06/07/2026
Densidade, este é um lugar que muita gente conhece bem. Estiveram aqui muitas vezes, parado, paralisado, estagnado, sem ação. Um lugar onde o pensamento não funciona muito bem, onde a percepção sofre bastante as interferências desse sentimento obscuro. A nuvem permanece em cima dos pensamentos, não abrindo sequer um espaço para o sol. A luz quando entra, é muito fraquinha e chega a doer ouvir músicas, sons e cores que alimentam essa densidade. Mas você sabe que na permissão do encontro com o outro, na relaçãoque essa densidade vez ou outra saiu de cena, porque foi quando foi permitido aberturas, permitido confiar em novos fazer laços, permitido acessar outras memórias para além dessa densidade. Ela continuou presente, mas não dominou mais. Corpo jovem, uma mente e um cérebro leve demais, que se importava com tudo e com todos que essa densidade começou a tomar forma. Mas com
Presente foi possível que as histórias dos dias, das semanas e dos meses fizessem um coro na vida e construísse uma identidade mais firme, menos densa, menos fria, mais firme, maleável, flexível, que sente, se machuca, que se cura, que busca o remédio. Essa densidade tem um preço muito alto. Ela ao mesmo tempo te coloca no limbo, mas te faz conhecer suas profundezas. O exercício de olhar mais com certo respeito e autocompaixão até onde chegamos ajuda até hoje a respeitar nosso lugar. Não foi fácil chegar onde chegamos.
Thiago P. Couto
Psicólogo
CRP 42505