10/09/2026
O que é ser uma pesquisadora?
Definitivamente não é sobre ir em muitos congressos. Apesar deles comporem uma parte essencial deste percurso.
Penso que talvez seja sustentar mais perguntas por tempo indeterminado. Estar sempre aberta para aprender, ensinar, ser corrigida e construir.
Ler, escrever, duvidar, voltar ao texto, confrontar hipóteses e aceitar que o conhecimento não se produz a partir de certezas, mas de problemas que insistem.
Também compreendi, desde muito cedo, que nem pesquisa neutra. Eu investigo de um lugar, sou atravessada por muitas histórias que antecedem a minha existência e que produzem questões no meu corpo e no mundo.
eu pude escutar nomes importantes da psicanálise, tocando em temas sensíveis de nossa época. Eu aprendi, revi alguns conceitos, e repensei a minha prática e a minha vida.
Este de um congresso Internacional me lembra justamente isso: pesquisar também é colocar nossas ideias em circulação, submetê-las ao debate e permitir que o encontro com outros pesquisadores desloque o nosso próprio pensamento.
Ter a honra de escutar uma das maiores intelectuais negras dentro da psicanálise, o meu desejo de seguir no campo.
Para quem não conhece, indico a leitura do livro “ a cor do inconsciente”, da Isildinha Baptista Nogueira
Sair das telas e colocar o corpo em movimento para aprendizado e trocas.
em que pé estamos no que tange uma psicanálise antirracista?
Ser pesquisadora, às vezes, pode ser solitário. Mas não precisa ser sempre.
propor uma mesa, ter os trabalhos aceitos e poder transmitir um pouco do trabalho que realizamos e da teoria que sustentamos, foi algo do qual me orgulho muito.
O nome da nossa mesa foi: leituras e intervenções psicanalíticas no contexto tecno-militar e neocolonial de uma guerra permanente.
em breve compartilho com vocês o trabalho completo que apresentamos neste congresso.