Paula P. Teixeira

Paula P. Teixeira Nutricionista clínica - Manejo de doenças crônicas, emagrecimento e mudança de estilo de vida

Diabetes tipo 2 no Brasil: O que mudou nas últimas três décadas?Utilizando dados do Global Burden of Disease Study 2021,...
31/05/2026

Diabetes tipo 2 no Brasil: O que mudou nas últimas três décadas?

Utilizando dados do Global Burden of Disease Study 2021, avaliamos a evolução da prevalência, incidência, mortalidade, carga da doença e exposição aos fatores de risco para diabetes tipo 2 no Brasil e em suas cinco regiões entre 1990 e 2021.

Demonstramos um aumento no número de pessoas que vivem e desenvolvem diabetes tipo 2 no país, apesar de a mortalidade pela doença ter diminuído entre 1990 e 2021. Porém, as pessoas com diabetes estão vivendo por mais tempo com as complicações da doença e o impacto negativo dessas complicações na qualidade de vida.

Os cenários mais preocupantes estão nas regiões Nordeste e Norte do Brasil, possivelmente pelo menor acesso a serviços de saúde e desigualdades socioeconômicas históricas entre essas regiões e o Sul e o Sudeste.

Dentre os fatores que explicam o aumento do número de casos de diabetes tipo 2 no Brasil estão o envelhecimento da população e a maior exposição a fatores de risco como excesso de peso, inatividade física, consumo de bebidas açucaradas e alimentos como carne vermelha e processada.

Com este estudo, reforçamos a necessidade de fortalecimento de estratégias de prevenção e enfrentamento do diabetes, especialmente nas regiões mais vulneráveis e com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

Publicado nesta semana na revista Nutrition Research, este trabalho fez parte da dissertação de mestrado da  , e tive a ...
15/05/2026

Publicado nesta semana na revista Nutrition Research, este trabalho fez parte da dissertação de mestrado da , e tive a oportunidade de colaborar nessa pesquisa.

Conduzimos uma revisão sistemática com meta-análise para comparar os efeitos de dietas com baixo teor de carboidratos (low carb) e dietas com baixo teor de gordura (low fat) sobre marcadores inflamatórios em adultos.

Foram analisados dados de 25 estudos, totalizando mais de 2 mil participantes. Não encontramos diferenças entre as duas estratégias alimentares no controle da inflamação, avaliada por marcadores como PCR, IL-6, TNF-α e adipocinas como leptina, resistina e adiponectina.

Na prática, os resultados sugerem que a qualidade da dieta provavelmente seja mais importante do que a proporção de carboidratos e gorduras. Além disso, o tipo de gordura (saturada ou insaturada) e de carboidrato (proveniente de alimentos integrais ou refinados) também deve ser considerado, assim como o valor calórico total da alimentação.

Link para o artigo na íntegra:
https://doi.org/10.1016/j.nutres.2026.03.010

ENDOSUL 2026 ✨
09/05/2026

ENDOSUL 2026 ✨

A importância da intervenção a longo prazo é consenso nas diretrizes de tratamento da obesidade.Devido aos inúmeros obst...
23/04/2026

A importância da intervenção a longo prazo é consenso nas diretrizes de tratamento da obesidade.

Devido aos inúmeros obstáculos impostos pelo próprio corpo e também por questões ambientais, o processo requer atenção e suporte constantes.

Neste post, listo fatores associados ao maior sucesso do tratamento, especialmente da manutenção da redução de peso.

Referências: N Engl J Med 2021;384:1719-30 | Med Clin North Am. 2018;102(1):183–197 | Arch Endocrinol Metab.2022;28;66(2):139-151 | Obes Rev.2020;21(5):e13003 | Obesity.2011;19(10):1987-98

A grande dificuldade no tratamento do excesso de peso não está no período de perda de peso, mas sim na manutenção do pes...
15/04/2026

A grande dificuldade no tratamento do excesso de peso não está no período de perda de peso, mas sim na manutenção do peso perdido a longo prazo.

A sustentação dos benefícios no longo prazo envolve interações entre a nossa biologia, o comportamento e ambiente em que vivemos. Para além da predisposição genética, podemos citar fatores como o fácil acesso e a praticidade dos alimentos ultraprocessados, a falta de espaços adequados para atividade física, rotinas exaustivas, além de todos os aspectos emocionais que podem impactar na forma como nos alimentamos.

Do ponto de vista biológico, a perda de peso leva a uma redução do gasto de energia e ao aumento do apetite de forma desproporcional, como uma forma do organismo retomar o peso máximo atingido na vida. Assim, se torna cada vez mais difícil manter a alimentação e os hábitos que levaram à perda de peso.

Apesar de vários desses fatores irem muito além da vontade própria do indivíduo, é comum existir sentimento de culpa e julgamentos de preguiça e falta de força de vontade. Por isso, é fundamental entendermos a complexidade da obesidade e dos fatores que a tornam uma doença crônica. É uma condição que exigirá, para além de mudanças estruturais que vão além das nossas escolhas individuais, atenção constante, tratamento continuado e muito automonitoramento.

O chocolate faz parte da tradição da Páscoa e das confraternizações em família, sendo uma demonstração de carinho que at...
07/04/2026

O chocolate faz parte da tradição da Páscoa e das confraternizações em família, sendo uma demonstração de carinho que atravessa as gerações.

No entanto, o consumo exagerado e prolongado após o feriado pode se tornar um problema, afetando negativamente o controle do peso e da saúde.

Pensando nisso, algumas estratégias podem ajudar a tornar o consumo de chocolate mais consciente e equilibrado. 🍫

Fechando as férias com chave de ouro, celebrando o amor ☀️🧡
11/01/2026

Fechando as férias com chave de ouro, celebrando o amor ☀️🧡

Hoje o dia amanhece florido e com a sensação de dever cumprido.Grandes sonhos se constroem com esforço e dedicação, mas ...
26/11/2025

Hoje o dia amanhece florido e com a sensação de dever cumprido.

Grandes sonhos se constroem com esforço e dedicação, mas também com uma dose de coragem.

Queridos profs. e , obrigada por me guiarem nessa trajetória.

Registros destes dias intensos e muito especiais de congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes
01/11/2025

Registros destes dias intensos e muito especiais de congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes

Que felicidade compartilhar a publicação deste trabalho, fruto do período que estive em Seattle.Nós avaliamos a relação ...
07/08/2025

Que felicidade compartilhar a publicação deste trabalho, fruto do período que estive em Seattle.

Nós avaliamos a relação entre níveis elevados de glicose em jejum (açúcar no sangue) e o risco de desenvolver 7 tipos de câncer: mama, pâncreas, colorretal, fígado, bexiga, pulmão e ovário.

Incluímos dados de 147 estudos publicados até 2023, por meio de uma metodologia de revisão sistemática e meta-análise chamada “Burden of Proof” (BoP), que fornece estimativas conservadoras de risco em saúde.

Demonstramos que níveis elevados de glicose no sangue aumentam o risco de câncer de intestino (colorretal), câncer de mama e de pâncreas, mesmo em níveis de pré-diabetes (glicose entre 100–125 mg/dL).

Para cânceres como de fígado, pulmão e bexiga, o aumento de risco foi mais fraco, e para ovário não foi significativo.

Considerando que o número de pessoas com pré-diabetes e diabetes está aumentando no mundo todo, nosso estudo reforça a importância de mantermos níveis adequados de açúcar no sangue, e dessa forma poderemos reduzir também o risco de alguns tipos de câncer.

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