10/09/2026
Quando falamos em congelamento de óvulos, é comum ouvir que essa é uma opção para "qualquer mulher". Mas a realidade é mais complexa do que isso.
Embora o procedimento seja uma ferramenta importante de preservação da fertilidade, ele precisa fazer sentido dentro da história e dos objetivos de cada paciente.
No vídeo, compartilho dois casos reais de mulheres jovens, com boa reserva ovariana, mas que tinham contraindicação médica para uma gestação. Nesses cenários, a pergunta não é apenas "ela pode congelar os óvulos?", mas também "como esse congelamento poderá ser utilizado no futuro?"
É justamente por isso que a decisão nunca deve ser baseada apenas na idade ou no resultado dos exames. Antes de indicar o congelamento, é preciso avaliar o contexto clínico, as perspectivas de gravidez e todas as possibilidades de construção familiar, incluindo, em casos específicos e quando permitido pela legislação, o uso de um útero de substituição.
Na medicina reprodutiva, preservar a fertilidade não significa apenas congelar óvulos. Significa construir um planejamento reprodutivo individualizado, considerando o presente, mas também as possibilidades reais para o futuro.
💬 Cada história exige uma estratégia diferente. É por isso que uma consulta especializada faz toda a diferença antes de tomar qualquer decisão.
Dra. Rafaela Batisti | CRM-RJ 521090178 - RQE 37289 | 37299