Linfopedia Você sabe o que é Linfoma? Neste espaço vamos conversar e tirar dúvidas sobre suas características e Sim, o Linfoma pode ser curado.

Neste espaço vamos conversar e tirar dúvidas sobre suas características e seu tratamento.

01/09/2026

Setembro é um mês especial para a Hematologia. Ao longo deste mês, lembramos importantes datas de conscientização sobre doenças como mieloma múltiplo, linfomas, leucemias e também sobre a importância da doação de medula óssea.

No episódio de hoje do De Carona com a Doutora, falei sobre o signif**ado dessas campanhas, as novidades que vêm chegando para o tratamento das neoplasias hematológicas e por que ainda precisamos falar tanto sobre acesso aos tratamentos.

E já f**a o convite: no dia 15 de setembro, às 15h15, farei uma live especial para responder dúvidas sobre linfomas. Em breve postarei mais detalhes.

Aperte o ▶️ e vamos de carona comigo? 🚗💙

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

Nem todo paciente com LLC precisa ser tratado logo após o diagnóstico. Em muitos casos, a doença evolui lentamente e pod...
01/09/2026

Nem todo paciente com LLC precisa ser tratado logo após o diagnóstico. Em muitos casos, a doença evolui lentamente e pode permanecer estável por anos sem causar sintomas ou prejuízo à saúde.

Por isso, existe uma estratégia chamada observação ativa, conhecida popularmente como "watch and wait (vigiar e esperar". Nessa fase, o paciente é acompanhado regularmente por meio de consultas, exames laboratoriais e avaliação clínica, sem necessidade de tratamento imediato.

Isso não signif**a que a doença está sendo ignorada, mas que a ciência já demonstrou que iniciar o tratamento antes do momento adequado não traz benefícios para pacientes sem indicação clínica.

A decisão de tratar depende de critérios bem definidos, como:

📌 Progressão da doença;

📌 Aumento importante dos linfonodos ou do baço;

📌 Queda dos níveis de hemoglobina ou plaquetas;

📌 Sintomas como fadiga intensa, perda de peso, febre ou suor noturno.

Hoje, graças aos avanços da Onco-Hematologia, muitos pacientes convivem com a LLC por longos períodos com qualidade de vida, e o tratamento pode ser iniciado apenas quando realmente necessário.

Cada caso é único. Por isso, o acompanhamento especializado é fundamental para identif**ar o momento certo de agir.

Você já conhecia este conceito de observação ativa na LLC?

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637


28/08/2026

🚗 De volta das férias e de volta ao De Carona com a Doutora!

O assunto de hoje é a vacinação contra o sarampo e uma dúvida muito frequente entre pacientes onco-hematológicos: afinal, essa vacina pode ou não pode ser tomada por eles?

▶️ Assista ao vídeo para entender melhor as minhas recomendações.

Vamos comigo? 🚗💙

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

Ser informado que a doença entrou em remissão é um momento muito esperado por pacientes e familiares. Porém, essa conqui...
26/08/2026

Ser informado que a doença entrou em remissão é um momento muito esperado por pacientes e familiares. Porém, essa conquista costuma vir acompanhada de uma dúvida: isso signif**a que o câncer foi curado?

Embora os dois conceitos estejam relacionados, eles não são equivalentes.

Chamamos de remissão o desaparecimento dos sinais da doença detectáveis pelos exames disponíveis. Ela pode ser parcial, quando ainda existem evidências de linfoma, ou completa, quando exames como o PET-CT e outras avaliações não mostram atividade da doença.

A cura, por sua vez, é um conceito construído ao longo do tempo. Ela depende do comportamento da doença após o tratamento e do risco de recaída. Em muitos linfomas, quando o paciente permanece em remissão completa por vários anos, a possibilidade de a doença retornar torna-se muito baixa, permitindo que falemos em cura.

Os avanços da onco-hematologia também trouxeram uma nova perspectiva para alguns pacientes. Terapias como o CAR-T Cell têm proporcionado remissões prolongadas que podem representar cura em uma parcela dos casos. Em outras situações, principalmente nas doenças crônicas ou em alguns tratamentos mais recentes, nosso objetivo pode ser manter a doença controlada por muitos anos, preservando qualidade de vida. É o que alguns especialistas chamam de cura funcional.

Cada doença tem uma história natural diferente. Por isso, não existe um prazo único para todos os pacientes, nem uma resposta que sirva para todos os tipos de linfoma.

O mais importante é entender que entrar em remissão representa uma excelente resposta ao tratamento e um passo fundamental na jornada do paciente. Acompanhamento médico e seguimento adequado continuam sendo parte essencial desse caminho.

Você já conhecia a diferença entre remissão e cura? Conte nos comentários e compartilhe este post. Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre pacientes e familiares.



Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637



24/08/2026

Como você faz o seguimento de Watch & Wait para paciente sem indicação de tratamento?


Gravei um vídeo com uma resposta bem completa. Apertei o play para entender.




‌Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637





Durante muitos anos, a quimioterapia foi a base do tratamento da maioria dos linfomas. Atualmente, esse cenário já começ...
20/08/2026

Durante muitos anos, a quimioterapia foi a base do tratamento da maioria dos linfomas. Atualmente, esse cenário já começou a mudar em situações específ**as, graças ao avanço da imunoterapia e das terapias-alvo.

Em alguns tipos de linfoma, especialmente nos casos de recidiva ou refratariedade e em pacientes que não toleram esquemas intensivos, já existem estratégias que dispensam a quimioterapia tradicional. Anticorpos biespecíficos, anticorpos monoclonais associados a outras medicações e terapias celulares ampliaram de forma signif**ativa as opções disponíveis.

Isso, porém, não signif**a que a quimioterapia tenha deixado de fazer parte do tratamento.

Mesmo na terapia com células CAR-T, uma das maiores inovações da onco-hematologia, costuma ser necessária uma etapa de quimioterapia antes da infusão das células. Esse tratamento, chamado linfodepleção, prepara o sistema imunológico para que as células modif**adas consigam se expandir e exercer seu efeito da forma esperada.

Por isso, quando falamos em tratamentos "sem quimioterapia", é importante entender o contexto. Em alguns pacientes, a quimioterapia realmente pode ser evitada. Em outros, ela continua sendo utilizada, embora com uma finalidade diferente daquela dos esquemas tradicionais.

O avanço mais importante talvez não seja substituir completamente a quimioterapia, mas ampliar as possibilidades terapêuticas para que cada paciente receba o tratamento mais adequado às características da sua doença, às suas condições clínicas e aos objetivos daquela etapa do tratamento.

É essa personalização que vem mudando a forma como tratamos muitos linfomas nos últimos anos.

Você já tinha ouvido falar nos tratamentos chamados chemo-free?

Se esse tema te deixou com alguma dúvida, deixe seu comentário para que eu possa preparar mais conteúdo sobre isso.

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
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17/08/2026

A anemia é um problema frequente na população idosa e pode ter diversas causas, como deficiência de ferro, falta de vitamina B12, doenças renais ou processos inflamatórios crônicos. Contudo, quando ela persiste mesmo após o tratamento adequado, é preciso ampliar a investigação.

Uma das doenças que deve ser considerada nesses casos é a Síndrome Mielodisplásica (SMD), hoje com uma nova terminologia “Neoplasias Mielodisplásicas” um grupo de doenças da medula óssea mais comum a partir dos 65 anos de idade.

Na SMD, a medula continua produzindo células do sangue, mas esse processo acontece de forma ineficiente. Muitas dessas células apresentam alterações na formação e acabam sendo destruídas antes de chegarem à circulação em quantidade suficiente. Como consequência, o paciente pode desenvolver anemia persistente, além de redução dos glóbulos brancos e das plaquetas.

Alguns sinais merecem atenção especial e justif**am uma avaliação mais detalhada:

📌 A anemia que não melhora com reposição de ferro ou vitaminas;

📌 Alterações em mais de uma linhagem do hemograma;

📌 Infecções frequentes;

📌 Sangramentos sem causa evidente;

📌 Antecedentes de quimioterapia ou radioterapia.

O diagnóstico da SMD não é feito apenas pelo hemograma. Em geral, é necessário estudar a medula óssea por meio do mielograma e da biópsia, além de exames citogenéticos e moleculares que ajudam a confirmar o diagnóstico e definir o prognóstico.

Porém, é importante lembrar que nem toda anemia no idoso é consequência do envelhecimento. Identif**ar a causa correta permite oferecer o tratamento mais adequado e, em muitos casos, evitar que a doença evolua sem diagnóstico.

Você conhece alguém que convive há meses com anemia sem melhora, apesar do uso de ferro?

Compartilhe este post. Em algumas situações, investigar a causa da anemia pode fazer toda a diferença.


Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
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Os inibidores da tirosina quinase de Bruton, os iBTKs, mudaram o tratamento de doenças como a leucemia linfocítica crôni...
14/08/2026

Os inibidores da tirosina quinase de Bruton, os iBTKs, mudaram o tratamento de doenças como a leucemia linfocítica crônica e o linfoma de células do manto. Ao bloquear uma via importante para a sobrevivência dos linfócitos B, essas terapias conseguem controlar a doença com uma abordagem diferente da quimioterapia tradicional.

Contudo, existe uma questão cada vez mais importante: muitos desses medicamentos são utilizados por longos períodos. Por isso, a eficácia precisa caminhar junto com a tolerabilidade e o acompanhamento adequado dos efeitos adversos.

Entre os eventos que merecem atenção estão a hipertensão arterial, a fibrilação atrial e outros distúrbios do ritmo cardíaco, além do aumento do risco de sangramento. O risco não é igual para todos os pacientes e pode variar de acordo com o medicamento utilizado e com as características clínicas de cada pessoa.

A escolha do iBTK também faz diferença. Alguns são mais seletivos, como acalabrutinibe e zanubrutinibe, desenvolvidos para reduzir alguns efeitos fora do alvo observados com o ibrutinibe e, em estudos comparativos, apresentaram menor incidência de determinados eventos cardiovasculares. Isso não signif**a, porém, uma ausência de risco. Mesmo com as opções mais novas, hipertensão, fibrilação atrial e sangramento continuam exigindo acompanhamento.

Outro ponto fundamental é a interação com outras dr**as. Anticoagulantes, antiagregantes e medicamentos que interferem no metabolismo hepático podem modif**ar o risco de complicações ou alterar a exposição aos inibidores.

Por isso, acompanhar um paciente em uso prolongado dessas terapias exige mais do que avaliar se a doença está respondendo. É preciso acompanhar pressão arterial, sintomas cardiovasculares, risco hemorrágico, interações medicamentosas e outras condições que possam interferir na segurança do tratamento.

O objetivo médico é permitir que o paciente permaneça em tratamento pelo tempo necessário, com melhor controle da doença e menor toxicidade possível.

Por aí, qual desses efeitos adversos tem exigido mais atenção?

Dra. Adriana Scheliga
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Na onco-hematologia, escolher um tratamento não signif**a olhar apenas para a terapia que oferece a melhor resposta naqu...
12/08/2026

Na onco-hematologia, escolher um tratamento não signif**a olhar apenas para a terapia que oferece a melhor resposta naquele momento. Em muitas situações, é preciso pensar também no que poderá ser utilizado depois.

Esse planejamento é chamado de sequenciamento terapêutico e ganhou ainda mais importância com a chegada das terapias celulares, dos anticorpos biespecíficos e de novas terapias-alvo.

No linfoma difuso de grandes células B, por exemplo, a estratégia para uma primeira recaída depende, entre outros fatores, do tempo decorrido desde o tratamento inicial. Pacientes com doença refratária ou recaída precoce podem ter indicação de CAR-T em segunda linha, enquanto aqueles que apresentam uma recaída mais tardia podem seguir outras estratégias, incluindo quimioterapia de resgate e transplante autólogo em pacientes elegíveis.

Com a expansão dos anticorpos biespecíficos, surgiram algumas questões:

1⃣ Em que momento utilizar cada uma dessas plataformas?

2⃣ O que acontece quando um paciente recebe um biespecífico antes do CAR-T?

3⃣ E quando o biespecífico é utilizado depois de uma terapia celular?

Ainda não temos uma resposta única para todas essas situações. Dados recentes sugerem que a exposição prévia a um biespecífico pode não impedir uma resposta posterior ao CAR-T e, em algumas análises, o CAR-T após biespecífico apresentou resultados encorajadores. Entretanto, os estudos disponíveis ainda são pequenos e heterogêneos, portanto, não permitem estabelecer uma sequência ideal para todos os pacientes.

Além da eficácia, a decisão precisa considerar a biologia da doença, a expressão dos alvos terapêuticos, a condição clínica do paciente, o perfil de toxicidade de cada estratégia e a possibilidade de preseráar alternativas para linhas futuras.

O cenário está evoluindo rapido. Por isso, tratar uma recaída hoje exige pensar na próxima etapa, assim como nas possibilidades que podem ser necessárias mais adiante.

Qual é hoje o seu maior desafio no sequenciamento entre CAR-T, biespecíficos e outras terapias?

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
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