Dr Bruno Bandeira de Mello

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O edema que parecia infecção grave… mas era AR.Paciente chega com hemiface direita inchada, lábio superior aumentado, do...
24/04/2026

O edema que parecia infecção grave… mas era AR.

Paciente chega com hemiface direita inchada, lábio superior aumentado, dor leve.

Veio com a etiqueta clássica:
👉 “Infecção odontogênica?”

Tinha começado antibiótico.
Tinha medo de piorar.
Tinha cara de algo que ia complicar.

Mas tinha um detalhe que muda tudo:

Procedimento dentário no dia anterior.



Pedi imagem.

E lá estava o “culpado invisível”:

👉 Ar dissecando os planos da face.

Não era pus.
Não era abscesso.
Não era celulite grave.

Era enfisema subcutâneo facial.



💥 O que acontece?

Durante o procedimento odontológico (principalmente com turbina de alta rotação), o ar sob pressão pode entrar nos tecidos.

E ele se espalha.

Rápido. Silencioso. Assustador na imagem.



😳 Por que isso engana tanto?

Porque imita perfeitamente uma infecção:

* Edema importante
* Assimetria facial
* Desconforto local

Mas falta o principal:

* Febre alta
* Dor intensa progressiva
* Sinais sistêmicos



⚠️ O perigo não é a face.

O perigo é quando o ar resolve viajar:

* Pescoço
* Mediastino
* (raramente) pulmão

🧠 Conduta não é sair drenando.

Na maioria dos casos:
✔️ Observação
✔️ Analgesia
✔️ Antibiótico (profilático, dependendo do caso)

E o corpo resolve.



🔥 Moral do caso:

Nem todo edema é infecção.
Nem toda imagem dramática exige intervenção agressiva.

Às vezes…

👉 é só ar onde não deveria estar.

Paciente encaminhado pelo veterinário:“O cachorro lá de casa morreu de leptospirose.”Silêncio curto.Agora é você e a dec...
01/04/2026

Paciente encaminhado pelo veterinário:
“O cachorro lá de casa morreu de leptospirose.”

Silêncio curto.
Agora é você e a decisão.
Sem febre.
Sem dor.
Sem absolutamente nada.

Mas ele completa:
“Eu limpei tudo… mas acabei entrando em contato com urina, fezes… fiquei com isso na cabeça.”

E é aqui que muita gente erra.
Porque o incômodo não é clínico.
É psicológico.

Você sente que precisa fazer alguma coisa.
Pedir exame.
Dar antibiótico.
“Garantir”.

Mas a verdade é desconfortável:
👉 Ele não tem doença.
E tratar alguém sem doença
é mais sobre aliviar o médico do que o paciente.

Respira.
Você explica:
– O risco existe, sim.
– Mas o corpo ainda não respondeu.
– E sem sintoma, não existe leptospirose pra tratar.

Orienta retorno.
Febre.
Dor no corpo (principalmente panturrilha).
Olho vermelho.

Ele sai… sem receita.
E você f**a com aquela sensação estranha:
“Será que eu fiz pouco?”

Não.
Você fez medicina de verdade.
Porque tratar cedo salva rim.
Mas tratar sem doença…
só cria problema.

📌 Nem toda exposição vira doença.
📌 Mas muita conduta vira excesso.

E o difícil não é saber tratar.
É saber quando NÃO tratar.

🚨 “FRATURA LEVE”… ATÉ PARAR DE ANDARPaciente, 20 anos.
Queda de barra durante treino.Chega de cadeira de rodas, lúcida, ...
01/04/2026

🚨 “FRATURA LEVE”… ATÉ PARAR DE ANDAR

Paciente, 20 anos.
Queda de barra durante treino.

Chega de cadeira de rodas, lúcida, dorsalgia difusa, sem déficit neurológico.
Exame físico? Normal.
Glasgow 15.

👉 A tentação:
“Dor lombar pós-trauma… deve ser só contusão.”
Mas pediram TC.

📍 Resultado:
➡️ Fratura de L4. Alinhada.
E aí vem o erro clássico:

🧠 “Ah, tá alinhada… então é leve.”
❌ NÃO.

💥 Fratura de coluna nunca é ‘só isso’.
Principalmente quando:
* Foi trauma com impacto axial
* O paciente tem dor signif**ativa
* E você ainda não avaliou ligamentos

⚠️ O problema não é o que você viu.
É o que você ainda NÃO viu.
👉 Lesão ligamentar oculta
👉 Instabilidade tardia
👉 Déficit neurológico que aparece horas depois

📉 Esse é o tipo de paciente que:
* Chega bem
* F**a “em observação”
* E piora fora do radar

🧠 Conduta correta:
✔ Internar
✔ Analgesia adequada
✔ Reavaliação neurológica seriada
✔ Neurocirurgia no caso
✔ Considerar RM (ligamentos!)

🚨 Coluna não perdoa erro de subvalorização.
Você não trata a imagem.
👉 Você trata o potencial de instabilidade.

💬 Agora me diz:
Você daria alta com essa TC?


🚨 O Comitê Olímpico Internacional anunciou diretriz para elegibilidade no esporte feminino a partir de 2028.A proposta c...
26/03/2026

🚨 O Comitê Olímpico Internacional anunciou diretriz para elegibilidade no esporte feminino a partir de 2028.
A proposta considera diferenças biológicas entre s**os que impactam diretamente o desempenho esportivo.

🧬 BASE FISIOLÓGICA
Indivíduos do s**o masculino, após a puberdade, apresentam em média:
* ↑ massa muscular (≈ 30–40%)
* ↑ força (≈ 40–50% em membros superiores)
* ↑ hemoglobina (≈ 10–15%)
* ↑ VO₂máx absoluto
* ↑ densidade mineral óssea
Esses fatores são mediados principalmente pela exposição à testosterona durante o desenvolvimento.

📊 IMPACTO NO DESEMPENHO
Essas diferenças se traduzem em vantagem mensurável:
* Corrida: 10–12%
* Natação: 8–10%
* Levantamento de peso: diferenças ainda maiores
Em alto rendimento, essas margens são decisivas.

⚖️ PRINCÍPIO ESPORTIVO
O esporte feminino foi estruturado para garantir:
👉 equidade competitiva entre atletas
A separação por s**o visa minimizar diferenças biológicas relevantes para performance.

⚠️ SEGURANÇA
Em esportes de contato ou colisão, diferenças de:
* força
* massa corporal
* potência
podem impactar o risco de lesão.

A discussão envolve três pilares:
* fisiologia
* desempenho
* segurança
E deve ser conduzida com base em evidência científ**a e critérios claros de elegibilidade.

Como disse Kirsty Coventry, presidente do COI:
“Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens definem vitória ou derrota.”

A elegibilidade no esporte de alto rendimento é definida por critérios objetivos.
Diferenças fisiológicas entre s**os são bem estabelecidas na literatura e impactam diretamente a performance.
O desafio é equilibrar inclusão com equidade competitiva, mantendo critérios técnicos e segurança para os atletas.

Esse é um dos debates mais sensíveis do esporte atual.
Mas também é um dos mais mal compreendidos.
Porque muita gente discute ideologia…
sem entender fisiologia.
No alto rendimento, pequenas diferenças viram abismos.
E ignorar isso não torna o esporte mais justo —
só torna o resultado previsível.
A pergunta não é ‘quem pode competir’.
A pergunta é:
👉 como manter o jogo justo?

🫀 Nem toda dor abdominal vem do abdomePlantão.Paciente jovem. 28 anos.Voltando pela terceira vez com:– desconforto abdom...
22/03/2026

🫀 Nem toda dor abdominal vem do abdome

Plantão.
Paciente jovem. 28 anos.

Voltando pela terceira vez com:
– desconforto abdominal
– náuseas intensas
– sem febre
– sem vômitos

Exame físico?
👉 Abdome inocente.

Tudo “normal”… certo? 🤔

Mas dessa vez tinha algo diferente:

– começou a f**ar dispneico
– ausculta com estertores difusos

🚨 A chave virou.

Solicitei RX de tórax.

👉 Congestão pulmonar.

E aí tudo fez sentido.

Esse paciente já tinha um detalhe importante:
🫀 fração de ejeção de 31%



💡 O diagnóstico não estava no abdome.

Estava no coração.

👉 Insuficiência cardíaca descompensada
👉 Congestão pulmonar
👉 Congestão visceral → explicando a náusea e o “desconforto abdominal”



⚠️ Esse é o tipo de caso que engana:

Você olha pro sintoma
e esquece de olhar o paciente.



📌 Lição de ouro:

Nem toda dor abdominal é do abdome.
E nem toda náusea é gastrointestinal.

Às vezes…
é o coração pedindo ajuda.



🧠 Medicina não é só saber.
É conectar.

09/03/2026

Um “novo esporte” está gerando debate no mundo da saúde esportiva.

O Run Nation Championship, realizado na Austrália, funciona assim:�dois atletas correm um contra o outro em alta velocidade…�e o objetivo é derrubar o adversário com o impacto.

Sim.�Basicamente uma colisão frontal.
A modalidade vem crescendo nas redes sociais desde 2025, atraindo público, curiosidade e muitos competidores.
Mas junto com a popularidade, veio a preocupação.

Neurologistas e especialistas em medicina esportiva alertam para o risco elevado de concussões, traumas cranianos e possíveis lesões cerebrais.�
Alguns já defendem até a proibição da modalidade.
Os organizadores afirmam que existem protocolos médicos e regras de segurança para minimizar os riscos.
Mas os críticos lembram um ponto importante:�em esportes baseados em colisão direta em alta velocidade, o risco nunca desaparece completamente.

Isso levanta uma discussão maior:
Até que ponto o esporte deve evoluir buscando espetáculo…�sem ultrapassar o limite da segurança do atleta?

Afinal, muitos esportes que hoje são tradicionais também envolvem impacto:�futebol americano, rugby, artes marciais, hóquei…

A diferença é que aqui a colisão é o próprio objetivo da prova.
E aí f**a a pergunta:
isso é esporte… ou risco desnecessário?

Quero saber sua opinião.
Você acha que essa modalidade deveria existir?

� � �

08/03/2026

A beleza de uma mulher não está na roupa que ela veste…nem na forma como arruma o cabelo.

A verdadeira beleza começa nos olhos.Porque é ali que mora a alma.É ali que mora o amor.

Mas a beleza mais forte de todasestá na essência.

Na força silenciosa.No cuidado com quem ama.Na coragem de lutar todos os dias.

Hoje é o Dia Internacional da Mulher.Mas, na minha vida, tem uma que é especial todos os dias.

Minha esposa, .

Obrigado pelo carinho, pela parceria…e até pelos esporros — que sempre me fazem crescer.

Com você ao meu lado, tudo f**a mais leve, mais divertido e mais bonito.

Você me faz muito feliz.Te amo infinitamente.

E meu carinho também vai para minha mãe Lisia, minha avó Cenira e para a Anitinha, que deixa meu mundo ainda mais cor-de-rosa.

Feliz Dia da Mulher.Hoje e todos os dias. ❤️

27/02/2026

O arremesso de um pitcher não é só um gesto técnico.
É uma explosão biomecânica no limite do corpo humano. ⚾🔥

No beisebol da Major League Baseball, um arremesso pode ultrapassar 150 km/h.
Mas o que quase ninguém vê… é o que acontece dentro do cotovelo.

A cada pitch:
🔹 O ombro roda em velocidades absurdas.
🔹 O cotovelo sofre um estresse em valgo extremo.
🔹 O ligamento colateral ulnar é tensionado no limite.
🔹 Tendões são esticados como elásticos prestes a romper.

É um dos movimentos mais violentos e repetitivos do esporte.
E ainda assim… o atleta precisa repetir isso 80, 90, 100 vezes no mesmo jogo.

Não é só força.
É controle neuromuscular fino.
É timing perfeito entre tronco, escápula, ombro e punho.
Se a cadeia cinética falha em um ponto… o cotovelo paga a conta.

Por isso vemos tantas cirurgias de “Tommy John”.
Não porque o cotovelo é fraco.
Mas porque a demanda é sobre-humana.
Alta performance cobra um preço.

E o papel da medicina do esporte é simples:
🔬 Entender o limite.
📊 Monitorar a carga.
🧠 Otimizar o gesto.
💪 Proteger o atleta antes que a lesão aconteça.

O arremesso de um pitcher é potência.
Mas, acima de tudo, é precisão sob estresse máximo.
E no esporte de elite… sobreviver é tão importante quanto performar. 🚀

26/02/2026

Piscou… acabou. ⏱️🔥

Menos de 2 segundos.
Agora me responde: você consegue levantar do sofá, dar dois passos e sentar de novo nesse tempo?

No vídeo, o pit stop da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team não é só troca de pneu.�É ciência aplicada em velocidade máxima. 🧠⚙️

São 20 pessoas.�Cada uma com uma função milimetricamente definida.�Nenhum movimento é improvisado.�Nenhuma decisão é aleatória.
Um erro de 0,1 segundo pode custar um campeonato inteiro.

Isso não é sorte.�Isso é treinamento repetido à exaustão.�É neurociência do movimento.�É automatização motora.�É confiança construída no detalhe.
Alta performance não é fazer rápido.�É fazer perfeito… rápido. 🚀

No esporte — e na vida — não vence quem faz tudo sozinho.�Vence o time que executa junto.�Sincronizado.�Alinhado.
Coordenação gera velocidade.�Confiança gera precisão.�Treino gera excelência.

O pit stop é a metáfora perfeita:�Quando cada um entende seu papel, o resultado acontece em segundos — mas foi construído por anos.
Performance é coletiva.�Vitória também. 🏁💚

Endereço

Rio De Janeiro, RJ
22410-002

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00

Telefone

+5521979361703

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