14/05/2026
Muitas de nós passamos anos silenciando nossas necessidades e engolindo frustrações para dar conta das demandas do dia a dia. E não só na vida adulta. Crescemos ouvindo “engole esse choro”, “mocinha não chora”, “você não pode chorar, seja forte”, “você f**a triste…”
Tentar reprimir emoções, exige uma quantidade imensa de energia do nosso cérebro. É exaustivo viver no piloto automático fingindo que está tudo bem.
Quando você finalmente entra no espaço da terapia e o seu sistema nervoso compreende que ali é um ambiente seguro, de escuta e sem julgamentos, ele relaxa a guarda. E é exatamente nesse momento que a “represa se abre”.
Aquele choro que parece vir “do nada” é, na verdade, o seu corpo ganhando a oportunidade de processar o que foi guardado por muito tempo, o que até então, não tinha espaço para fluir e percorrer seu caminho natural.
Existe um mito social muito forte de que a psicoterapia serve para nos manter “sempre felizes” ou imunes à frustração, raiva ou qualquer emoção desagradável. Mas a terapia não é um anestésico. Pelo contrário: ela te devolve a permissão para sentir.
Desenvolver consciência sobre os seus processos emocionais é o primeiro passo para aprender a manejá-los de forma saudável. Sentir raiva, tristeza, medo ou confusão faz parte da nossa biologia. O objetivo da terapia não é desligar essas emoções, mas te dar ferramentas para navegar por elas sem se afogar.
Acolha o seu processo. Sentir também é um sinal de que você está se curando do que até então te gerava adoecimento (engolir as emoções).
Me conta aqui nos comentários: você também já teve a sensação de que a terapia destampou uma “panela de pressão” emocional? Quero muito te ouvir!
Com carinho 🌻🧡
Bianca Martins
Psicóloga CRP 05/62438
Educadora Parental
Pós Graduada em Neurociência do Comportamento
Pós Graduada em Inteligência Parental
Pós Graduanda em Neurociência Afetiva