Dr. Guilherme Ravanini

Dr. Guilherme Ravanini Cirurgia Oncológica
Cirurgia Geral
Videolaparoscopia
Robótica

A Cirurgia Oncológica é utilizada hoje no diagnóstico, estadiamento e tratamento de quase todos os tumores sólidos. Atualmente, o enfoque multidisciplinar de tratamento, que envolve a associação de diversas modalidades terapêuticas, gera melhores resultados em termos de cura, sobrevida e, principalmente, de qualidade de vida. A cirurgia é o tratamento de escolha para 90 - 95% dos casos de câncer l

ocalizado, mas também pode ter impacto no aumento de sobrevida em situações de doença avançada. Sendo uma das modalidades mais antigas no tratamento contra o câncer, a cirurgia oncológica figura como um dos tripés para o tratamento da doença, ao lado da quimioterapia e da radioterapia. A história moderna desta especialidade teve seu início marcado por uma operação realizada por Ephraim McDowell, em 1890, com a remoção bem-sucedida de um tumor de ovário, tendo a paciente sobrevivido por mais de 30 anos. Outros nomes que merecem destaque no âmbito do desenvolvimento da cirurgia oncológica são os de Albert Theodore Billroth que foi responsável pelo aprimoramento meticuloso da técnica cirúrgica (pioneiro na realização de gastrectomia, laringectomia e esofagectomia); Willian Stewart Halsted, que em 1809 elucidou os princípios da ressecção em “monobloco”, isto é, a remoção em conjunto dos órgãos e estruturas macroscopicamente comprometidas, com margens de segurança distantes da lesão e com a inclusão de estações linfonodais (gânglios) que poderiam estar comprometidas por células tumorais. O respeito a esses princípios da ressecção oncológica, válidos ainda hoje para muitas situações, permitiu a expansão da cirurgia no combate ao câncer para os diferentes órgãos.. O Cirurgião Oncológico

O grande diferencial de tratar o câncer com um cirurgião oncologista é que, pela sua formação, ele tem o conhecimento detalhado da história natural dos tumores, da importância do estadiamento tumoral, de se estabelecer o planejamento terapêutico e da atuação multidisciplinar no tratamento personalizado do paciente, em cada uma das etapas, para o sucesso do tratamento.Para ser cirurgião oncologista no Brasil, são necessários cinco anos de residência médica após a graduação, sendo dois de cirurgia geral e mais três de cirurgia oncológica. O título de especialista na área de Cirurgia Oncológica é dado através da Sociedade Brasileira de Cancerologia por concurso público e pela Comissão Nacional de Residência Médica, após a conclusão do programa em instituição credenciada. Nas últimas décadas, um aumento considerável no estabelecimento de divisões em áreas da cirurgia oncológica tem sido verificado, fenômeno que também ocorreu no Brasil nos últimos anos. Esse fato se deve ao reconhecimento de que o manejo adequado do doente com câncer exige, além de capacitação técnica para a execução de cirurgia especializada, conhecimento diferenciado sobre quimioterapia e radioterapia, a fim de que as sequências de tratamento possam alcançar o resultado esperado. Nesse sentido, espera-se que a formação de especialistas em cirurgia oncológica seja capaz de gerar os seguintes atributos: conhecimento, habilidade, experiência clínica, capacidade de compreender e executar pesquisa em câncer e capacidade de promover desenvolvimento educacional e institucional. Avanços

A Cirurgia Oncológica passou por progressos exponenciais nas últimas três décadas, deixando de ser tão agressiva como era até a década de 1980 para ser mais conservadora e, consequentemente, mais complexa. Como exemplo, podemos citar o tratamento do câncer de mama, que até a década de 80 removia-se toda a mama; e hoje, com a cirurgia conservadore podemos preservar o orgão. Outro exemplo é o o tratamento de portadores de tumores ósseos, especialmente o osteossarcoma, que até por volta de 1975 consistia em submeter os pacientes a amputações, além de cerca de 80% deles morrerem entre o primeiro e segundo ano de vida após o diagnóstico em decorrência de metástases pulmonares.Após 1980, com o aparecimento de dr**as efetivas usadas no tratamento junto à cirurgia conservadora, as taxas de cura chegaram a 70%, fruto dos progressos havidos no tratamento multidisciplinar e também da Cirurgia Oncológica. Com o melhor conhecimento da história natural dos tumores, a cirurgia oncológica evoluiu no sentido de permitir a realização de operações mais conservadoras, com melhores resultados estéticos e funcionais, sem prejuízo das taxas de cura, o que proporcionou considerável impacto na qualidade de vida

Os tumores neuroendócrinos do trato digestivo são raros e desafiadores justamente porque, em muitos casos, começam de fo...
13/07/2026

Os tumores neuroendócrinos do trato digestivo são raros e desafiadores justamente porque, em muitos casos, começam de forma silenciosa ou com sintomas pouco específicos.
Dor abdominal, diarreia, rubor facial e manifestações hormonais podem aparecer, mas nem sempre chamam atenção logo no início.
Hoje, exames mais avançados e terapias inovadoras vêm mudando esse cenário, permitindo melhor definição da extensão da doença e estratégias terapêuticas mais direcionadas.
Em casos selecionados, além da cirurgia, recursos como terapias-alvo e tratamento com radionuclídeos têm ampliado as possibilidades de controle da doença e de qualidade de vida para o paciente.
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Quando falamos em câncer avançado, uma palavra precisa estar no centro da estratégia terapêutica: qualidade de vida. A c...
10/07/2026

Quando falamos em câncer avançado, uma palavra precisa estar no centro da estratégia terapêutica: qualidade de vida.
A cirurgia paliativa tem justamente esse papel. Ela pode ser indicada para aliviar sintomas importantes, como dor, obstruções, sangramentos e compressões causadas pelo tumor.
Com o avanço da videolaparoscopia e da cirurgia robótica, hoje também é possível realizar alguns desses procedimentos de forma menos invasiva, com menor agressão ao organismo e recuperação mais rápida.
Esse tipo de cuidado não representa “fazer menos”.
Pelo contrário: representa fazer o que faz mais sentido para o conforto, a dignidade e o bem-estar do paciente.
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O câncer de endométrio é o tumor ginecológico mais comum, especialmente após a menopausa. E a forma de abordar esse trat...
09/07/2026

O câncer de endométrio é o tumor ginecológico mais comum, especialmente após a menopausa.
E a forma de abordar esse tratamento evoluiu de maneira importante nos últimos anos.
Com a cirurgia robótica, o procedimento se torna minimamente invasivo e mais preciso, o que ajuda a reduzir trauma cirúrgico, dor no pós-operatório, tempo de internação e complicações.
A tecnologia também contribui para uma dissecção mais refinada e maior preservação de estruturas vizinhas, algo especialmente relevante em cirurgias oncológicas.
No fim das contas, inovação em cirurgia não é apenas sobre tecnologia: é sobre entregar mais segurança, melhor recuperação e mais qualidade de vida para a paciente.
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Massas pélvicas femininas podem surgir por diferentes causas e nem sempre significam algo grave. Ainda assim, alguns fat...
08/07/2026

Massas pélvicas femininas podem surgir por diferentes causas e nem sempre significam algo grave.
Ainda assim, alguns fatores mudam completamente a conduta clínica. 🩺
Dor persistente, crescimento da massa, manutenção do achado ao longo do tempo, alterações em exames de imagem e suspeita de malignidade são pontos que precisam ser levados em consideração.
Além disso, existem situações que exigem abordagem mais rápida, como torção, ruptura com sangramento importante ou suspeita de gravidez ectópica.
A melhor estratégia depende de uma avaliação individualizada, considerando idade, sintomas, risco oncológico e contexto clínico da paciente.
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A ascite maligna acontece quando há acúmulo de líquido na cavidade abdominal relacionado à presença de células tumorais....
07/07/2026

A ascite maligna acontece quando há acúmulo de líquido na cavidade abdominal relacionado à presença de células tumorais. Em geral, está associada a casos mais avançados de alguns cânceres, como os de ovário, estômago, pâncreas e intestino grosso.
Os sintomas mais comuns incluem:
abdômen inchado, desconforto, náuseas, sensação de plenitude rápida ao comer e até dificuldade para respirar em alguns pacientes.
A investigação costuma envolver exame físico, ultrassonografia, tomografia e, em muitos casos, paracentese diagnóstica, que permite analisar o líquido abdominal.
O tratamento tem foco em aliviar sintomas, melhorar o conforto e conduzir o cuidado de forma individualizada, podendo incluir drenagem do líquido, controle da doença de base e medidas paliativas quando indicadas.
Reconhecer esses sinais precocemente ajuda a organizar uma abordagem mais adequada e humana.
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Os cistos hepáticos são achados relativamente comuns em exames de imagem, mas a conduta depende de uma etapa essencial: ...
06/07/2026

Os cistos hepáticos são achados relativamente comuns em exames de imagem, mas a conduta depende de uma etapa essencial: saber exatamente de que tipo de cisto estamos falando.
Os cistos simples geralmente são benignos, silenciosos e muitas vezes não precisam de tratamento.
Já os cistos hidáticos têm origem infecciosa, causada por parasitas, e exigem atenção maior por conta do risco de complicações e da necessidade de tratamento específico.
A avaliação inclui exames como ultrassonografia e tomografia, além da análise do tamanho, localização, sintomas e possíveis sinais de complicação.
Em resumo:
nem todo cisto precisa ser operado, mas todo cisto precisa ser bem avaliado.
O diagnóstico correto é o que direciona a melhor decisão terapêutica.
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A hérnia incisional pode surgir após cirurgias abdominais, inclusive em pacientes oncológicos, e costuma aparecer como u...
03/07/2026

A hérnia incisional pode surgir após cirurgias abdominais, inclusive em pacientes oncológicos, e costuma aparecer como um abaulamento na região da cicatriz.
Ela não afeta apenas a parte estética: pode causar desconforto, dor, limitação física e comprometer a qualidade de vida.
Entre os principais fatores de risco estão:
tabagismo, excesso de peso, diabetes, infecção no local operado e esforço inadequado no pós-operatório.
A boa notícia é que existem estratégias que ajudam tanto na prevenção quanto no tratamento, incluindo técnicas minimamente invasivas, que tendem a causar menos trauma aos tecidos e favorecer uma recuperação mais confortável.
Cada caso precisa ser avaliado de forma individual, mas uma coisa é certa: prevenir essa complicação também é parte importante do cuidado oncológico.
Recuperação de qualidade também passa por planejamento cirúrgico e acompanhamento adequado.
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Alguns tumores se desenvolvem de forma silenciosa — e os retroperitoneais são um exemplo importante disso. ⚠️Por estarem...
02/07/2026

Alguns tumores se desenvolvem de forma silenciosa — e os retroperitoneais são um exemplo importante disso. ⚠️
Por estarem em uma região profunda do abdômen, muitas vezes só são identificados quando já cresceram bastante ou começam a causar desconforto, sensação de pressão ou massa abdominal.
Hoje, além do papel fundamental dos exames de imagem, também contamos com avanços cirúrgicos importantes, como a videolaparoscopia e a cirurgia robótica, que podem trazer mais precisão e recuperação mais rápida em casos selecionados.
O ponto central é claro: diagnosticar cedo amplia possibilidades e melhora a estratégia de tratamento.
Fique atento a sintomas persistentes e mantenha seu acompanhamento em dia.
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O estadiamento cirúrgico é uma etapa central no tratamento dos cânceres ginecológicos.Ele permite avaliar a extensão da ...
01/07/2026

O estadiamento cirúrgico é uma etapa central no tratamento dos cânceres ginecológicos.
Ele permite avaliar a extensão da doença com mais precisão e ajuda a definir quais serão os próximos passos terapêuticos, de forma individualizada para cada paciente.
Em tumores de ovário e de endométrio, por exemplo, essa análise pode incluir retirada de órgãos, avaliação de linfonodos e biópsias de áreas específicas.
Essas informações são fundamentais para indicar com mais segurança se a cirurgia é suficiente ou se será necessário associar outros tratamentos, como quimioterapia ou radioterapia.
Entender o estágio da doença é uma das bases para um cuidado oncológico mais preciso.

A cirurgia oncológica de urgência acontece quando uma complicação grave exige intervenção imediata para proteger a vida ...
30/06/2026

A cirurgia oncológica de urgência acontece quando uma complicação grave exige intervenção imediata para proteger a vida e estabilizar o paciente.

Obstrução intestinal, perfuração de órgãos, hemorragias severas e compressão de estruturas vitais são alguns dos cenários que podem exigir atuação cirúrgica rápida.

Nesses casos, o tempo é fator crítico. E quando o quadro permite, abordagens minimamente invasivas também podem contribuir para a recuperação.

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