Dra Mariane S. Fontes

Dra Mariane S. Fontes Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Dra Mariane S. Fontes, Médico/a, Rio de Janeiro.

Oncologista Clinica formada pelo INCA.(2013)

Clinical Fellowship The Royal Marsden Hospital and Institute of Cancer Research - Londres (2014-2017)
Jardim Botânico e Botafogo - RJ
Acesse e saiba mais: https://marianefontesmd.com.br/

09/05/2026

A literatura médica classifica a obesidade como um fator de risco direto para a formação de tumores na mama, no endométrio e no intestino. O acúmulo de tecido adiposo gera um estado inflamatório crônico que facilita a proliferação de células malignas. A introdução dos agonistas do receptor GLP-1 alterou o controle clínico do peso e do diabetes tipo 2.

Estudos observacionais recentes identificaram uma queda na incidência de cânceres associados à obesidade em pacientes submetidos a essas medicações. A comunidade científica oncológica investiga se esse benefício protetor decorre exclusivamente da perda de gordura corporal ou de uma ação bioquímica direta da droga nas vias inflamatórias do organismo.

A prescrição desses medicamentos com a finalidade isolada de prevenção tumoral carece de aprovação nas diretrizes atuais. A indicação clínica permanece estritamente vinculada ao tratamento metabólico. O avanço desses ensaios clínicos determinará a possível incorporação dessa classe de fármacos nas estratégias futuras de redução de risco oncológico.

Discuta o manejo adequado do seu peso e o impacto metabólico na sua saúde com a equipe médica responsável pelo seu acompanhamento.

Dra. Mariane Fontes Dias
CRM 839655 RJ | RQE N° 29498

A presença de sangue na urina e a dor durante a micção em pacientes do s**o feminino induzem frequentemente à prescrição...
29/04/2026

A presença de sangue na urina e a dor durante a micção em pacientes do s**o feminino induzem frequentemente à prescrição empírica de antibióticos. A Sociedade Brasileira de Urologia estabelece o diagnóstico de infecção urinária recorrente apenas mediante a comprovação de dois episódios em seis meses ou três episódios em um ano, com a exigência obrigatória de urocultura positiva. A repetição de ciclos antimicrobianos sem essa confirmação laboratorial mascara o desenvolvimento de neoplasias.

A literatura oncológica documenta o impacto dessa conduta medicamentosa no prognóstico feminino. A Associação Europeia de Urologia comprova que as mulheres recebem o diagnóstico de câncer de bexiga em estágios clínicos mais avançados em comparação à população masculina em razão da sobreposição de sintomas com quadros inflamatórios benignos. A investigação médica exige a mudança de estratégia diante de queixas do trato urinário refratárias ao tratamento inicial.

A execução da cistoscopia fornece a inspeção visual direta da mucosa vesical. Esse exame endoscópico localiza lesões malignas na parede da bexiga e viabiliza a extração de tecido para a análise patológica. A exclusão de um carcinoma urotelial precede a manutenção de terapias prolongadas para supostas infecções crônicas.

A adoção de um protocolo de vigilância ativa pela paciente acelera a identificação de sinais oncológicos de alerta. O monitoramento diário exige a observação da cor da urina para detectar sangramentos visíveis, o registro do aumento súbito na urgência miccional e a anotação de ardências pélvicas que não cedem com o fim do antibiótico. O relato documentado dessas alterações direciona a conduta investigativa do especialista.

Busque a avaliação de um urologista para investigar sintomas urinários persistentes e estabelecer o diagnóstico correto.

📌Referência: https://portaldaurologia.org.br/sua-saude/duvidas-frequentes/como-evitar-a-infeccao-urinaria-recorrente

O medo de um câncer leva muitos homens a buscarem ressonâncias de corpo inteiro de forma independente. A crença popular ...
24/04/2026

O medo de um câncer leva muitos homens a buscarem ressonâncias de corpo inteiro de forma independente. A crença popular sugere que o escaneamento total do organismo garante proteção máxima contra a doença. A medicina baseada em evidências alerta exatamente para o oposto.

A execução de baterias de exames sem um direcionamento clínico gera laudos com alterações irrelevantes. Esses achados duvidosos provocam ansiedade no paciente e resultam na realização de biópsias desnecessárias. O verdadeiro diagnóstico precoce exige investigação estruturada.

Um paciente com histórico de tumor de próstata na família carrega um fator de risco genético claro. Essa condição demanda uma avaliação urológica com foco na próstata e exames de sangue direcionados. O mapeamento genérico do corpo falha em investigar a glândula com o nível de detalhe exigido para localizar lesões milimétricas.

O rastreamento oncológico cruza a idade e o histórico familiar para definir a intervenção médica exata. Essa estratégia possui comprovação científica para localizar o câncer muito antes do surgimento de qualquer sinal físico de alerta.

Entenda quais avaliações realmente fazem sentido para a detecção de tumores urológicos. Leia o artigo completo: https://marianefontesmd.com.br/importancia-dos-exames-de-rastreamento-canceres-urologicos/

O Instituto Nacional de Câncer projeta o registro de 781 mil novos diagnósticos oncológicos anuais no Brasil até 2028. A...
19/04/2026

O Instituto Nacional de Câncer projeta o registro de 781 mil novos diagnósticos oncológicos anuais no Brasil até 2028. A análise desse relatório epidemiológico evidencia o impacto direto do envelhecimento populacional e da exposição cumulativa a fatores de risco na incidência de tumores. O câncer de próstata lidera isoladamente essa estatística na população masculina, representando 30,5% das ocorrências registradas.

A rotina de alta complexidade da uro-oncologia absorve o manejo dessa demanda crescente. O desenvolvimento do tumor prostático ocorre frequentemente de forma assintomática nos estágios iniciais. A lesão maligna primária surge, na maioria dos casos, na zona periférica da glândula. Essa disposição anatômica específica permite a proliferação celular contínua sem causar compressão imediata no canal da uretra.

A ausência de bloqueio urinário retarda o aparecimento de sinais de alerta no corpo do paciente. O agendamento de consultas urológicas pautado exclusivamente no surgimento de dores ou sangramentos elimina a principal janela de tratamentos com intenção curativa. O rastreamento estruturado cruza a dosagem sanguínea do PSA com o exame físico para mapear a próstata antes da ocorrência de alterações anatômicas graves. A detecção de nódulos na fase milimétrica viabiliza o planejamento de cirurgias precisas com foco na remoção da doença e na preservação da função urinária e sexual.

781 mil diagnósticos por ano. O seu não precisa ser um deles. Não adie o seu check-up.
O diagnóstico oncológico precoce exige investigação ativa. Mantenha a sua rotina de rastreamento anual atualizada com o seu urologista.

📌 Referência: Instituto Nacional de Câncer (INCA). INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil.
🔗 Link: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2026/inca-estima-781-mil-novos-casos-de-cancer-por-ano-no-brasil-entre-2026-e-2028

Recentemente, uma matéria publicada pela BBC Brasil trouxe um alerta muito relevante sobre o risco ignorado do HPV na po...
15/04/2026

Recentemente, uma matéria publicada pela BBC Brasil trouxe um alerta muito relevante sobre o risco ignorado do HPV na população masculina. O texto evidencia que a maioria das pessoas associa o vírus apenas ao câncer de colo de útero, mas a infecção desponta como uma das principais causas de tumores de garganta, p***s e â**s em homens.

A compreensão desse cenário exige clareza sobre como a doença evolui. A transmissão do vírus acontece pelo simples contato com a pele ou com a mucosa de uma pessoa infectada, mesmo que não ocorra penetração. A partir do contágio, o grande obstáculo para a cura passa a ser o diagnóstico tardio. O HPV se instala e age de forma completamente silenciosa no corpo masculino.

A infecção inicial quase nunca provoca dores ou feridas visíveis. Essa ausência de sintomas faz o homem acreditar que está perfeitamente saudável, o que adia naturalmente a ida ao médico. Durante esse longo período sem acompanhamento, o vírus ganha tempo para alterar as células da região ge***al de forma progressiva até a formação de um tumor.

A proteção real exige que o paciente conheça os sinais do próprio corpo e busque intervenção especializada no momento certo. O agendamento com um urologista torna-se necessário ao notar alterações pontuais, como o surgimento de feridas que não cicatrizam na área ge***al, pequenos nódulos, espessamento da pele do p***s ou sangramentos anormais.

A imunização com a vacina cria uma barreira contra os tipos mais graves do vírus. Essa proteção, somada à realização do exame físico regular no consultório, permite a localização e a remoção de pequenas lesões na pele muito antes do desenvolvimento de um câncer.

Acesse a matéria completa da BBC para compreender a dimensão desse alerta: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0e5g2r0d1jo

A oncologia caminha a passos largos para a personalização e a ASCO GU 2026 confirmou: o futuro do tratamento urológico é...
08/04/2026

A oncologia caminha a passos largos para a personalização e a ASCO GU 2026 confirmou: o futuro do tratamento urológico é agora. 🚀

Trago aqui quatro destaques que prometem transformar a prática clínica:
KEYNOTE-B15: nova combinação quase dobrou a resposta completa no câncer de bexiga invasivo
PEACE-3: combinação de medicamentos reduz risco de morte no câncer de próstata com metástases ósseas — com participação do LACOG GU
IMvigor011: exame de sangue (ctDNA) identifica quem precisa de imunoterapia após cirurgia — já disponível no Brasil
IRONMAN Registry: estudo internacional mostra a importância da saúde mental na sobrevida do câncer de próstata
Salve este post e me siga para mais atualizações sobre oncologia, câncer urológico, imunoterapia e medicina de precisão.

04/03/2026

Antigamente, a medicina se resumia a seguir protocolos: para a doença X, o remédio Y.
Mas a oncologia moderna nos mostrou que essa conta não fecha se esquecermos do fator principal: quem é a pessoa que está recebendo esse tratamento?

Como digo no vídeo, o cuidado de excelência hoje se apoia em 4 pilares inegociáveis:
1️⃣ A biologia do tumor: entender a genética e as mutações específicas daquela doença (Medicina de Precisão).
2️⃣ O contexto clínico: como está a saúde geral desse paciente?
3️⃣ Os valores pessoais: o que é importante para VOCÊ? O que você não abre mão na sua rotina?
4️⃣ Qualidade de vida: o tratamento deve permitir que você viva, e não apenas sobreviva.

Ouvir a ciência é fundamental. Mas saber traduzi-la para a realidade e para os desejos de cada paciente é o que torna a medicina humana.
O cuidado mudou. E nós mudamos com ele.

💬 Você sente que o seu tratamento leva em conta quem você é, além do diagnóstico? Me conte aqui nos comentários. 👇

Quando falamos em uro-oncologia, é natural pensar imediatamente no "trio" mais frequente: próstata, rins e bexiga.Mas o ...
27/02/2026

Quando falamos em uro-oncologia, é natural pensar imediatamente no "trio" mais frequente: próstata, rins e bexiga.
Mas o trato urinário é um sistema complexo, e existem estruturas que, embora menos faladas, também podem desenvolver tumores. A raridade desses casos exige um olhar clínico altamente treinado, pois os sintomas muitas vezes se confundem com condições benignas.

Quero chamar sua atenção para três tipos específicos:
1️⃣ Câncer de ureter: o ureter é o canal fino que transporta a urina do rim até a bexiga. Tumores aqui podem ser silenciosos ou causar sangramento na urina (hematúria). O desafio? Às vezes, o ultrassom de rins e bexiga parece normal, mas o sangramento persiste. Nesses casos, a investigação precisa ser aprofundada especificamente no ureter.
2️⃣ Câncer primário de uretra: a uretra é o canal final de saída da urina. Por ser um câncer raro, é comum que pacientes passem meses tratando sintomas como se fossem infecções urinárias de repetição ou estenoses (estreitamentos), atrasando o diagnóstico real.
3️⃣ Câncer de úraco: você sabia que temos resquícios da vida fetal no corpo? O úraco é um ligamento que conectava a bexiga ao umbigo no útero. Tumores de úraco são agressivos e se localizam tipicamente no topo da bexiga (cúpula), exigindo uma cirurgia muito específica.

🔍 Por que isso importa? Na medicina, só diagnosticamos aquilo que suspeitamos. Ter um especialista atento aos sinais "fora do padrão" é crucial para não perder tempo valioso.

✈️ Compartilhe este post e ajude a levar informação sobre doenças pouco faladas, mas que precisam de diagnóstico precoce.

Imagine monitorar o comportamento de um tumor ou detectar sinais de recidiva com a simplicidade de uma coleta de sangue....
25/02/2026

Imagine monitorar o comportamento de um tumor ou detectar sinais de recidiva com a simplicidade de uma coleta de sangue.
Parece futurista, mas essa tecnologia já é uma realidade na uro-oncologia: chamamos de Biópsia Líquida.

🔬 O que é? Os tumores soltam fragmentos microscópicos de DNA na corrente sanguínea (ou na urina). A biópsia líquida é uma tecnologia ultrassensível capaz de captar e analisar esses fragmentos. É como encontrar a "impressão digital" da doença circulando no corpo.

📈 Por que isso muda o jogo?
1️⃣ Menos Invasiva: diferente da biópsia tradicional (que exige agulhas e punções no órgão), a biópsia líquida é feita com amostras de sangue ou urina, trazendo conforto e segurança para o paciente.
2️⃣ Vigilância em tempo real: permite monitorar se o tratamento está funcionando agora, sem precisar esperar meses para ver mudanças no exame de imagem.
3️⃣ Detecção precoce de recidiva: em alguns casos, ela consegue apontar o retorno da doença antes mesmo de ela ser visível na tomografia.
4️⃣ Personalização: ajuda a identificar mutações específicas do tumor, permitindo que escolhamos drogas-alvo mais eficientes para o seu caso.

⚠️ Importante: ela não substitui os exames de imagem ou a biópsia tradicional em todos os momentos, mas chega para complementar o diagnóstico e refinar nossas decisões.

O tratamento do câncer não é mais o mesmo de 10 anos atrás. Hoje, temos ferramentas para estarmos um passo à frente da doença.

🧬 Está em acompanhamento oncológico? Converse com seu médico sobre a biópsia líquida. A tecnologia pode estar ao seu favor.

Você foi fazer um ultrassom de rotina e saiu com um diagnóstico no rim. E agora?Essa é a história de grande parte dos pa...
23/02/2026

Você foi fazer um ultrassom de rotina e saiu com um diagnóstico no rim. E agora?

Essa é a história de grande parte dos pacientes que chegam ao meu consultório. O câncer de rim, especificamente o Carcinoma de Células Renais, é conhecido por ser uma doença silenciosa em suas fases iniciais.
Diferente de outros tumores, ele não costuma avisar que está ali.
Mas, ironicamente, essa descoberta acidental (o que chamamos de incidentaloma) é, muitas vezes, uma sorte. Ela nos permite agir rápido, em estágios onde as chances de cura são altíssimas e as possibilidades de preservar o órgão são maiores.

Neste carrossel, explico os fatores de risco, por que ele ocorre e como a uro-oncologia moderna trata esses casos — da cirurgia robótica à imunoterapia.

O susto inicial é inevitável, mas o tratamento correto traz segurança.

📥 Se você (ou alguém próximo) já passou por um diagnóstico renal, salve este conteúdo. Informação é a base para decisões mais seguras.

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