30/05/2026
Participei de mais um encontro gestáltico anual e foi transformador. Reencontrar pessoas, compartilhar vivências e experienciar cada momento fortaleceu minha clareza sobre quem sou como mulher e como profissional.
Adquirir conhecimento, me atualizar e trocar experiências foi essencial. Mas o que mais me trouxe lucidez foi a imersão nos meus próprios processos — tanto na vida quanto na clínica. Isso ampliou minha autonomia e minha consciência sobre o que vivi e, principalmente, sobre o que me libertei.
Que beleza poder interromper ciclos ultrapassados, reconhecer ajustamentos criativos que já não me servem porque evoluí muito além do que esperava e permitir que novas formas de estar no mundo floresçam. Sentir o awareness se expandir, os mecanismos de evitação se dissolverem e o que antes era desconfortável ganhar espaço acolhedor.
Pessoas, lugares e situações que não me representam? Não preciso mais mantê-las na minha vida. Por amor próprio.
Saio mais feliz, mais livre, mais lúcida. Mais sábia, mais madura. E mais leve, porque finalmente compreendi: nem tudo que esteve comigo precisa continuar comigo.
Saio com mais responsabilidade sobre minha própria existência não como peso, mas como potência de escolha.
Uma profissional bem resolvida, que elabora suas questões emocionais na terapia individual e participa ativamente de encontros como este, torna-se mais preparada para acolher o outro.
Na Gestalt-terapia, o terapeuta é sujeito ativo no campo fenomenológico. Ele integra o campo clínico. Por isso, precisa estar em equilíbrio e ter delicadeza com o sofrimento alheio. Afinal, quem não cuida de si não consegue cuidar verdadeiramente de ninguém.
Esse é o caminho da lapidação contínua: aprimorar-se como pessoa para ampliar-se como profissional.