22/06/2026
Muitos pacientes com LLC recebem todas as vacinas recomendadas e, ainda assim, continuam vulneráveis a infecções graves. E existe uma explicação biológica importante para isso.
A Leucemia Linfocítica Crônica provoca uma imunodeficiência intrínseca, ou seja, mesmo antes do início do tratamento, o funcionamento do sistema imunológico já está comprometido. Isso faz com que a resposta vacinal seja muito mais limitada quando comparada à população saudável.
Isso acontece porque a resposta imunológica às vacinas pode ser significativamente reduzida em pacientes com LLC, especialmente durante determinadas terapias.
Na prática, o momento da vacinação importa muito.
Pacientes em uso de inibidores de BTK, venetoclax associado a anti-CD20, ou que receberam anticorpos anti-CD20 nos últimos meses costumam apresentar respostas vacinais significativamente menores. Em contrapartida, pacientes em fases mais iniciais da doença ou fora de tratamento ativo tendem a responder melhor.
Outro ponto indispensável é a segurança: vacinas de vírus vivos atenuados devem ser evitadas em pacientes imunocomprometidos.
Por isso, o calendário vacinal na LLC não deve funcionar de forma automática. Ele precisa considerar o estágio da doença, o grau de imunossupressão, o tratamento em andamento e o risco infeccioso individual daquele paciente.
Vacinar continua sendo fundamental. Entretanto, na LLC, estratégia importa tanto quanto a vacina em si.
Você já recebeu orientação sobre o melhor momento para se vacinar durante o tratamento da LLC? Me conta aqui nos comentários 👇
Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637