19/09/2025
Hoje, 19 de setembro, faz um mês sem você, mãe.
Tem dias em que o meu primeiro pensamento ao acordar é: “minha mãe morreu”. Esse pensamento me atravessa como um rasgo — e, mesmo assim, o dia pede que eu continue.
Tenho aprendido que o luto é o preço do amor. Ele vem em ondas: às vezes mansinho, às vezes enorme.
Não é linha reta. As famosas “fases” — negação, raiva, barganha, tristeza e aceitação , não são uma escada que a gente sobe uma vez; são movimentos que se misturam. Em um só dia, já visitei todas.
No corpo, o luto pesa: cansaço, choro que chega sem aviso, memória falhando, falta de apetite… Na alma, um silêncio novo.
Foi a maior dor que já senti — nunca tinha perdido alguém tão íntimo. É difícil continuar, mas é possível continuar apesar de.
Um gesto de cada vez: comer algo simples, caminhar devagar, aceitar ajuda, marcar o horário do sono, falar sobre ela, chorar quando vem.
C.S. Lewis escreveu que a ausência é como o céu: está por cima de tudo. É isso — a sua ausência cobriu meus dias, mas também aprendi a olhar pra cima.
Continuar não é esquecer; é levar você de outro jeito: nas minhas escolhas, nos cuidados que eu dou e recebo, na forma como abraço o mundo.
Se você também está em luto, você não está só.
Cada pessoa tem seu tempo.
Hoje, para honrar quem partiu, escolha uma coisa pequena e possível: acender uma vela, preparar a receita preferida, escrever uma carta, pedir colo.
Se quiser, compartilhe aqui em uma palavra como o luto tem sido pra você — ou apenas leia e respire.
Eu sigo. Com saudade, com amor, com você em mim. 💚