25/08/2026
Quando você passa muito tempo tentando corresponder ao que esperam de você, pode chegar um momento em que já não sabe mais distinguir o que realmente escolheu daquilo que aprendeu que deveria escolher.
Você se adapta, cede, evita decepcionar, silencia algumas vontades, assume responsabilidades que nem sempre são suas… e, aos poucos, isso pode deixar de parecer uma escolha e passar a fazer parte de quem você acredita que precisa ser.
O mais difícil é que, muitas vezes, ninguém precisa mais cobrar. A expectativa já foi internalizada. Você mesma se cobra para continuar sendo aquela que dá conta, que não decepciona, que mantém tudo funcionando, que não dá trabalho.
E existe um custo quando viver assim se torna a única maneira que você conhece de se relacionar com o mundo: você pode continuar funcionando, mas vai perdendo o contato com aquilo que sente, deseja e precisa.
Talvez seja por isso que, em algum momento, algumas mulheres se percebam dizendo:
“Eu não sei mais o que eu quero.”
E talvez essa pergunta mereça mais atenção do que parece.
Não porque você precise ter todas as respostas agora, mas porque existe uma diferença entre escolher uma vida e apenas conseguir sustentá-la.
Quanto da vida que você vive hoje ainda é escolha sua, e quanto dela foi construída para corresponder ao que esperavam de você?