Juliane Pimenta - Gerontologia e Estimulação Cognitiva

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Juliane Pimenta - Gerontologia e Estimulação Cognitiva Atendimento gerontológico para idosos e familiares de Sorocaba e região, com enfoque na gestão das demandas advindas do envelhecimento.

03/09/2026

E vocês, são de qual área?

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01/09/2026
Sabe quando você percebe que existem muitas informações sobre a pessoa idosa, mas elas estão espalhadas?Um exame está co...
20/08/2026

Sabe quando você percebe que existem muitas informações sobre a pessoa idosa, mas elas estão espalhadas?

Um exame está com um profissional, uma mudança na rotina foi percebida pela família, uma dificuldade apareceu nos últimos meses, alguém lembra de uma queda, outro profissional tem uma informação diferente…

E, no fim, f**a difícil enxergar a história toda.

É justamente por isso que, na avaliação gerontológica, eu não olho apenas para o que está acontecendo naquele momento.

Eu organizo essas informações, resgato o histórico e registro o que é importante acompanhar ao longo do tempo.

Assim, a família não precisa depender apenas da memória ou tentar reconstruir a história a cada nova consulta. A pessoa idosa também passa a ter um registro que acompanha sua trajetória de cuidado.

E tem uma pergunta simples que pode fazer você perceber o valor disso:

Se amanhã outro profissional precisasse entender como você chegou até ele, você conseguiria mostrar essa história de forma organizada?

É esse tipo de continuidade que um documento gerontológico pode proporcionar.

Quer entender como funciona a avaliação gerontológica?
Entre em contato comigo.

Faça uma conta rápida aqui comigo:Se você voltar a estudar aos 40, se forma aos 46. Aos 60, tem uma carreira de quatorze...
14/08/2026

Faça uma conta rápida aqui comigo:

Se você voltar a estudar aos 40, se forma aos 46. Aos 60, tem uma carreira de quatorze anos. Faz sentido?

E por quê, quase toda semana, eu escuto a frase "não tenho mais idade para isso".

Escuto de quem tem 45 e de quem tem 75. E quase sempre ela aparece diante de algo que a pessoa ainda teria vinte, trinta anos para viver.

A psicologia do desenvolvimento chama de eventos não normativos aqueles que acontecem fora do roteiro esperado para cada idade. Bernice Neugarten mostrou que o desconforto raramente vem do evento, e sim da sensação de estar fora de hora.

Só que esse relógio foi acertado para uma vida bem mais curta. Com o atual aumento da longevidade, estudar aos 40, mudar de carreira aos 55 e começar a dançar aos 60 pararam de ser exceção.

O tempo vai passar de qualquer forma e o importante é nos desapegarmos dos números, pois a idade não dita a regra.

Não conquistei meu primeiro milhão.A primeira frase deste carrossel é falsa.Ela existiu para mostrar um comportamento qu...
31/07/2026

Não conquistei meu primeiro milhão.

A primeira frase deste carrossel é falsa.

Ela existiu para mostrar um comportamento que acontece todos os dias.

Nosso cérebro responde muito mais rápido a promessas de ganho imediato do que a benefícios que só aparecem no futuro.

É por isso que procedimentos, soluções rápidas e resultados instantâneos recebem tanta atenção.

Enquanto isso, atividade física, sono, alimentação, controle da pressão arterial e exames preventivos continuam sendo adiados.

Porque prevenção não entrega uma recompensa imediata.

A economia comportamental explica esse fenômeno.

David Laibson descreveu o desconto hiperbólico: tendemos a reduzir o valor de benefícios futuros quando existe uma recompensa disponível agora.

Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir mostraram outro efeito importante: quando vivemos sob pressão de tempo, excesso de demandas ou escassez, nossa atenção entra em um "modo túnel". Passamos a responder apenas ao urgente, enquanto aquilo que protege nossa saúde permanece fora do campo de visão.

O problema é que as doenças crônicas não seguem essa lógica.

Elas são construídas lentamente, ao longo de anos.

E a prevenção também.

A diferença é que uma preserva a autonomia. A outra cobra seu preço quando já existe pouco espaço para escolha.

O resultado do autocuidado orgânico, raramente, aparece em uma fotografia.

Ele aparece no infarto que não aconteceu, na fratura evitada, no diagnóstico feito precocemente e nos anos vividos com independência.

A prevenção, dificilmente, será a tendência lucrativa do momento.

Mas continua sendo a intervenção com maior impacto sobre a longevidade e a qualidade de vida.

Se este conteúdo mudou sua perspectiva, salve para reler quando o "depois" parecer uma boa ideia.

Fontes: Laibson (1997); O'Donoghue & Rabin (1999); Mullainathan & Shafir (2013); Organização Mundial da Saúde (2025); Vigitel Brasil 2025.

Alexandre Kalache tem sustentado uma formulação que merece ser repetida: a velhice já não é privilégio para poucos, cada...
30/07/2026

Alexandre Kalache tem sustentado uma formulação que merece ser repetida: a velhice já não é privilégio para poucos, cada vez mais é a norma.

O Censo 2022 do IBGE registrou 32.113.490 pessoas com 60 anos ou mais no Brasil, 15,6% da população, com aumento de 56% em relação a 2010.

Envelhecer em escala é resultado de saneamento, vacinação, atenção primária, previdência e queda da mortalidade infantil.

Conquista social produzida por décadas de política pública.

O estudo Global Burden of Disease 2023, conduzido pelo IHME e divulgado em julho de 2026 no The Lancet Public Health, estima que o brasileiro vive em média 12,5 anos em condição ruim de saúde.

A média global é de 10,7 anos.

O país aparece na 16ª posição entre 204 nações analisadas nesse indicador.

Entre as causas que mais respondem por esses anos estão dor lombar, depressão e ansiedade, perda auditiva relacionada à idade e quedas.

Healthspan, ou expectativa de vida saudável, é o indicador que mede o tempo vivido com funcionalidade preservada.

Essa diferença se organiza em decisões que já estão disponíveis, nos lugares onde a vida acontece.

🖌No trabalho: jornada, ergonomia, pausa ativa, gestão da idade nas equipes e política de preparação para a aposentadoria.

🏋️‍♀️Na rotina: força muscular como prioridade clínica, sono acompanhado, audição e visão avaliadas, saúde bucal em dia.

👨‍👩‍👦‍👦Na família: conversar sobre dinheiro, moradia, cuidado e diretivas antecipadas de vontade antes da urgência.

💻No planejamento pessoal: rede de apoio nomeada, mobilidade urbana, reserva financeira específ**a para cuidado de longa duração.

Nenhuma dessas decisões exige idade mínima. Todas rendem mais quando tomadas com antecedência.

planejamentofamiliar

Um novo vício. Uma nova forma de pertencimento.Foi isso que a Natalia Dornellas | Jornalista Pró-Idade e a AVO | Movimen...
28/07/2026

Um novo vício. Uma nova forma de pertencimento.

Foi isso que a Natalia Dornellas | Jornalista Pró-Idade e a AVO | Movimento Pró-IDADE despertaram em mim. Cada nova coleção traz mais do que uma camiseta. Traz uma mensagem que merece ser discutida.

Desta vez: "Grisalha e Musa".

Demorei para entender por que essa frase chama tanta atenção. O impacto não está na palavra grisalha. Também não está na palavra musa. Está no "e".

Em algum momento, construímos a ideia de que essas duas características não poderiam coexistir na mesma mulher.

Susan Sontag descreveu esse fenômeno ao abordar o duplo padrão do envelhecimento. O avanço da idade costuma ampliar o reconhecimento social dos homens, enquanto, para muitas mulheres, passa a representar perda de valor simbólico. O mesmo cabelo branco que pode ser interpretado como experiência e prestígio em um homem frequentemente é associado, na mulher, à negligência estética. A consequência aparece em uma rotina de manutenção permanente, repetida mês após mês.

Liberdade é quando uma escolha deixa de produzir julgamento, influenciar oportunidades, relações e a forma como uma mulher é percebida.

Enquanto assumir os cabelos grisalhos continuar sendo interpretado como um ato de coragem, ainda existe um padrão operando. Coragem pressupõe enfrentar uma penalidade. O objetivo não deveria ser admirar mulheres que desafiam essa lógica, mas tornar desnecessário qualquer enfrentamento.

Talvez seja esse o maior valor de movimentos como este. Eles não mudam apenas a estética. Ampliam referências, legitimam diferentes formas de envelhecer e tornam o espaço social um pouco mais inclusivo para quem vem depois.

No fim, estamos falando do direito de envelhecer sem que a aparência determine competência, feminilidade, beleza ou relevância. Quando essa conversa deixar de causar estranhamento, provavelmente teremos avançado mais na forma de compreender o envelhecimento do que qualquer tendência estética seria capaz de produzir.

Obrigada Natalia Dornellas | Jornalista Pró-Idade AVO | Movimento Pró-IDADE 💪🏻🤎

Parte relevante das queixas de memória que chegam à avaliação gerontológica não corresponde a declínio cognitivo, e sim ...
24/07/2026

Parte relevante das queixas de memória que chegam à avaliação gerontológica não corresponde a declínio cognitivo, e sim a lapsos atencionais amplif**ados por ansiedade, privação de sono e sobrecarga.

A distinção entre os dois fenômenos é o primeiro critério que oriento famílias e clientes a conhecer.

O esquecimento benigno tem características definidas: a informação não foi perdida, foi mal registrada.

Esquecer onde deixou um objeto, não recordar momentaneamente um nome que retorna depois ou entrar em um cômodo sem lembrar o motivo são falhas de codif**ação, frequentes em qualquer idade e sensíveis ao contexto; pioram sob estresse e melhoram quando as condições de sono, humor e carga mental melhoram.

O quadro que justif**a investigação tem outra natureza: repetição da mesma pergunta sem a lembrança de tê-la feito; esquecimento de eventos completos e recentes; desorientação em trajetos conhecidos; declínio funcional novo em tarefas antes dominadas, como finanças e medicações. Um marcador adicional relevante é a discrepância de percepção, quando a família nota mais alterações do que a própria pessoa.

Há ainda um ponto que merece grande atenção: a ansiedade em relação à memória compromete o desempenho da memória. A auto vigilância constante aumenta o registro das falhas e retroalimenta a queixa, o que torna a avaliação estruturada um instrumento duplo; ela identif**a precocemente o que exige intervenção, com base em dados, um ciclo de preocupação sem fundamento clínico.

Na prática: mudança de padrão em relação ao funcionamento habitual da pessoa é o critério que indica avaliação.

Instrumentos validados, somados à história funcional, permitem essa diferenciação com segurança.

Se este conteúdo organizou algo que você já observava, compartilhe nos Stories; a distinção entre distração e sinal costuma ser exatamente a informação que falta em muitos casos.

21/07/2026

O etarismo nem sempre aparece de forma explícita.

Muitas vezes, ele está presente em comentários e expectativas que associam capacidades, escolhas e papéis sociais à idade cronológica.

Quando essa lógica passa a orientar decisões, ela deixa de ser apenas uma opinião e passa a influenciar oportunidades, relações e até a forma como cada pessoa percebe o próprio potencial.

A Organização Mundial da Saúde define o etarismo como os estereótipos, preconceitos e discriminações direcionados às pessoas em razão da idade.

O Global Report on Ageism mostra que esse fenômeno está associado a piores desfechos em saúde, menor participação social e redução de oportunidades em diferentes contextos da vida.

Na gerontologia, entendemos que o envelhecimento é um processo heterogêneo.

Ele resulta da interação entre fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos e ambientais.

Por isso, a idade cronológica, sozinha, diz muito pouco sobre funcionalidade, autonomia ou capacidade de aprender, trabalhar, construir relações e desenvolver novos projetos.

É nesse contexto que frases como "você não tem idade para isso" ou "isso não combina com a sua idade" merecem atenção.

Embora muitas vezes sejam ditas sem intenção de discriminar, elas reforçam estereótipos e podem influenciar decisões importantes.

Com o tempo, esses discursos limitam oportunidades e naturalizam desigualdades.

Enfrentar o etarismo exige rever a forma como utilizamos a idade em diferentes contextos, da assistência à saúde ao mercado de trabalho, da educação à comunicação.

Na perspectiva da gerontologia, reconhecer as mudanças que acompanham o envelhecimento signif**a compreender que o envelhecimento é diverso e que respostas individuais não podem ser previstas apenas pelo número de anos vividos.

Esse é um compromisso que diz respeito a todos nós.

Quanto mais substituímos pressupostos por evidências, mais favorecemos ambientes em que pessoas de diferentes idades possam participar da sociedade com autonomia, respeito e acesso às mesmas oportunidades.

Para onde caminha o futuro se deixarmos de lado quem construiu o nosso presente.Essa pergunta guia o carrossel de hoje, ...
16/07/2026

Para onde caminha o futuro se deixarmos de lado quem construiu o nosso presente.

Essa pergunta guia o carrossel de hoje, que preparei para dois públicos ao mesmo tempo: as empresas que estão migrando seus serviços para o digital e as pessoas idosas que querem ocupar esse espaço com autonomia.

O Brasil já tem 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e em 2031 os idosos devem superar o número de crianças no país. Essa geração movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano, aproximadamente um quarto do consumo das famílias, com projeção de R$ 3,8 trilhões em 2044.

Ao mesmo tempo, apenas 59% das pessoas idosas usam internet, e a comunicação das marcas segue distante: 73% se sentem invisíveis para a publicidade e só 7% dos anunciantes as incluem em campanhas.

Chamo esse descompasso pelo nome que a literatura dá a ele: ageísmo digital. E ele tem solução.

Neste carrossel, você encontra o que as empresas precisam considerar antes de uma transição totalmente digital, o que os negócios que já nasceram digitais podem fazer para conquistar esse público, os programas de inclusão digital que estão dando certo no Brasil e um guia prático para a pessoa idosa que quer aprender: onde encontrar cursos gratuitos, como estruturar o aprendizado e quais mitos merecem ser aposentados de uma vez.

Um cuidado essencial atravessa toda essa conversa: parte dessa geração envelhece sem renda suficiente, sem escolaridade e sem letramento digital. Inclusão verdadeira alcança também essas pessoas.

Se este conteúdo fez sentido, salve para consultar depois, compartilhe com uma empresa que precisa repensar seus canais e marque uma pessoa idosa que quer dar o primeiro passo.

Me conte nos comentários: qual barreira digital você ou sua família já enfrentaram?

Fontes: IBGE, Censo 2022; TIC Domicílios 2024, Cetic.br; Data8, Brasil Prateado; AlmapBBDO e Qualibest, A Revolução da Longevidade; TODXS, ONU Mulheres e Heads; Hype60+ e Pipe Social, Tsunami Prateado.

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