23/07/2026
No modelo DIR/Floortime, quando a criança demonstra resistência em permanecer na sessão, o objetivo não é insistir ou impedi-la de sair, mas compreender o que está levando à sua desregulação e utilizar esse momento como uma oportunidade de conexão.
A intenção é acolher o desejo da criança de ir embora, sem forçar sua permanência, mas também sem encerrar imediatamente a sessão. O terapeuta pode acompanhar seu movimento de saída e criar pequenas oportunidades de engajamento ao longo desse percurso.
O trajeto até a porta, o corredor ou os diferentes ambientes podem tornar-se espaços terapêuticos. Materiais podem ser previamente organizados nesses locais, despertando curiosidade e favorecendo a interação.
Essa postura exige sensibilidade para perceber o momento de insistir e o momento de encerrar a sessão. O foco não é prolongar o atendimento a qualquer custo, mas preservar o vínculo, reduzir a resistência e favorecer que a criança permaneça engajada pelo maior tempo possível, de forma espontânea e prazerosa.