Dialógico Núcleo de Gestalt-Terapia

Dialógico Núcleo de Gestalt-Terapia Caracteriza-se pelo incentivo ao aprofundamento teórico e técnico e pela produção teórico-prática dos alunos, ex-alunos e corpo docente .

Criado e coordenado por Luciana Aguiar, Mestre em Psicologia, Especialista em Psicologia Clinica, Gestalt-Terapeuta e autora do livro Gestalt-Terapia com crianças: teoria e pratica. Tem como missão a expansão, desenvolvimento e sedimentação da Gestalt-Terapia enquanto abordagem psicoterápica, através da transmissão de conhecimento teórico e prático para estudantes e profissionais de Psicologia e d

a prestação de serviços para a comunidade e público leigo. O compromisso com a transmissão da Gestalt-Terapia está representado prioritariamente pelo curso de Capacitação e Treinamento em Gestalt-Terapia e pela ênfase na clinica gestáltica com crianças e adolescentes através dos cursos intensivos e treinamentos avançados. Encara a formação do psicoterapeuta como um trabalho processual e artesanal, trabalhando com grupos pequenos e investindo na formação integral do aluno, com estudo teórico, pratica supervisionada, trabalho vivencial em grupo e psicoterapia. Conta com uma biblioteca especializada, com mais de 700 títulos, além de revistas nacionais e internacionais na área de Psicologia, Psicoterapia e Gestalt-Terapia . Encontra-se de portas abertas para trocas e parcerias com outros núcleos do Rio de Janeiro e do Brasil e vem levando sua marca “GT com crianças: teoria e prática” para todo o Brasil.

Nem toda lacuna precisa ser imediatamente preenchida.Nem todo silêncio precisa virar conversa.Nem todo horário livre pre...
21/08/2026

Nem toda lacuna precisa ser imediatamente preenchida.

Nem todo silêncio precisa virar conversa.

Nem todo horário livre precisa ganhar tarefa.

Nem toda incerteza precisa receber uma resposta instantânea.

Há uma inquietação contemporânea diante dos espaços vazios. Como se aquilo que ainda não foi preenchido estivesse incompleto. Como se o silêncio denunciasse alguma coisa, o tempo livre precisasse ser justificado e a ausência de uma resposta significasse que estamos atrasados em relação à própria vida.

E então ocupamos.

Pegamos o celular enquanto esperamos. Ligamos alguma coisa enquanto fazemos outra. Encaixamos compromissos nos intervalos. Procuramos explicações para sentimentos que mal começaram a aparecer. Tentamos decidir rapidamente aquilo que ainda precisaria amadurecer dentro de nós.

Pouco a pouco, podemos perder a experiência de permanecer diante do que ainda não tem forma.

Porque existem coisas que só aparecem quando não corremos para preenchê-las.

Um pensamento que surge depois de alguns minutos de silêncio. Uma vontade que finalmente conseguimos distinguir das expectativas dos outros. Um cansaço que só percebemos quando paramos. Uma pergunta que começa a se transformar quando desistimos de arrancar dela uma resposta.

Há momentos em que a lacuna não é ausência. É espaço.

O silêncio pode ser habitado.

O tempo livre pode ser justamente o pedaço do dia em que nada precisa ser demonstrado, entregue ou concluído.

E a incerteza pode ser o tempo necessário para que alguma coisa encontre forma.

Na Gestalt-terapia, confiamos também nesse movimento: nem tudo precisa ser nomeado ou compreendido imediatamente. Às vezes, permanecer presente diante do que ainda não se definiu é justamente o que permite que uma nova figura emerja.🌻

Há coisas que só se revelam quando encontram espaço para aparecer.

Nos últimos anos, temos acompanhado um movimento que merece atenção.A procura por supervisão clínica qualificada em Gest...
23/06/2026

Nos últimos anos, temos acompanhado um movimento que merece atenção.

A procura por supervisão clínica qualificada em Gestalt-terapia infanto-juvenil tem crescido de forma significativa. Ao mesmo tempo, ainda são poucos os espaços dedicados à formação de supervisores preparados para sustentar essa função com profundidade, ética e responsabilidade.

Supervisionar não é apenas discutir casos clínicos.

É acompanhar o desenvolvimento profissional de outros terapeutas.

É contribuir para a construção de raciocínio clínico, favorecer autonomia e participar da formação do olhar de quem, posteriormente, acompanhará crianças, adolescentes e suas famílias.

Diante dessa necessidade, o Dialógico abre as inscrições para a Formação de Supervisores Clínicos em Gestalt-Terapia Infanto-Juvenil.

Uma proposta destinada a terapeutas experientes que desejam aprofundar a compreensão da função supervisiva como um campo próprio de atuação.

Ao longo de 120 horas, trabalharemos fundamentos da supervisão clínica, ética, poder e responsabilidade, leitura ampliada de campo, supervisão na clínica infanto-juvenil, desenvolvimento do estilo supervisivo e prática supervisionada de supervisão.

Início: 22/08/2026

Duração: 13 meses

Encontros mensais

Formato on-line (Zoom)

Pré-requisitos:

• Formação em Gestalt-Terapia

• Experiência clínica mínima de 5 anos com crianças e/ou adolescentes

• Prioridade para alunos e ex-alunos do Dialógico

A entrada na formação acontecerá mediante entrevista individual de seleção.

As candidaturas já estão abertas.

Para outras informações e agendamento da entrevista de seleção: +55 21 97340-0946 (WhatsApp)

Formar psicoterapeutas hoje exige incluir as transformações tecnológicas no centro da reflexão clínica. Não como tema pe...
23/05/2026

Formar psicoterapeutas hoje exige incluir as transformações tecnológicas no centro da reflexão clínica. Não como tema periférico, curioso ou “moderno”, mas como parte do campo em que crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias estão vivendo.

As pessoas sofrem por relações virtuais.
Usam IA para escrever mensagens difíceis.
Perguntam ao ChatGPT como agir em conflitos amorosos.
Buscam companhia em sistemas responsivos.
Desenvolvem vínculos em jogos, aplicativos e redes sociais.
Antecipam conversas com roteiros prontos.
Confundem acolhimento automático com cuidado clínico.

Nada disso pode ser escutado com deboche, moralismo ou nostalgia.
O psicoterapeuta não precisa aderir ingenuamente à tecnologia, mas precisa compreender sua função no campo contemporâneo.

A questão que se apresenta não é se isso bom ou ruim, mas que lugar isso ocupa na vida dessa pessoa.

Na perspectiva gestáltica, interessa investigar se determinado uso amplia ou reduz contato, se favorece awareness ou cristaliza ajustamentos, se ajuda a nomear uma necessidade ou evita a experiência com o outro, se oferece suporte pontual ou substitui vínculos humanos.

A clínica trabalha com pessoas no mundo. E o mundo mudou.
Isso exige psicoterapeutas capazes de escutar novas formas de solidão, novas formas de evitação, novas formas de vínculo e também novas possibilidades de expressão.

A clínica não pode se sustentar em nostalgia. Ela precisa se basear em pensamento crítico e rigor diante do mundo em que as pessoas vivem.

A tendência, diante de clientes muito verbais, é acreditar que quanto mais a pessoa fala, mais próxima estará daquilo qu...
20/05/2026

A tendência, diante de clientes muito verbais, é acreditar que quanto mais a pessoa fala, mais próxima estará daquilo que sente. E, muitas vezes, a própria cultura da psicoterapia reforça isso: a ideia de que compreender, elaborar e encontrar explicações já seria, por si só, transformação.

O cliente conta a história de forma coerente. Entende as origens do sofrimento. Reconhece padrões. Faz associações sofisticadas. Nomeia mecanismos. Às vezes, inclusive, fala sobre si com enorme lucidez intelectual.

Porém, algo permanece intocado.

Porque a experiência não se reorganiza apenas na narrativa construída sobre ela. Ela se reorganiza quando algo acontece no corpo.

Quando a respiração encurta ao tocar determinado assunto, os ombros se retraem sem que a pessoa perceba, a voz perde força, o olhar desvia., as mãos se apertam, o corpo começa a mostrar aquilo que a linguagem já aprendeu a contornar.

E ē isso que a Gestalt-Terapia nos ensina.

Seguir apenas perguntando “por quê?” ou “o que isso significa?” pode manter terapeuta e cliente circulando dentro do território do já conhecido. O sujeito fala sobre a dor sem necessariamente entrar em contato com ela

É nesse ponto que a clínica fenomenológica ganha profundidade. Porque o foco deixa de ser apenas o conteúdo da história e passa a incluir como aquela história está acontecendo no presente da relação.

Não se trata de interpretar o corpo como quem decifra sinais ocultos. Trata-se de acompanhar a experiência em sua manifestação viva.

“Enquanto você fala disso, percebo sua voz mais baixa.”
“O que acontece aí agora?”
“Você notou suas mãos?”
“Como seu corpo ficou quando disse essa frase?”

O corpo sustenta aquilo que a linguagem ainda não conseguiu integrar. E a função do psicoterapeuta é justamente ajudar o cliente a sair do relato sobre a vida e retornar, pouco a pouco, à experiência viva dela.

Um terapeuta experiente não é aquele que “já viu tudo”.É aquele que continua curioso.Porque, na clínica, o momento em qu...
19/05/2026

Um terapeuta experiente não é aquele que “já viu tudo”.
É aquele que continua curioso.

Porque, na clínica, o momento em que acreditamos já saber exatamente o que está acontecendo costuma ser também o momento em que começamos a deixar de ver a pessoa real diante de nós.

A experiência é importante. Ela amplia repertório, ajuda a reconhecer movimentos recorrentes, oferece sustentação em situações difíceis. Mas experiência não pode se transformar em fechamento perceptivo. Quando isso acontece, o cliente deixa de ser alguém singular e passa a ser encaixado rapidamente em categorias conhecidas, hipóteses prontas, leituras automáticas.

A curiosidade clínica funciona quase como um antídoto contra isso.

Não se trata de curiosidade invasiva, voyeurística ou alimentada por necessidade de controle. Também não é uma busca ansiosa por informações. É outra coisa: uma disposição genuína para continuar encontrando o outro como alguém que ainda pode surpreender.

Curiosidade clínica aparece quando o terapeuta consegue escutar uma fala aparentemente “comum” sem reduzir imediatamente aquela experiência a um conceito decorado.

Ela exige presença.

Porque a curiosidade verdadeira não combina com pressa. Não combina com a necessidade de mostrar inteligência o tempo inteiro.

O terapeuta curioso percebe que ali existe algo a ser acompanhado — não imediatamente explicado.

Uma das maiores diferenças entre uma escuta burocrática e uma escuta clínica viva está exatamente aí:
na capacidade de continuar interessado no processo humano sem transformá-lo rapidamente em conclusão.

E isso vale mesmo depois de muitos anos de clínica.

Porque pessoas não são casos repetidos.
Não são diagnósticos ambulantes.
Não são versões previsíveis de teorias que já conhecemos.

Na Gestalt-terapia, a intervenção clínica pode ser compreendida a partir de duas grandes dimensões: a descrição e a expe...
18/05/2026

Na Gestalt-terapia, a intervenção clínica pode ser compreendida a partir de duas grandes dimensões: a descrição e a experimentação.

A descrição é o eixo mais fundamental do trabalho clínico. É por meio dela que o cliente pode ampliar a consciência sobre suas formas habituais de contato, seus modos recorrentes de sentir, agir, evitar, interromper ou sustentar experiências. Descrever não significa interpretar o outro ou encaixá-lo em explicações prontas, mas favorecer um encontro mais nítido com aquilo que está sendo vivido.

A experimentação surge como um possível desdobramento desse processo. Não como uma técnica aplicada mecanicamente, nem como um repertório de recursos que o terapeuta decide usar porque “funcionam”. Um experimento só faz sentido quando emerge do próprio campo relacional, como resposta ao que se apresenta na experiência do cliente.

Se alguém fala repetidamente sobre algo que gostaria de ter dito, mas não conseguiu, por exemplo, pode surgir a possibilidade de experimentar isso no aqui e agora. Nesse contexto, um recurso como a cadeira vazia não aparece como uma técnica arbitrária, mas como uma tentativa de aproximar a pessoa de uma experiência que até então permanecia apenas no plano da narrativa.

A experimentação tem potência justamente porque desloca a experiência do campo exclusivamente intelectual. Ela mobiliza o corpo, intensifica a awareness, amplia o contato com afetos, tensões, desejos e interrupções que muitas vezes estavam apenas sendo contados — mas ainda não vividos de modo mais direto.

E talvez por isso seja tão importante não banalizar os experimentos na clínica gestáltica. Fora de contexto, eles podem se transformar em procedimentos vazios, desconectados da experiência real da pessoa e da relação terapêutica.

Na Gestalt-terapia, experimentar não é “fazer uma dinâmica”.
É aprofundar o contato com aquilo que já pede presença no campo.

Se esse texto fez sentido para você, compartilhe com alguém que estuda ou trabalha com Gestalt-terapia.

Uma dimensão frequentemente negligenciada na clínica com adultos é a relação com o suporte.Muitos clientes chegam à tera...
12/05/2026

Uma dimensão frequentemente negligenciada na clínica com adultos é a relação com o suporte.

Muitos clientes chegam à terapia sustentando tudo há tempo demais. São pessoas que organizam, resolvem, antecipam problemas, cuidam dos outros, controlam o que sentem e seguem funcionando mesmo exaustas. Em muitos momentos da vida, esse autossuporte rígido foi necessário. Talvez tenha sido a forma possível de sobreviver, manter a família funcionando, atravessar crises ou lidar com ambientes pouco acolhedores.

O problema é quando isso deixa de ser um recurso circunstancial e se transforma na única forma possível de existir.

Esses clientes têm enorme dificuldade em descansar, pedir ajuda, dividir peso ou confiar no apoio de alguém. E isso não aparece apenas no discurso. Aparece no corpo. Na musculatura constantemente tensionada. Na dificuldade de relaxar. Na vigilância permanente. Na sensação de que, se soltarem um pouco o controle, tudo pode desmoronar.

Na Gestalt-terapia, o suporte não é apenas um conceito abstrato. Ele pode ser vivido concretamente na experiência.

Intervenções simples podem tornar essa dinâmica profundamente visível:
segurar um objeto pesado e observar o corpo; perceber quanto tempo tenta sustentar antes de pedir apoio; experimentar apoiar-se em uma parede, numa cadeira ou em outra pessoa; notar o desconforto que surge ao ser sustentado.

Não se trata de metáfora. Trata-se de experiência.

Muitas vezes, é justamente nesse encontro concreto com o próprio esforço que algo importante aparece:o reconhecimento de que sobreviver sozinho não é o mesmo que viver.

Quando alguém olha para uma formação de 30 meses, pode pensar primeiro no tempo. Dois anos e meio parecem muito, especia...
10/05/2026

Quando alguém olha para uma formação de 30 meses, pode pensar primeiro no tempo. Dois anos e meio parecem muito, especialmente em uma época em que quase tudo é vendido como rápido, prático e imediatamente aplicável. Mas a formação clínica não obedece à mesma lógica do consumo de conteúdo.

Há compreensões que uma boa aula pode abrir, mas não consegue consolidar sozinha. Há conceitos que parecem claros no estudo, mas só se tornam pensamento clínico quando atravessam a experiência, a supervisão, a dúvida, a revisão e a conversa com outros profissionais.

Em 30 meses, uma formação não oferece apenas uma sequência de temas. Ela acompanha um processo.

O terapeuta começa a perceber que não basta perguntar “o que eu faço agora?”. Aos poucos, aprende a construir perguntas melhores: o que está acontecendo neste campo? Que sofrimento está se organizando aqui? Que vínculo está se formando entre nós? O que, em mim, está sendo convocado nessa relação? Que intervenção faz sentido neste momento?

É assim que o raciocínio clínico deixa de ser uma expressão bonita e passa a se tornar prática viva. Ele aparece quando o terapeuta já não depende apenas de respostas prontas, mas começa a construir critérios para compreender, escolher, intervir e também esperar.

A segurança clínica também muda. Não aquela segurança ilusória de quem acredita que sabe tudo, mas uma segurança mais honesta: a de quem pode reconhecer uma dúvida sem se desorganizar, não precisa preencher cada silêncio, explicar tudo depressa ou transformar toda dificuldade em técnica.

Com o tempo, a escuta se refina. O terapeuta passa a ouvir não apenas o que o cliente diz, mas o modo como diz, o que evita, o que repete, o que aparece no corpo, no ritmo, na relação e no campo. Aprende a não correr para conclusões rápidas.

A Formação Clínica em Gestalt-terapia com Adultos foi construída a partir dessa aposta: formar não é apenas transmitir conteúdo. É acompanhar, ao longo do tempo, a construção de uma clínica.

As inscrições para a nova turma estão abertas. Informações: +55 21 97340-0946 (WhatsApp)

Percebo, nos últimos tempos, uma valorização cada vez maior da estética nas aulas online.E isso não é um problema.Hoje t...
08/05/2026

Percebo, nos últimos tempos, uma valorização cada vez maior da estética nas aulas online.

E isso não é um problema.

Hoje temos recursos visuais melhores, apresentações mais cuidadas, aulas mais organizadas, materiais mais bonitos. Tudo isso pode favorecer a aprendizagem, tornar o percurso mais agradável e ajudar o aluno a se localizar no conteúdo.

Mas uma formação clínica não pode se apoiar apenas nisso.

Porque a clínica real não acontece dentro de uma apresentação impecável.

Ela acontece no encontro vivo com o outro.

Acontece diante do silêncio que não se apressa, fala que se contradiz, do sofrimento que não se organiza em tópicos, da ambivalência que não se resolve com uma frase de efeito, do impasse que exige presença, escuta e sustentação.

Na hora do atendimento, o psicoterapeuta não tem um slide conduzindo o processo. Tem uma pessoa diante de si.

E, diante dessa pessoa, precisa ser capaz de perceber o campo, acompanhar o ritmo do cliente, reconhecer o que está emergindo na relação, formular hipóteses clínicas, sustentar dúvidas, fazer escolhas éticas e clínicas, rever caminhos, suportar não saber.

É por isso que, no Dialógico, uma formação clínica não é pensada como acúmulo de aulas. Ela é construída como percurso. Um percurso que articula teoria, prática, supervisão, experimentação, estudo de casos e construção de raciocínio clínico.

Não basta compreender conceitos gestálticos de forma abstrata. É preciso aprender a pensar clinicamente a partir deles.

É preciso poder reconhecer como a teoria ganha corpo na relação terapêutica, como uma intervenção nasce de uma leitura situada e como cada decisão clínica precisa considerar vínculo, momento do processo, suporte disponível, sofrimento apresentado e possibilidades reais daquele encontro.

A formação do Dialógico não tem como objetivo produzir terapeutas que apenas “sabem falar sobre Gestalt-terapia”. O compromisso é formar psicoterapeutas capazes de sustentar uma clínica viva, ética, implicada e sensível à complexidade da experiência humana.

As inscrições para a nova turma da Formação Clínica em Gestalt-terapia do Dialógico estão abertas. Informações: WhatsApp: +55 21 97340-0946.

Há uma escolha no modo como eu trabalho que diz muito sobre a minha compreensão de formação clínica: eu não trabalho com...
03/05/2026

Há uma escolha no modo como eu trabalho que diz muito sobre a minha compreensão de formação clínica: eu não trabalho com turmas grandes.

E isso não é uma estratégia de escassez.
É uma decisão pedagógica, ética e clínica.

Porque formar psicoterapeutas não é apenas transmitir conteúdo. Se fosse só isso, bastaria gravar aulas, organizar apostilas, entregar certificados e deixar cada um seguir sozinho. Mas quem já esteve diante de um cliente real sabe que a clínica exige muito mais do que informação acumulada.

Ela exige escuta, elaboração, supervisão e tempo para pensar o caso, o vínculo, os impasses, os limites e também aquilo que o próprio terapeuta coloca em jogo na relação.

Eu acredito em formação como acompanhamento.

Acredito que o aluno precisa ser reconhecido em sua trajetória, em suas perguntas, em seus pontos cegos, em suas inseguranças e também em suas possibilidades. Não me interessa formar uma massa anônima de pessoas que assistem aulas em silêncio, com câmeras fechadas e sem espaço real para aparecer.

Turmas menores permitem outra qualidade de presença.

Permitem que eu acompanhe o percurso de cada participante com mais cuidado. Permitem trocas mais consistentes, perguntas mais aprofundadas, supervisões mais vivas. Permitem que a formação não seja apenas um consumo de conteúdo, mas uma experiência de amadurecimento clínico.

Na formação de psicoterapeutas, quantidade não pode ser o único critério de sucesso.

Uma turma grande pode parecer interessante do ponto de vista comercial. Mas, para mim, a questão principal continua sendo outra: que tipo de terapeuta essa formação ajuda a construir?

Porque eu não quero apenas entregar aulas.
Eu quero acompanhar processos.

E processo clínico, assim como processo formativo, precisa de presença, contorno e responsabilidade.

Por isso, eu escolho trabalhar com grupos em que ainda seja possível olhar, escutar, acompanhar e sustentar uma formação de verdade.

Se você acredita que formação clínica precisa de acompanhamento real, talvez essa proposta faça sentido para você.

Se você quiser conhecer, envia uma mensagem para o nosso WhatsApp: +55 21 97340-0946 🌻

Endereço

Avenida Nossa Senhora De Copacabana 1183 Cobertura 01
Rio De Janeiro, RJ
22070-011

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Segunda-feira 09:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 18:00
Quinta-feira 09:00 - 18:00
Sexta-feira 09:00 - 18:00

Telefone

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