04/09/2026
Ao conversarmos internamente (Leilane e Adriana) sobre as ações e comunicados deste mês, percebemos algo que chamou nossa atenção: hoje temos mais pacientes homens buscando a psicoterapia do que já tivemos em outros momentos.
E, a partir desse dado, começamos a pensar:
Os homens estão aprendendo a reconhecer e falar sobre suas emoções. Mas ainda é muito pouco diante de todo o tempo em que foram ensinados a escondê-las.
Por muito tempo, muitos homens aprenderam que precisavam ser fortes, dar conta de tudo, não demonstrar medo, tristeza ou fragilidade. Que pedir ajuda era sinal de fraqueza. Que era preciso “resolver sozinho”.
Mas o sofrimento pode aparecer de outras formas: no isolamento, na irritabilidade, no excesso de trabalho, no uso abusivo de álcool e outras dr**as, em comportamentos compulsivos ou simplesmente na dificuldade de dizer: “eu não estou bem.”
E os números nos lembram que essa conversa é urgente. No Brasil, a taxa de suicídio entre homens é cerca de três vezes maior que entre mulheres. O Ministério da Saúde também aponta uma relação importante entre saúde mental masculina e uso prejudicial de álcool e outras dr**as.
Por isso, quando um homem procura terapia, não estamos falando apenas sobre uma consulta.
Estamos falando sobre uma mudança de cultura.
Sobre aprender a reconhecer o que sente antes que o sofrimento precise encontrar outras formas de aparecer.
Cuidar da saúde mental também é coisa de homem. Pedir ajuda também é um ato de coragem.
Neste Setembro Amarelo, nosso convite é simples: que possamos construir masculinidades em que sentir, falar e pedir ajuda também façam parte da força.