10/08/2026
Após um infarto, prescrever exercício vai muito além de definir intensidade, duração e frequência. Para que o treinamento seja seguro e eficaz, a prescrição deve ser individualizada e baseada em uma avaliação clínica criteriosa.
O primeiro passo é a estratificação do risco cardiovascular, identificando fatores como isquemia residual, arritmias e alterações da resposta da pressão arterial e da frequência cardíaca ao esforço.
A avaliação funcional, por meio do teste ergométrico ou, quando disponível, do teste cardiopulmonar de exercício (TCPE), fornece informações fundamentais para definir a intensidade mais adequada do treinamento. No TCPE, os limiares ventilatórios tornam essa prescrição ainda mais precisa.
A progressão do exercício deve ser gradual e acompanhada por reavaliações periódicas, respeitando a evolução clínica e os objetivos de cada fase da reabilitação cardiovascular.
Quando realizada de forma individualizada e com avaliação adequada, a prescrição do exercício melhora a capacidade funcional, a qualidade de vida e reduz o risco de novos eventos cardiovasculares, reforçando o exercício físico como um dos pilares da prevenção secundária após o infarto.
E na sua prática, como você conduz a progressão do treinamento após um infarto? Compartilhe sua experiência nos comentários.