09/09/2026
“O que eu quero e o que eu preciso nem se reconhecem quando se encontram na rua.”
Obrigação alienada é uma furada.
Acontece quando você se desconecta, aos poucos, da própria experiência e passa a lidar com o autocuidado se perguntando assim:
“O que eu deveria estar fazendo?” 🤯😵💫🫠
Em vez de pensar:
“Do que eu realmente preciso neste momento?” ♻️🤔😌
É ai que o autocuidado pode virar algo prescritivo, performático ou compulsório.
Quando você segue um modelo de “vida saudável”, cumpre uma lista de hábitos, seus checklists — mas nem sempre consegue perceber se aquilo conversa, de fato, com seus limites, desejos, necessidades e com o contexto que está vivendo.
A série PIRAS DO AUTOCUIDADO foi o meu jeito de conversar sobre esse paradoxo: o autocuidado, que deveria favorecer presença, autorregulação, uma relação mais consciente no convívio consigo mesmo, na prática, pode ser alienado e se transformar em mais uma fonte de sofrimento.
Se cuidar não é apenas fazer aquilo que, em tese, “faz bem”.
Um autocuidado sustentável inclui autoconhecimento, a percepção de si e a capacidade de resilientemente considerar o contexto.
Também envolve flexibilidade e depende da capacidade de ajustar escolhas, adaptar, rever, mudar sem transformar isso em culpa, fracasso, ou em qualquer outro tipo de engrenagem de sofrimento.
Na psicoterapia, podemos investigar e traduzir suas tentativas, compreender melhor suas reais necessidades e construir formas de cuidado mais viáveis, coerentes e sustentáveis na vida que você está vivendo.
Ana Clara Martins
Psicóloga Online | CRP 05 56340
📍 CDI Centro de Desenvolvimento de Inteligências
📲 WhatsApp: (21) 99957-3269