Dra. Tamara Mazaracki

Dra. Tamara Mazaracki Medicina Ortomolecular, Nutrologia, Medicina Estética, Pró-envelhecimento, Dietas Personalizadas, Atletas, Idosos, Gestantes.

O Dia Mundial do Câncer é um convite à conscientização baseada em ciência. Câncer é a segunda principal causa de morte n...
04/02/2026

O Dia Mundial do Câncer é um convite à conscientização baseada em ciência. Câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, e exige a identificação de fatores de risco modificáveis ​​para otimizar sua prevenção. A alimentação emerge como um foco crucial nos esforços de pesquisa atuais.

A nutrição tem forte papel na prevenção de distúrbios na fisiologia humana, e exerce um papel fundamental na modulação do ambiente metabólico, influenciando processos relacionados ao desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo o câncer.

Inflamação de baixo grau, resistência à insulina, disfunção mitocondrial e estresse oxidativo criam um terreno biológico favorável a alterações celulares. A alimentação, por sua vez, pode atuar reduzindo esses estímulos ao fornecer fitoquímicos, ácidos graxos essenciais, fibras, antioxidantes e outros micronutrientes vitais à integridade do DNA.

A abordagem nutricional preventiva não promete cura nem elimina riscos de forma absoluta, mas contribui para um organismo mais resiliente, com melhor controle inflamatório, imunológico e metabólico. Prevenir é agir de forma consciente e contínua sobre os fatores modificáveis da saúde.

*Nutrients 2024. Dietary Interventions for Cancer Prevention: An Update to ACS International Guidelines.

O câncer de pele é uma condição bastante comum e atinge cerca de uma em cada cinco pessoas. A maioria dos casos correspo...
05/01/2026

O câncer de pele é uma condição bastante comum e atinge cerca de uma em cada cinco pessoas. A maioria dos casos corresponde aos tipos não melanoma, como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. Durante o verão, quando a exposição ao sol costuma ser mais intensa, a prevenção se torna ainda mais importante. Nesse contexto, a niacinamida, uma forma da vitamina B3, tem se destacado por seu potencial efeito protetor sobre a pele.

Em um estudo recente, publicado no JAMA Dermatology, o uso de niacinamida foi associado a uma redução de 14% no risco de desenvolvimento de novos cânceres de pele não melanoma, especialmente em pessoas que já tiveram um carcinoma prévio. Pesquisas anteriores também mostraram resultados expressivos: a suplementação com 500 mg de niacinamida duas vezes ao dia reduziu o surgimento de novos cânceres de pele não melanoma em 23% e diminuiu em até 15% a ocorrência de lesões pré-cancerosas.

Esses benefícios estão relacionados à capacidade da niacinamida de restaurar os níveis de NAD+, molécula essencial para o reparo do DNA celular. Além disso, ela ajuda a reduzir processos inflamatórios, fortalece as defesas imunológicas da pele e contribui para a integridade da barreira cutânea, responsável por manter a hidratação e proteger contra agressões ambientais.

Para uso contínuo e de longo prazo, doses menores e fracionadas — 50 mg três vezes ao dia — são consideradas seguras e sustentáveis. Quando combinada a hábitos adequados de exposição solar e a uma alimentação equilibrada, a niacinamida pode atuar como uma importante aliada no fortalecimento natural das defesas da pele.

*JAMA Dermatology 2025. Nicotinamide for Skin Cancer Chemoprevention.

O inflamassoma é um complexo proteico formado dentro das células do sistema imune (como macrófagos e células dendríticas...
17/11/2025

O inflamassoma é um complexo proteico formado dentro das células do sistema imune (como macrófagos e células dendríticas) quando elas detectam perigo — seja uma infecção, toxinas, estresse oxidativo ou dano celular. Ele funciona como um “sensor de alarme” intracelular, ativando respostas inflamatórias rápidas e potentes.

Quando o inflamassoma é benéfico:
Em situações agudas — como uma infecção — o inflamassoma é essencial para eliminar patógenos e reparar tecidos. Ele é parte da defesa natural do organismo.

Quando se torna prejudicial:
Se o inflamassoma permanece cronicamente ativado, ele alimenta um estado de inflamação de baixo grau (inflammaging), característico de várias condições.
- Doenças metabólicas (diabetes tipo 2, obesidade, gordura no fígado)
- Neuroinflamação e doenças neurodegenerativas (Alzheimer, Parkinson)
- Doenças cardiovasculares e autoimunes
- Envelhecimento acelerado

Modulação natural do inflamassoma:
Alguns compostos, presentes em alimentos e suplementos, e bons hábitos de vida podem regular a ativação indevida do inflamassoma, ajudando a manter o equilíbrio inflamatório.

- Polifenóis: curcumina, resveratrol, quercetina
- Compostos sulfurados: alicina, sulforafano (alho, brócolis)
- Ácidos graxos ômega-3
- Jejum intermitente e restrição calórica leve
- Sono adequado, atividade física e controle do estresse

*Int J Mol Sciences 2025. Potential Role of Inflammasomes in Aging.

Centenários carregam os mesmos genes associados a doenças que o restante da população, mas seus organismos desenvolvem m...
04/08/2025

Centenários carregam os mesmos genes associados a doenças que o restante da população, mas seus organismos desenvolvem mecanismos de proteção capazes de neutralizar esses riscos genéticos. Cientistas avançaram significativamente na compreensão dos fatores que permitem a algumas pessoas viver mais de 100 anos, enquanto outras não ultrapassam os 80. Fatores ambientais — como alimentação, atividade física e controle do estresse — respondem por cerca de 50% da longevidade, enquanto a genética explica aproximadamente 25%. Um achado relevante é que centenários vivenciam a “compressão da morbidade”: permanecem saudáveis por quase toda a vida e só adoecem seriamente nos anos finais, ao contrário do padrão comum de acúmulo progressivo de doenças.

A prática regular de exercícios é um dos preditores mais fortes de longevidade. Isso não significa correr maratonas aos 90 anos, mas manter uma rotina de atividade física moderada e constante ao longo da vida. A alimentação também desempenha um papel crucial. Centenários tendem a seguir dietas ricas em vegetais, frutas, leguminosas, nozes, grãos integrais e produtos fermentados. A qualidade dos alimentos é fundamental — cereais refinados, açúcares e óleos vegetais ricos em ômega-6 estão ligados ao aumento do risco de mortalidade.

Um fator surpreendente na longevidade é o papel do microbioma intestinal. Centenários apresentam perfis bacterianos distintos, com maiores quantidades de Akkermansia e Bifidobacterium — microrganismos associados à saúde metabólica, imunidade e atividade anti-inflamatória. À medida que as pessoas envelhecem, suas bactérias intestinais geralmente se tornam menos diversas e dominadas por espécies nocivas, enquanto os centenários contrariam essa tendência, mantendo uma microbiota rica e diversa.

*Frontiers in Medicine 2025. Factors involved in human healthy aging: insights from longevity individuals.

O colágeno é a proteína mais abundante no corpo humano e desempenha um papel estrutural essencial em tecidos como pele, ...
28/07/2025

O colágeno é a proteína mais abundante no corpo humano e desempenha um papel estrutural essencial em tecidos como pele, ossos, músculos, tendões e ligamentos. Nas últimas décadas, a suplementação com colágeno tem sido amplamente estudada e associada a benefícios na saúde e integridade desses tecidos. No entanto, pouco se sabe sobre a quantidade de colágeno consumida naturalmente na dieta da população em geral. Pesquisadores realizaram uma análise de dados da Pesquisa Nacional de Nutrição de Adultos da Irlanda, com o objetivo de quantificar a ingestão de colágeno alimentar em adultos.

A amostra incluiu 1500 adultos com idades entre 18 e 90 anos, divididos em jovens (18–39 anos), meia-idade (40–64 anos) e idosos (≥65 anos). A ingestão média diária de colágeno na população foi de 3,2 gramas por dia, o que corresponde a cerca de 3,6% do total de proteínas consumidas. Homens apresentaram maior ingestão absoluta e relativa de colágeno do que as mulheres em todas as faixas etárias. Idosos consumiam menos colágeno do que os de meia-idade, sugerindo uma redução do aporte justamente na fase da vida em que há maior necessidade de suporte à saúde dos tecidos conjuntivos.

O estudo revelou que a ingestão de colágeno na dieta habitual é relativamente baixa — tanto em termos absolutos quanto proporcionais ao consumo total de proteínas. Isso é particularmente preocupante em mulheres e indivíduos mais velhos, grupos mais vulneráveis à perda de massa muscular, densidade óssea e elasticidade da pele. Dado que ensaios clínicos com suplementação de colágeno costumam utilizar doses entre 5 e 15 gramas diárias para promover benefícios mensuráveis, a ingestão alimentar observada está muito aquém dos níveis considerados eficazes em estudos de intervenção.

*J Nutrition 2025. Habitual Dietary Collagen Intake Is Lower in Females & Older Irish Adults Compared with Younger Males.

Manter uma dieta equilibrada favorece a cicatrização e a integridade da pele. Já padrões alimentares inadequados afetam ...
21/07/2025

Manter uma dieta equilibrada favorece a cicatrização e a integridade da pele. Já padrões alimentares inadequados afetam negativamente os processos biológicos cutâneos, desde a juventude até o envelhecimento. Uma alimentação rica em fitoquímicos, proteínas, peptídeos de colágeno, óleos funcionais (ricos em ácidos graxos ômega-3), probióticos, minerais e vitaminas é fundamental para minimizar as alterações associadas ao envelhecimento da pele. Desequilíbrios nutricionais e hábitos alimentares pouco saudáveis estão ligados ao desgaste cutâneo acelerado.

No entanto, é difícil contar com uma dieta ou grupo alimentar que forneça todos os nutrientes necessários para o organismo e a pele. Por isso, é essencial manter um padrão alimentar variado e balanceado, com frutas e vegetais ricos em antioxidantes, oleaginosas, peixes gordurosos como o salmão e outras boas fontes de gorduras saudáveis, além de uma hidratação adequada. Para suavizar ou prevenir os sinais do envelhecimento cutâneo, alimentos integrais e suplementos orais — os nutracêuticos — vêm ganhando cada vez mais destaque.

As propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias de compostos derivados de plantas, com fitonutrientes como flavonoides, polifenóis e carotenoides, têm sido associadas à saúde da pele. O consumo regular de refeições ricas nesses compostos está relacionado à melhora da aparência cutânea e à redução do risco de fotoenvelhecimento. Compostos fenólicos e carotenoides, por exemplo, são abundantes em maçãs, laranjas, berries, frutas e vegetais amarelos e vermelhos, tomate, alho, cebola, cebolinha, vegetais crucíferos, leguminosas, entre outros.

*Experimental Gerontology 2025. Dietary phytochemicals alleviate the premature skin aging: A comprehensive review.

Os sintomas mais comuns do refluxo são azia e regurgitação ácida. Os fatores de risco para o refluxo esofágico incluem i...
07/07/2025

Os sintomas mais comuns do refluxo são azia e regurgitação ácida. Os fatores de risco para o refluxo esofágico incluem idade acima de 50 anos, obesidade, tabagismo, ansiedade, depressão e baixa atividade física. Medicamentos que afetam a pressão do esfíncter esofágico inferior, como nitratos, bloqueadores dos canais de cálcio e anticolinérgicos, também podem favorecer o desenvolvimento da doença. O refluxo pode levar a complicações como esofagite, sangramento gastrointestinal, anemia, úlcera, esôfago de Barrett, erosões dentárias, laringite, tosse, asma e sinusite.

Embora o refluxo seja geralmente atribuído ao excesso de acidez gástrica, há evidências crescentes de que, em muitos casos, a causa pode ser a acidez insuficiente (hipocloridria). O fechamento adequado do esfíncter esofágico inferior — a válvula que impede o retorno do conteúdo gástrico — depende de um pH suficientemente ácido no estômago. Quando a acidez é baixa, essa válvula pode não se fechar corretamente, permitindo o refluxo. A visão tradicional, ainda dominante, associa o problema ao excesso de ácido, levando ao uso difundido de antiácidos e inibidores da bomba de prótons (omeprazol e outros). Esses fármacos aliviam os sintomas, mas não tratam a causa subjacente, podendo até piorar a hipocloridria com o tempo.

Além disso, a baixa acidez gástrica pode retardar a abertura do esfíncter pilórico — a válvula que regula a passagem do conteúdo do estômago para o duodeno. O piloro se abre normalmente quando o quimo atinge pH entre 1,5 e 3,5. Se falta acidez, o conteúdo gástrico permanece por mais tempo no estômago, prejudicando a digestão e retardando a abertura do piloro, o que pode causar empachamento, distensão abdominal e refluxo fermentativo. Enzimas digestivas podem ajudar na correção do problema, junto com uma alimentação equilibrada.

*StatPearls 2024. Gastroesophageal Reflux Disease (GERD).

A doença de Alzheimer (DA) afeta milhões de pessoas no mundo e é um desafio significativo para a ciência. Embora existam...
16/06/2025

A doença de Alzheimer (DA) afeta milhões de pessoas no mundo e é um desafio significativo para a ciência. Embora existam tratamentos aprovados, eles geralmente apenas aliviam os sintomas. Pesquisas recentes estão investigando os mecanismos subjacentes da doença, e um caminho promissor é o uso da melatonina, conhecida por regular o sono e ritmo circadiano, mas que também melhora a função mitocondrial e a resposta imunológica.

As mitocôndrias são essenciais para a produção de energia nos neurônios e microglia (células imunes do cérebro). A disfunção mitocondrial — que ocorre precocemente no Alzheimer — leva à redução de energia, aumento do estresse oxidativo e morte neuronal. A melatonina, um potente antioxidante, protege as mitocôndrias, melhora a sua eficiência e reduz o estresse oxidativo. Em modelos animais de DA, a melatonina mostrou reduzir o déficit cognitivo. Além disso, ela otimiza o funcionamento da microglia, que na DA se torna cronicamente inflamatória e menos eficiente na remoção de proteínas tóxicas como tau e beta-amiloide. A melatonina ajuda a restaurar a função dessas células, reduzindo a inflamação e promovendo um perfil mais neuroprotetor.

A produção de melatonina diminui com o envelhecimento, e seus níveis são mais baixos na DA, em praticamente todos os fluidos corporais estudados, em comparação aos controles. Há evidências preliminares de que a melatonina pode melhorar o sono e a cognição em pacientes com Alzheimer. A pesquisa futura deve focar na dosagem e tempo ideal de administração. Com seu potencial de proteger as mitocôndrias e modular a inflamação, a melatonina pode se tornar uma parte importante do tratamento multifatorial da doença de Alzheimer.

*Nature Molecular Psychiatry 2024. Melatonin: A potential nighttime guardian against Alzheimer’s.

Picnogenol é um extrato natural obtido da casca do pinheiro marítimo francês (Pinus pinaster), rico em compostos antioxi...
02/06/2025

Picnogenol é um extrato natural obtido da casca do pinheiro marítimo francês (Pinus pinaster), rico em compostos antioxidantes potentes como as procianidinas, bioflavonoides e ácidos fenólicos. Esses compostos são conhecidos por sua ação protetora contra danos causados por radicais livres, desempenhando um papel importante na saúde vascular.

Entre seus principais mecanismos, destaca-se a capacidade de estimular a produção de óxido nítrico, um gás que promove a dilatação dos vasos sanguíneos. Isso contribui para uma melhor circulação, menor resistência vascular e, consequentemente, uma redução da pressão arterial. Além disso, o Picnogenol melhora a função do endotélio — a camada interna dos vasos — e aumenta a elasticidade arterial, dois fatores-chave para a prevenção de doenças cardiovasculares. Outro ponto relevante é sua ação anti-inflamatória e antioxidante, que ajuda a reduzir processos inflamatórios crônicos e o estresse oxidativo, ambos associados à progressão de doenças vasculares e degenerativas.

Estudos também apontam benefícios na microcirculação, como alívio de sintomas de varizes e na melhora do fluxo sanguíneo ocular, podendo ser útil até mesmo em quadros iniciais de retinopatia. Por fim, o Picnogenol possui uma leve ação antiagregante plaquetária, ajudando a reduzir o risco de formação de coágulos — recomenda-se cautela em pacientes em uso de anticoagulantes. De modo geral, este extrato é especialmente indicado para quem busca melhorar a saúde cardiovascular, apoiar a circulação periférica e controlar a pressão arterial de forma natural. A dose recomendada varia entre 50 e 200 mg ao dia, podendo ser ajustada de acordo com a necessidade.

*BMC Complement Med Therapies 2025. Does supplementation with pine bark extract improve cardiometabolic risk factors? A systematic review & meta-analysis.

O kefir é uma bebida láctea fermentada, originada séculos atrás nas montanhas do Cáucaso, com sabor levemente azedo e re...
30/05/2025

O kefir é uma bebida láctea fermentada, originada séculos atrás nas montanhas do Cáucaso, com sabor levemente azedo e refrescante semelhante ao iogurte. Uma nova revisão sistemática sugere que o consumo de kefir - riquíssimo em probióticos - pode ajudar a melhorar sintomas da doença de Alzheimer. As evidências indicam que as bactérias benéficas no kefir podem exercer efeitos positivos na saúde cerebral, por meio da modulação da microbiota intestinal. As possíveis melhorias na função cognitiva e na memória dos indivíduos que consomem kefir regularmente são animadoras.

A revisão incluiu diversos estudos, mas apenas um deles foi realizado com seres humanos. Nesse estudo, o kefir demonstrou potencial para aumentar a atividade cerebral e reduzir inflamações associadas ao Alzheimer. No entanto, como a base científica ainda é limitada, são necessárias investigações mais amplas e detalhadas, estudos mais robustos para confirmar os benefícios do kefir no tratamento do Alzheimer. Caso sua eficácia seja comprovada, o kefir poderá se tornar um aliado no manejo da doença, reforçando o crescente interesse na relação entre alimentação e saúde do cérebro.

​Esse coquetel de probióticos pode atuar como agente profilático para reduzir a progressão do declínio cognitivo e de demências. Isso ocorre por diversos mecanismos: equilíbrio do microbioma, melhora das proteínas que permitem junções intestinais bem firmes, redução da permeabilidade do intestino e da barreira hematoencefálica, diminuição da inflamação intestinal e cerebral. Kefir é um super probiótico e tem outros benefícios: aumenta a imunidade, melhora a densidade óssea, combate alergias e asma, protege contra o câncer, melhora a digestão da lactose, combate a candidíase e desintoxica o corpo.

*Brain Behav Immun Integrative 2025. Potential benefits of kefir & its compounds on Alzheimer's disease: A

Um novo estudo mostrou que o uso regular do fio dental pode reduzir significativamente o risco de acidente vascular cere...
28/05/2025

Um novo estudo mostrou que o uso regular do fio dental pode reduzir significativamente o risco de acidente vascular cerebral (AVC), uma preocupação crescente na população. Pesquisadores constataram que indivíduos que mantiveram o hábito de usar fio dental ao longo de 25 anos tiveram 21% menos chances de sofrer um AVC isquêmico — o tipo mais comum, causado por um coágulo que bloqueia uma artéria cerebral. Além disso, o uso do fio dental reduziu em 44% o risco de AVC cardioembólico, causado por fibrilação atrial ou outros problemas cardíacos.

Dentistas e médicos estão enfatizando a importância de uma boa higiene bucal como parte da saúde geral. Isto inclui escovar os dentes duas vezes ao dia, usar fio dental regularmente e fazer check-ups odontológicos de rotina. No entanto, pesquisas indicam que apenas cerca de 30% das pessoas usam fio dental diariamente. As descobertas, apresentadas na conferência da American Stroke Association em Los Angeles, demonstram que o uso do fio dental pode ser uma adição simples, porém eficaz, às mudanças de estilo de vida que previnem o AVC.

A pesquisa também destacou um fator de risco menos conhecido: as bactérias bucais. Outros estudos apresentados na conferência identificaram um tipo específico de bactéria associada à cárie dentária (Streptococcus anginosus), que pode aumentar a chance de um AVC. Essas descobertas apontam para possíveis novos métodos de avaliação e redução do risco de derrame, enfatizando a importância da saúde bucal e sua relação com a saúde cardiovascular geral.

*Stroke 2025. Dental flossing may lower the risk for incident ischemic stroke, cardioembolic stroke subtype & atrial fibrillation.

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