05/10/2026
Receber um diagnóstico de câncer pode trazer muitas dúvidas e preocupações. Para mulheres que desejam ter filhos no futuro, uma delas pode ser: “E o meu sonho de ser mãe?”
É nesse contexto que a medicina reprodutiva pode ter um papel importante. Em parceria com a equipe de oncologia, o especialista em reprodução humana avalia como o tratamento oncológico pode afetar a função ovariana e quais estratégias de preservação podem ser consideradas antes de seu início.
💡 Entre as possibilidades está o congelamento de óvulos, uma das principais estratégias de preservação da fertilidade feminina. Dependendo da situação, também podem ser analisados o congelamento de embriões e outros procedimentos.
O processo começa com uma avaliação individualizada, considerando a idade, reserva ovariana, diagnóstico, tipo e urgência do tratamento oncológico e o desejo reprodutivo.
⌛ Em alguns casos, é possível realizar a estimulação ovariana e a coleta dos óvulos em um período relativamente curto, média de 15 dias, mas a decisão precisa ser feita de forma personalizada e sem comprometer o tratamento oncológico.
🌸 Por isso, recomendamos que a conversa sobre fertilidade aconteça o mais cedo possível após o diagnóstico e antes do início do tratamento contra o câncer.
A medicina reprodutiva não pode garantir uma futura gestação, mas pode oferecer essa possibilidade.
Preservar a fertilidade é, para algumas pacientes, uma forma de cuidar também dos projetos de vida que vêm depois do câncer.
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