Raquel de Mello - Psicóloga

Raquel de Mello - Psicóloga Psicóloga há mais de 18 anos, sexóloga, especialista em avaliação e intervenção em TEA, TDAH, SD/AH, em adultos. etc...

ÁREAS DE ATUAÇÃO
Depressão; obesidade; transtornos alimentares; controle do stress; ansiedade; angústia; fobias; síndrome do pânico; traumas; dores; dificuldades se***is, comportamentais e de relacionamento; compulsões; orientação vocacional e coaching de carreira para jovens e aposentados; elaboração de laudos para pilotos, comissários e/ou aspirantes.

🧠 Terapia para pessoas autistas não deveria ensinar alguém a “parecer menos autista”.🧠 A Terapia Informada pela Neurodiv...
14/08/2026

🧠 Terapia para pessoas autistas não deveria ensinar alguém a “parecer menos autista”.🧠

A Terapia Informada pela Neurodivergência parte de uma mudança importante de perspectiva:

❌ “Como fazer essa pessoa se comportar de maneira mais neurotípica?”

✅ “Como ajudá-la a viver melhor, respeitando seu funcionamento e suas necessidades?”

Isso não significa deixar de trabalhar dificuldades.

Ansiedade, depressão, dificuldades nos relacionamentos, regulação emocional, organização, burnout e habilidades sociais continuam podendo ser objetivos importantes da psicoterapia.

A diferença está no objetivo da intervenção.

Por exemplo:

👁️ Em vez de simplesmente treinar contato visual, podemos trabalhar formas de demonstrar atenção e conexão que sejam confortáveis para a pessoa.

🗣️ Em vez de ensinar apenas “como agir socialmente de maneira correta”, podemos desenvolver estratégias de comunicação, negociação e compreensão mútua.

🏢 Em vez de trabalhar exclusivamente a capacidade da pessoa de suportar um ambiente extremamente estimulante, podemos também pensar em adaptações ambientais.

🎭 E, principalmente, podemos investigar o camuflamento (masking): quanto esforço essa pessoa vem fazendo para esconder características autísticas e parecer neurotípica?

Muitos adultos chegam ao diagnóstico depois de anos acreditando que eram “estranhos”, “difíceis”, “sensíveis demais” ou que simplesmente “não se esforçavam o suficiente”.

A psicoterapia pode ser um espaço para construir uma relação diferente com essa história.

💙 O objetivo não é eliminar a neurodivergência.

É reduzir sofrimento, ampliar autonomia, desenvolver estratégias funcionais e construir uma vida que seja sustentável — sem exigir que a pessoa abandone quem ela é para ser aceita.

E isso também vale para o treinamento de habilidades sociais.

Desenvolver habilidades não precisa significar ensinar o autista a imitar o neurotípico. Pode significar ajudá-lo a encontrar formas próprias, eficazes e sustentáveis de se comunicar e se relacionar.

Diferença não é sinônimo de déficit.
E adaptação não precisa ser unilateral.

💟 Autismo em mulheres: quando a ciência confirma o que muitas pacientes relatam há anos Uma nova revisão sistemática pub...
05/08/2026

💟 Autismo em mulheres: quando a ciência confirma o que muitas pacientes relatam há anos

Uma nova revisão sistemática publicada em 2026 reuniu 26 estudos sobre autismo em meninas e mulheres e reforçou um problema que nós, profissionais da área, observamos diariamente: o diagnóstico feminino continua sendo frequentemente tardio e subestimado.

Os principais achados incluem:

• Mulheres costumam receber o diagnóstico muitos anos depois dos homens. • O perfil feminino frequentemente é diferente do modelo clássico usado para construir muitos critérios e instrumentos diagnósticos. • O mascaramento social (camuflagem) dificulta a identificação do autismo, especialmente em mulheres com boa capacidade verbal. • Ansiedade, depressão, TDAH e outras condições podem "esconder" o TEA, levando a diagnósticos incompletos ou equivocados. • Os autores defendem a necessidade de critérios e avaliações mais sensíveis às diferenças de s**o e gênero.

Esses resultados reforçam algo muito importante: o autismo em mulheres não é "mais leve". Muitas vezes, ele apenas se apresenta de forma diferente.

Por isso, uma avaliação neuropsicológica detalhada, associada à entrevista clínica e à história do desenvolvimento, é fundamental para compreender cada caso de forma individualizada.

Quanto mais a ciência avança, mais entendemos que reconhecer o fenótipo feminino do autismo não é uma questão de modismo, mas de oferecer diagnóstico, tratamento e qualidade de vida para pessoas que passaram anos sem compreender a própria história.

📚 Baseado na revisão sistemática de Muiño Tato (2026), publicada na Revista de Neurología

📢 Regular as emoções não significa deixar de sentir. Significa viver com mais liberdade.Na DBT (Terapia Comportamental D...
01/08/2026

📢 Regular as emoções não significa deixar de sentir. Significa viver com mais liberdade.

Na DBT (Terapia Comportamental Dialética), aprendemos que todas as emoções têm uma função. Elas nos ajudam a perceber perigos, necessidades, valores e oportunidades. O problema não é sentir emoções intensas, mas quando elas passam a controlar nossas ações.

Desenvolver habilidades de regulação emocional traz muitos benefícios. Quando aprendemos a reconhecer, compreender e manejar nossas emoções, conseguimos tomar decisões mais conscientes, em vez de agir por impulso. Isso reduz arrependimentos, melhora os relacionamentos e fortalece nossa autoestima.

A regulação emocional também ajuda a diminuir comportamentos que aliviam o sofrimento apenas momentaneamente, mas geram consequências negativas depois, como explosões de raiva, isolamento, automutilação, compulsões ou uso de substâncias.

Pessoas que regulam melhor suas emoções costumam lidar com conflitos de forma mais eficaz, persistem diante das dificuldades, recuperam-se mais rapidamente após situações estressantes e conseguem manter o foco em seus objetivos, mesmo quando estão emocionalmente abaladas.

Regular emoções não é suprimi-las. É acolhê-las, entender a mensagem que elas trazem e escolher, com sabedoria, a melhor forma de responder.

A emoção pode até aparecer sem pedir licença. Mas o comportamento é uma escolha que pode ser aprendida e treinada.

Link na Bio. Todos online. Início em 26/8
29/07/2026

Link na Bio. Todos online. Início em 26/8

🌿 Vocês conhecem a Terapia Focada na Compaixão (TFC)?A Terapia Focada na Compaixão é uma abordagem psicoterapêutica dese...
29/07/2026

🌿 Vocês conhecem a Terapia Focada na Compaixão (TFC)?

A Terapia Focada na Compaixão é uma abordagem psicoterapêutica desenvolvida para pessoas que convivem com autocrítica intensa, vergonha, culpa e dificuldade em se tratar com gentileza.

Muitas vezes, somos muito mais compreensivos com as outras pessoas do que somos conosco. 🤍

A TFC trabalha o desenvolvimento de uma relação interna mais acolhedora, ajudando a pessoa a compreender seus padrões emocionais e a lidar com o sofrimento sem aumentar ainda mais a própria dor por meio da autocrítica.

💭 Não se trata de "passar a mão na própria cabeça" ou de deixar de buscar mudanças.

Trata-se de aprender a olhar para si com a mesma compreensão que ofereceríamos a alguém que amamos e que está passando por uma situação difícil.

A compaixão pode ser uma habilidade desenvolvida — e isso pode transformar a forma como lidamos com nossos erros, dificuldades, emoções e até com a nossa própria história.

✨ Você já conhecia essa abordagem?
Me conta nos comentários: você costuma ser mais gentil com os outros ou consigo mesma?

🧠 Recebi meu laudo neuropsicológico. E agora?Muitas pessoas chegam ao final da avaliação neuropsicológica com o laudo em...
28/07/2026

🧠 Recebi meu laudo neuropsicológico. E agora?

Muitas pessoas chegam ao final da avaliação neuropsicológica com o laudo em mãos e ficam sem saber qual é o próximo passo.

E aqui existe uma informação importante:

❌ O médico não precisa “validar” o laudo neuropsicológico.

O laudo neuropsicológico é um documento técnico elaborado pelo(a) psicólogo(a) responsável pela avaliação, com base nos dados obtidos durante todo o processo avaliativo.

O psiquiatra ou neurologista pode receber esse documento, analisar os resultados junto à avaliação clínica e utilizá-lo como uma informação importante para sua própria tomada de decisão. Porém, cabe ao médico realizar sua avaliação e, quando necessário, emitir o documento médico de sua competência.

Isso é especialmente importante em situações nas quais é necessário apresentar documentação médica para determinados processos administrativos ou judiciais.

📌 Então, o que fazer depois da devolutiva?

O ideal é que o processo não termine simplesmente com a entrega do laudo.

Após a devolutiva, o(a) neuropsicólogo(a) deve orientar o paciente sobre os próximos passos e, quando necessário, realizar os encaminhamentos adequados.

Dependendo das necessidades identificadas na avaliação, o paciente pode ser encaminhado para:

🩺 Psiquiatra ou neurologista
Para avaliação médica, investigação diagnóstica complementar, acompanhamento clínico e, quando indicado, emissão da documentação médica necessária.

🧩 Terapeuta ocupacional (TO)
Quando há necessidade de trabalhar questões relacionadas à autonomia, organização da rotina, funções executivas, processamento sensorial e desempenho ocupacional.

🗣️ Fonoaudiólogo(a)
Quando são identificadas demandas relacionadas à linguagem, comunicação, pragmática, processamento auditivo ou outras funções relacionadas à atuação fonoaudiológica.

💬 Psicólogo(a)
Para psicoterapia, intervenção em habilidades socioemocionais, regulação emocional, manejo de ansiedade, autoestima, adaptação após o diagnóstico, entre outras demandas.

✨ O laudo não deve ser o ponto final. Ele deve ser um instrumento para orientar os próximos passos.

23/07/2026

❤️

🧠 Será que um exame de EEG poderá ajudar no diagnóstico do autismo no futuro?Um estudo recente trouxe resultados muito i...
22/07/2026

🧠 Será que um exame de EEG poderá ajudar no diagnóstico do autismo no futuro?

Um estudo recente trouxe resultados muito interessantes sobre o uso da eletroencefalografia (EEG) na pesquisa do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O EEG registra a atividade elétrica do cérebro de forma não invasiva, rápida e de baixo custo, permitindo observar o funcionamento cerebral em tempo real.

Mas existe um desafio: o sinal do EEG é facilmente "contaminado" por piscadas, movimentos musculares e outras interferências. Por isso, antes da análise, é fundamental utilizar técnicas capazes de separar a atividade cerebral verdadeira do ruído.

Neste estudo, os pesquisadores compararam três métodos de processamento dos sinais.

📌 A ICA (Análise de Componentes Independentes) apresentou a melhor capacidade de remover artefatos, produzindo sinais muito mais limpos e facilitando a identificação da atividade neural.

📌 A DWT (Transformada Wavelet Discreta) preservou melhor as características originais do sinal, mostrando excelente equilíbrio entre limpeza e fidelidade dos dados.

Além disso, crianças com TEA apresentaram menor atividade, mobilidade e complexidade dos sinais cerebrais, sugerindo diferenças no funcionamento das redes neurais.

🔬 Esses resultados reforçam um cenário que já vem sendo observado há anos. Uma revisão sistemática que reuniu **40 estudos** mostrou que praticamente todos encontraram diferenças na atividade cerebral de pessoas autistas quando comparadas a indivíduos neurotípicos. Entretanto, as diferenças ainda são bastante heterogêneas entre os estudos, o que impede que o EEG seja utilizado, neste momento, como um exame diagnóstico confiável por si só.

O próprio artigo destaca que o grande potencial do EEG está em ser um método de baixo custo, portátil, não invasivo e com excelente resolução temporal, características que o tornam um forte candidato para, no futuro, auxiliar na triagem precoce, no acompanhamento do desenvolvimento cerebral e como **complemento à avaliação clínica

⚠️ Isso significa que o EEG já diagnostica autismo?

Não

O diagnóstico do TEA continua sendo essencialmente clínico, realizado por profissionais capacitados ➡️

20/07/2026
18/07/2026

Endereço

Avenida Das Américas, 3301/Bloco 5/Barra Da Tijuca
Rio De Janeiro, RJ
22640100

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Raquel de Mello - Psicóloga posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Raquel de Mello - Psicóloga:

Atalhos

Compartilhar

Categoria