08/09/2026
A suplementação de CREATINA prejudica a função renal? 👀
As evidências acumuladas de múltiplas meta-análises e ensaios clínicos randomizados indicam que a creatina monohidratada, nas doses padrão de 3 a 5 g/dia), não compromete a função renal em pessoas saudáveis.
Mas muita calma nessa hora! De fato, observa-se um aumento da creatinina sérica, que reflete o turnover metabólico ampliado do rim; ou seja, não há lesão nefrotóxica. Um estudo recente com mais de mil participantes, detectou aumento significativo na creatinina sérica (em torno de 0,14 mg/dL) e redução na taxa de filtração glomerular (TFG) estimada por métodos baseados em creatinina (uma redução de −10,75 mL/min), mas nenhuma alteração quando a TFG foi medida diretamente por EDTA.
Isso confirma que o padrão de elevação da creatinina é um artefato farmacocinético — a creatina é degradada espontaneamente, em média, 2% ao dia — e não indica dano glomerular no rim.
Seguem então alguns pontos práticos para quem usa e prescreve creatina:
1️⃣ Em Indivíduos saudáveis: a creatina em doses padrão (3–5 g/dia) é segura para a função renal, sem necessidade de monitoramento especial
2️⃣ Em pacientes com doença renal pré-existente: evitar suplementação em indivíduos com função renal muito baixa; monitorar TFG por métodos independentes da creatinina (como a cistatina C por exemplo)
3️⃣ Uso concomitante de nefrotóxicos: a creatina não deve ser usada por pessoas em medicamentos potencialmente nefrotóxicos (ex.: ibuprofeno, diclofenaco, antibióticos, diuréticos e quimioterápicos)4️⃣ Faltam estudos randomizados de longo prazo (>1 ano) em populações com doença renal crônica, e a segurança em crianças e adolescentes ainda não está plenamente estabelecida.
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