Gabriela Susin

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Gabriela Susin 🧠 Saúde Mental na Vida Real
💬 Terapia Cognitivo-Comportamental
📚 Psicoterapia para adultos
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29/09/2026

A base de qualquer terapia que funciona é a confiança estabelecida no consultório. Sem uma aliança terapêutica sólida, na qual o paciente se sinta não julgado e genuinamente acolhido, nenhuma técnica trará resultados consistentes. O sucesso clínico exige que os objetivos estejam alinhados e o ritmo de cada pessoa seja integralmente respeitado pelo profissional.

Assista ao vídeo para entender por que essa conexão é o pilar central da saúde mental e comente o que é inegociável para você na postura de um psicólogo.

24/09/2026

O atraso no diagnóstico da bipolaridade tipo 2 acontece porque os episódios de humor elevado raramente incomodam a ponto de motivar uma ida ao consultório. Como a busca por ajuda ocorre quase sempre na fase depressiva, o quadro real é mascarado, gerando tratamentos ineficazes que chegam a adiar a resposta certa por décadas.

Assista ao vídeo para entender os motivos clínicos por trás dessa demora e conte nos comentários se você também enfrentou uma longa jornada de incertezas.

16/09/2026

Muitas pessoas chegam ao consultório esperando que um exame físico ou de imagem confirme o transtorno bipolar, mas a avaliação em saúde mental funciona de outra forma. O mapeamento clínico exige uma investigação detalhada, rastreando desde a idade de início dos primeiros sinais até o padrão comportamental de familiares e possíveis gatilhos externos. Compreender que esse processo investigativo demanda tempo, escuta ativa e expertise profissional ajuda a diminuir a ansiedade de quem busca respostas rápidas e reforça a necessidade de um acompanhamento cuidadoso e personalizado.

Psiquiatria

10/09/2026

As campanhas de prevenção ao suicídio têm boa intenção, mas ainda não sabemos ao certo o impacto real delas.

Alguns estudos levantam a hipótese de que podem até reforçar invalidações quando frases prontas e superficiais são usadas para falar de algo tão complexo. Mais do que postar em setembro, é fundamental cultivar, ao longo do ano, atitudes de empatia, escuta e apoio genuíno a quem sofre.

O cuidado em saúde mental não pode ser reduzido a um mês ou iniciativas sem evidência de resultado.


04/09/2026

Explosões de raiva e envolvimento constante em conflitos nem sempre indicam apenas uma personalidade difícil.

Muitas vezes, episódios de irritabilidade extrema e atitudes impulsivas escondem um quadro de transtorno bipolar não diagnosticado, manifestando-se fortemente durante as fases de mania ou hipomania. Entender que essa agressividade exacerbada pode ser um sintoma clínico temporário, do qual o paciente costuma se arrepender após a crise, ajuda a desmistificar a condição e acelera a busca por um tratamento psiquiátrico adequado.

02/09/2026

Sentir-se bem após anos de tratamento cria uma perigosa ilusão de cura. Na bipolaridade, a estabilidade se mantém exatamente pelo uso contínuo da medicação. Interromper os remédios por conta própria destrói essa proteção e deixa a mente totalmente exposta a recaídas severas diante de fatores estressores.

Aceitar essa condição crônica é o verdadeiro desafio, e a psicoterapia é a principal ferramenta para construir essa adaptação. Assista ao vídeo para entender os perigos dessa interrupção e conte nos comentários como foi o seu processo de adesão ao cuidado contínuo.

28/08/2026

A sobrecarga mental materna muitas vezes começa naqueles conselhos que ninguém pediu.

Opinar sobre a criação dos filhos alheios gera uma pressão invisível e desnecessária, atingindo diretamente mulheres que já lidam com o cansaço do puerpério ou outras vulnerabilidades emocionais. Guardar as dicas para quando forem solicitadas é a atitude mais respeitosa para preservar a saúde psicológica de quem está estruturando a própria rotina familiar.

No vídeo, trago uma reflexão sobre o peso cultural de interferir na maternidade do outro. Conta nos comentários qual foi o palpite mais invasivo que você já teve que escutar.

26/08/2026

O trágico caso de Lindsay Clancy, que está sendo julgada pela morte dos três filhos, levanta um alerta urgente sobre as lacunas na rede de apoio à saúde mental materna e os sérios perigos de falhas no diagnóstico e na condução de tratamentos psiquiátricos.

Mais do que buscar culpados, precisamos discutir o papel fundamental da comunicação integrada entre psicólogos, médicos e familiares no manejo de quadros complexos, como a suspeita de psicose pós-parto atrelada ao transtorno bipolar.

Assista ao vídeo para entender como um acompanhamento psicológico ativo e vigilante pode ser a última linha de defesa na prevenção de desfechos extremos, e comente abaixo: como a nossa sociedade pode fortalecer a rede de cuidados para mães em grave sofrimento psíquico?

MaternidadeReal

20/08/2026

A diferença entre bipolar tipo 1 e tipo 2 não está apenas na presença de alterações de humor, mas na intensidade dessas alterações.

O tipo 1 exige que a pessoa tenha passado por pelo menos um episódio de mania ao longo da vida. Isso por si só já define o diagnóstico e não precisa estar acompanhado de depressão, embora seja muito comum que ocorra. Já no tipo 2, a pessoa tem episódios de hipomania e episódios de depressão, o que torna esse quadro mais difícil de identificar. A hipomania muitas vezes é confundida com ansiedade ou agitação, o que leva muitos pacientes a serem tratados com antidepressivos por anos sem melhora consistente. Quando se reconhece que a elevação do humor faz parte do transtorno e não é apenas energia alta ou inquietação, o tratamento muda de direção e tende a funcionar de maneira mais precisa.

18/08/2026

A dificuldade em aceitar o diagnóstico bipolar costuma aparecer por vários motivos: estigma, medo das mudanças necessárias no estilo de vida, receio dos efeitos colaterais da medicação e resistência em abrir mão do funcionamento acelerado da hipomania.

Mesmo assim, a acitação é o ponto de virada no tratamento. Quando o diagnóstico deixa de ser visto como sentença e passa a ser entendido como uma explicação possível para anos de sofrimento, a pessoa consegue fazer escolhas mais claras, buscar informações de qualidade e sustentar o tratamento com mais consistência.

A estabilidade não acontece de imediato, mas começa nesse reconhecimento, porque negar o transtorno não impede que ele aconteça, apenas mantém o sofrimento ativo.

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