26/05/2026
Num hospital de transição, como o Placi, nós da área da Terapia Ocupacional temos um papel importante: preparar o paciente para retornar para casa com o máximo de autonomia e independência possível nas suas atividades do dia a dia.
E isso é feito de forma 100% individualizada e conectada com a vida prática de cada um.
Antes de qualquer coisa, realizamos duas avaliações. Primeiro, colhemos informações da rotina dele antes da internação. Em seguida, perguntamos e observamos como ele está realizando as tarefas no momento em que chega às nossas unidades.
Só depois partimos para a reabilitação propriamente dita. Uma etapa prática e essencial que envolve o treino das habilidades que ele precisa desenvolver.
No próprio ambiente hospitalar, criamos simulações, damos orientações e adequamos espaços, utensílios e recursos de apoio para o paciente realizar com máxima independência os autocuidados e as ações necessárias.
Por exemplo:
• Vestir-se e despir-se sentado na beira do leito, quando necessário, com uso de dispositivos auxiliares para abotoar a blusa ou calçar as meias
• Alimentar-se: desde comer sozinho na cama até sentar-se à mesa para realizar a refeição. Se necessário, sugerimos copos e talheres adaptados e treinamos os pacientes até que o processo se torne natural
• Tomar banho no chuveiro da enfermaria com barras de apoio e cadeira especial. Nessa hora, damos dicas, inclusive, de como é possível poupar seu próprio esforço – evitando fadiga extrema, falta de ar e até o risco de quedas ou desequilíbrios, comuns em pacientes frágeis ou cardíacos para citar alguns casos
E o cuidado não termina por aqui. No final, preparamos os familiares e cuidadores para a alta, com estratégias para que o domicílio fique pronto e seguro para receber o paciente.
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