterapia é uma área de atuação notadamente reconhecida pela academia, sociedade como competência do Profissional da Psicologia. O CFP, regulamenta a sua prática e estabelece diretrizes para a atuação do profissional de Psicologia em Psicoterapia, conforme previsão na Resolução CFP 13/2022.
A regulamentação da Psicoterapia pelo CFP contribui tanto para a qualificação profissional, quanto para a segurança da sociedade, considerando o estabelecimento de diretrizes para atuação profissional.
Reafirmamos que a(o) profissional de Psicologia é quem possui a formação técnica e ética integral para a condução de processos psicoterápicos fundamentados em abordagens psicológicas.
Orientamos a categoria, a sociedade e as instituições de saúde, a reforçar a importância da formação especializada para o manejo da saúde mental.
Orientamos a população a buscar psicoterapia apenas com profissional de Psicologia devidamente regulamentado e ativo junto ao Conselho Regional de Psicologia.
A defesa da Psicologia é, acima de tudo, a defesa de um atendimento ético, responsável e de qualidade para toda a sociedade. Psicoterapia é com psicóloga(o)!

ETERNA SOLTEIRAQuase todo mundo tem medo da solidão, em algum grau. Mas é preciso cuidado: o medo excessivo de estar só ...
24/04/2026

ETERNA SOLTEIRA

Quase todo mundo tem medo da solidão, em algum grau. Mas é preciso cuidado: o medo excessivo de estar só pode nos fazer enxergar um relacionamento como uma necessidade, não como uma escolha.

Desde cedo, é comum sermos ensinados que a felicidade está em encontrar "a pessoa certa" e "viver feliz para sempre". Essa é uma ideia que cria uma pressão enorme em nossas vidas. Mas será que estar solteira realmente significa estar incompleta? Ou há algo mais profundo por trás desse medo?

Muitas vezes, o receio de "ficar para sempre sozinha" está ligado a inseguranças e crenças que carregamos (e até herdamos) sem perceber: pode ser o medo de não ser amada, a necessidade de validação externa ou até padrões familiares que reforçam a ideia de que a solteirice é um problema ou defeito.

Ao olharmos para dentro e entendermos esses sentimentos, podemos ressignificar a solidão e transformá-la em um momento valioso de autoconhecimento. Quando aprendemos a nos sentir bem na nossa própria companhia, a pressão diminui, para que possamos construir relações mais saudáveis e genuínas, ou seguir adiante, felizes com nossa própria companhia.

Afinal, o amor não deve ser um escudo contra a solidão, mas o encontro entre duas pessoas que, sozinhas, já se valorizam e se bastam. É sobre somar dois inteiros, e não sobre unir a qualquer custo duas metades frágeis e incompletas.

Se você tem esse medo, lembre-se de que a psicoterapia pode ser uma grande aliada, ajudando você a se perguntar: "Eu quero um relacionamento porque me faz bem ou porque temo estar só?". A resposta pode ser o primeiro passo para transformar sua relação com a solteirice e consigo mesma. Esse pode ser o início de um rico processo, que faça você se sentir mais completa em sua própria companhia. Isso torna a companhia do outro uma opção consciente e prazerosa, não uma obrigação.

28/01/2026

BRASIL, UM PAÍS MENTALMENTE DOENTE

O Brasil bateu, pela segunda vez, o recorde com o maior número de afastamentos do trabalho por transtornos mentais em uma década. Dados do Ministério da Previdência Social, obtidos com exclusividade pelo g1, mostram que o número de licenças voltou a crescer em 2025 e escancara um cenário de adoecimento cada vez mais amplo entre os trabalhadores do país.

Em 2025, o cenário não só se repete como se agrava: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde e ampliando o peso da saúde mental no total de afastamentos. Ao todo o país teve 4 milhões de licenças do trabalho

Em 2025, os afastamentos por ansiedade e depressão cresceram 15% em relação ao ano anterior e, somados, já formam o segundo maior motivo de afastamento do trabalho no Brasil, atrás apenas das doenças da coluna.

À época do primeiro recorde, o governo discutia mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passaria a incluir a saúde mental entre os itens fiscalizados no ambiente de trabalho. Após pressão das empresas, porém, a medida foi adiada.

Especialistas apontam que, sem mudanças estruturais, o avanço dos transtornos mentais tende a se manter, impulsionado por vínculos precários, jornadas longas e instabilidade profissional.
Fonte: G1

Helio Felippe
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