Linfopedia Você sabe o que é Linfoma? Neste espaço vamos conversar e tirar dúvidas sobre suas características e Sim, o Linfoma pode ser curado.

Neste espaço vamos conversar e tirar dúvidas sobre suas características e seu tratamento.

Muitos pacientes com LLC recebem todas as vacinas recomendadas e, ainda assim, continuam vulneráveis a infecções graves....
22/06/2026

Muitos pacientes com LLC recebem todas as vacinas recomendadas e, ainda assim, continuam vulneráveis a infecções graves. E existe uma explicação biológica importante para isso.

A Leucemia Linfocítica Crônica provoca uma imunodeficiência intrínseca, ou seja, mesmo antes do início do tratamento, o funcionamento do sistema imunológico já está comprometido. Isso faz com que a resposta vacinal seja muito mais limitada quando comparada à população saudável.

Isso acontece porque a resposta imunológica às vacinas pode ser significativamente reduzida em pacientes com LLC, especialmente durante determinadas terapias.

Na prática, o momento da vacinação importa muito.

Pacientes em uso de inibidores de BTK, venetoclax associado a anti-CD20, ou que receberam anticorpos anti-CD20 nos últimos meses costumam apresentar respostas vacinais significativamente menores. Em contrapartida, pacientes em fases mais iniciais da doença ou fora de tratamento ativo tendem a responder melhor.

Outro ponto indispensável é a segurança: vacinas de vírus vivos atenuados devem ser evitadas em pacientes imunocomprometidos.

Por isso, o calendário vacinal na LLC não deve funcionar de forma automática. Ele precisa considerar o estágio da doença, o grau de imunossupressão, o tratamento em andamento e o risco infeccioso individual daquele paciente.

Vacinar continua sendo fundamental. Entretanto, na LLC, estratégia importa tanto quanto a vacina em si.

Você já recebeu orientação sobre o melhor momento para se vacinar durante o tratamento da LLC? Me conta aqui nos comentários 👇

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

19/06/2026

Duas Adrianas Scheliga, uma amizade improvável e uma história que começou… na internet. 💙💛

As pessoas me perguntaram como surgiu essa coincidência e resolvi contar.

Depois do congresso em Estocolmo, vim passar alguns dias no sul da Suécia visitando uma amiga muito especial, que conheci há muitos anos, justamente por termos o mesmo nome. O que parecia uma coincidência improvável virou uma amizade de mais de uma década, encontros pela Europa e muitas histórias compartilhadas.

No vídeo, conto um pouquinho dessa conexão, da origem polonesa da nossa família e mostro esse cantinho lindo da Suécia onde ela vive hoje.

Deixei também algumas fotos destes mais de 15 anos de amizade e encontros que a vida colocou no caminho. 🇸🇪

Você tem alguma história de amizade virtual que se tornou real assim também? Me conta? Vou adorar saber.

Dri Scheliga

Encontrar um linfonodo aumentado, a famosa “íngua”, costuma gerar ansiedade imediata. Os linfonodos fazem parte do nosso...
17/06/2026

Encontrar um linfonodo aumentado, a famosa “íngua”, costuma gerar ansiedade imediata. Os linfonodos fazem parte do nosso sistema de defesa e, na imensa maioria das vezes, eles são reativos a quadros infecciosos agudos e passageiros, ou seja, aumentam de tamanho como resposta a infecções simples, inflamações na garganta, problemas dentários ou até viroses passageiras. Nesses casos, geralmente são dolorosos, móveis e desaparecem em poucas semanas.

No entanto, existem características morfológicas e clínicas que alteram o curso da investigação e sinalizam maior risco de malignidade ou doenças sistêmicas:

1️⃣ Linfonodos endurecidos, maiores que cerca de 2 cm, aderidos aos planos profundos ou localizados em regiões como a supra clavicular merecem investigação mais cuidadosa.

2️⃣ O mesmo acontece quando aparecem associados a febre sem explicação, suor noturno intenso ou perda de peso involuntária. São os chamados “sintomas B”, muito importantes na investigação dos linfomas.

Outro ponto fundamental: nem toda íngua precisa de biópsia imediata. Em muitos casos, a observação clínica faz parte da conduta correta. O contexto do paciente, a duração do quadro, a localização e os sintomas associados ajudam a definir os próximos passos.

Na prática, o equilíbrio é essencial. Nem banalizar sinais importantes, nem transformar qualquer linfonodo aumentado em motivo de pânico.

O olhar clínico continua sendo uma das ferramentas mais valiosas da Hematologia. A diferenciação entre o linfonodo benigno e o suspeito exige o olhar atento a esses critérios biológicos.

Diante de qualquer sinal de alerta, a avaliação médica especializada com exames laboratoriais e de imagem torna-se mandatória.

Conhece alguém que vive preocupado com qualquer íngua que aparece?

📲 Compartilhe este alerta para que saiba a hora certa de procurar um especialista.


Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637



15/06/2026

Direto de Estocolmo 🇸🇪

Antes de começar alguns dias de férias, gravei esse vídeo rapidinho, ao final do evento, para pontuar tudo o que vi aqui no EHA 2026, o maior congresso europeu de Hematologia. E já adianto: aqui é apenas um panorama geral.

O congresso consolidou uma tendência que já vínhamos observando nos últimos anos: tratamentos cada vez mais personalizados, mais imunoterapia, mais terapia celular e menos quimioterapia tradicional.

Tivemos novidades importantes em LLC, linfomas agressivos e indolentes, mieloma múltiplo e no uso crescente de biomarcadores e monitoramento molecular para tomada de decisão.

🎥 Nesse vídeo, trago o que mais me chamou à atenção no congresso. E quando eu voltar ao Brasil, trarei conteúdos mais detalhados sobre os melhores estudos e trabalhos que foram apresentados no EHA.

Aperte o play, salve e acompanhe os próximos conteúdos porque vem muita atualização importante por aqui.

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

12/06/2026
⚽ Nesta semana em que os olhos de todos se voltam para a Copa do Mundo, a história do futebol nos recorda que as maiores...
10/06/2026

⚽ Nesta semana em que os olhos de todos se voltam para a Copa do Mundo, a história do futebol nos recorda que as maiores vitórias nem sempre acontecem dentro de campo. Carlos Alberto Parreira, o maestro do nosso Tetra em 1994, também nos EUA, protagonizou uma das suas defesas mais emblemáticas fora dos gramados ao enfrentar o Linfoma de Hodgkin: um diagnóstico que veio a público no início de 2024, quando foi anunciado que o ex-treinador já vinha respondendo muito bem ao tratamento de forma reservada nos meses anteriores.

O Hodgkin clássico é uma das neoplasias hematológicas mais responsivas aos protocolos modernos, alcançando taxas de cura e sobrevida em 5 anos entre 85% e 90% quando o diagnóstico é estabelecido precocemente.

E por que a agilidade diagnóstica dita o ritmo do jogo?

🟥 Bloqueia o avanço: identificar a doença no início impede que se espalhe para múltiplos linfonodos ou outros órgãos, o que tornaria o tratamento muito mais complexo;

🟨 Poupa o organismo: o flagrante precoce permite desenhar esquemas terapêuticos mais inteligentes e menos agressivos, protegendo o coração e o pulmão do paciente para o pós-cura.

✅ Garante o resultado: encurtar o tempo entre os primeiros sintomas e a primeira linha de tratamento eleva drasticamente as taxas de sucesso clínico.

A jornada do Parreira foi marcada pela discrição e pelo sucesso. O melhor testemunho disso está acontecendo agora: nesta semana de Copa, ele voltou a aparecer nos programas esportivos de TV, recuperado, com o peso reestabelecido e esbanjando saúde para comentar sobre a Seleção. Aos 83 anos, ele é a prova viva de que existe muita vida após o câncer.

Para nós, médicos, o surgimento de linfonodos persistentes e indolores, com ou não febre e perda de peso, exige investigação imediata. A cura do Parreira nos mostra que, com diagnóstico oportuno e rigor técnico, o sucesso é totalmente possível.

Você conhece alguém que também superou o Linfoma de Hodgkin e hoje celebra a vida com saúde? Compartilhe nos comentários.

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

Para quem enfrenta o Linfoma de Células do Manto (LCM) recidivado ou refratário, cada progressão da doença traz muitas d...
08/06/2026

Para quem enfrenta o Linfoma de Células do Manto (LCM) recidivado ou refratário, cada progressão da doença traz muitas dúvidas e incertezas. Nesse cenário, uma atualização importante chamou atenção recentemente: o FDA (órgão regulador americano) aprovou o Sonrotoclax (Beqalzi).

Trata-se de um inibidor de BCL-2 de nova geração, indicado para pacientes que já passaram por pelo menos duas linhas anteriores de tratamento, incluindo os chamados inibidores de BTK.

O que os dados do estudo mostraram?

✔️ Taxa de resposta: 52% dos pacientes responderam ao tratamento, mesmo em um cenário em que as opções terapêuticas costumam ser mais limitadas.

✔️ Resposta rápida: o tempo mediano até o início da resposta foi de apenas 1,9 meses.

✔️ Uso oral: administração diária, trazendo mais praticidade para a rotina do paciente.

Por ser uma terapia potente, existe uma fase inicial de aumento gradual da dose (“ramp-up”) durante 4 semanas para reduzir o risco de Síndrome de Lise Tumoral. Além disso, o acompanhamento médico é fundamental para monitorar possíveis efeitos adversos, incluindo infecções.

E no Brasil? 🇧🇷

O Sonrotoclax ainda não foi aprovado pela Anvisa. Mas existe uma notícia importante: o estudo internacional de Fase 3 (CELESTIAL-RRMCL) está ativo e recrutando pacientes em 10 centros brasileiros.

Se você ou um familiar convive com LCM e houve progressão após o uso de inibidores de BTK, converse com seu hematologista sobre a possibilidade de participação em ensaios clínicos ou outras formas de acesso.

A ciência continua avançando e cada nova opção representa mais possibilidades para pacientes e famílias.

📌 Compartilhe este conteúdo com quem está passando por um tratamento de LCM.

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

04/06/2026

Este é o momento final da apresentação do estudo que foi ovacionado no congresso ASCO 2026.

Um auditório inteiro de oncologistas de pé, emocionados com um estudo científico. Foi um momentos extraordinário!

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637





Get • A historic moment at : more than 9,000 oncologists rose for three standing ovations as Brian Wolpin, MD, MPH, Director of the Hale Family Center for Pancreatic Cancer Research, presented promising new Phase 3 results for an investigational treatment for metastatic pancreatic cancer.

In the trial, daraxonrasib helped patients with previously treated metastatic pancreatic cancer live significantly longer than those who received chemotherapy.

While more work remains, these findings offer something powerful: hope for patients and families facing one of the most challenging cancers.

As Dr. Wolpin said, “It is exciting to see that we may soon be able to help patients with metastatic pancreatic cancer in ways we haven’t been able to before, improving both survival and quality of life.”

Congratulations to the researchers and patients who made this important progress possible. 👏👏👏

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