Dr Haroldo Chagas - Neurocirurgia

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Chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Federal da Lagoa - HFL/SUS
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia - SBN
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coluna - SBC
Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Vertebral

Uma cirurgia de coluna não começa no centro cirúrgico. Começa com um diagnóstico preciso e uma decisão bem fundamentada....
10/10/2026

Uma cirurgia de coluna não começa no centro cirúrgico. Começa com um diagnóstico preciso e uma decisão bem fundamentada.

Nem toda alteração na ressonância exige uma intervenção. E nem sempre a técnica mais moderna é a melhor escolha para todos os pacientes.

A verdadeira precisão está em saber quando operar, como operar e, principalmente, quando não operar.

Porque o objetivo não é apenas tratar a coluna, mas preservar a qualidade de vida de quem confia em nossas decisões.

Compartilhe este conteúdo com quem precisa entender melhor esse assunto.

Cirurgia minimamente invasiva não significa uma cirurgia “menor” significa buscar tratar o problema da coluna com menor ...
29/09/2026

Cirurgia minimamente invasiva não significa uma cirurgia “menor” significa buscar tratar o problema da coluna com menor agressão aos tecidos ao redor, quando há indicação.

Dependendo do caso e da técnica utilizada, essa abordagem pode estar associada a incisões menores, menor lesão muscular, menor perda sanguínea e uma recuperação pós-operatória mais rápida.

Mas existe um ponto fundamental: nem todo paciente é candidato a uma técnica minimamente invasiva. A escolha deve considerar o diagnóstico, os sintomas, a anatomia e as particularidades de cada caso.

Na cirurgia da coluna, tecnologia é importante. Indicação correta é essencial.

Converse com um especialista para entender qual é o tratamento mais adequado para o seu caso.

Talvez uma das coisas mais difíceis na medicina seja aceitar que aquilo que você aprendeu a fazer bem pode deixar de ser...
20/09/2026

Talvez uma das coisas mais difíceis na medicina seja aceitar que aquilo que você aprendeu a fazer bem pode deixar de ser a melhor maneira de fazer.

Há cerca de 10 anos, eu já operava coluna. Tinha minha formação, minha experiência, minhas convicções e uma maneira de pensar a cirurgia que havia sido construída durante anos.

Então comecei a perceber que algumas dessas certezas precisavam ser questionadas.

E esse foi o verdadeiro desafio.

Não era simplesmente aprender uma nova técnica.
Era desconstruir parte do que eu sabia, voltar a estudar, mudar conceitos e aceitar novamente a posição de quem ainda tinha muito a aprender.

A endoscopia mudou a maneira como eu opero. Mas, principalmente, mudou a maneira como eu penso a cirurgia.

Passei a me perguntar cada vez mais:

quanto eu realmente preciso fazer para resolver o problema deste paciente?

Menor agressão aos tecidos. Mais precisão. Preservação das estruturas. Recuperação mais rápida sempre que possível.

A tecnologia evoluiu. As técnicas evoluíram. E nós também precisamos evoluir.

Hoje, olhando para trás, talvez essa tenha sido uma das transformações mais importantes da minha trajetória profissional.

Porque experiência não deveria servir para nos prender ao que sempre fizemos.

Deveria nos dar discernimento para reconhecer quando existe uma maneira melhor.

Evoluir é nunca considerar o aprendizado concluído.

No fim, não se trata de defender uma técnica.

Trata-se de fazer melhor para o paciente.

Nem toda dor na coluna significa algo grave. Mas alguns sinais não devem ser ignorados.Dor incapacitante, persistente, q...
17/09/2026

Nem toda dor na coluna significa algo grave. Mas alguns sinais não devem ser ignorados.

Dor incapacitante, persistente, que aparece durante o repouso, perda de força ou alterações urinárias e intestinais são situações que merecem uma investigação mais cuidadosa.

O mais importante é entender a origem da dor e definir a melhor conduta para cada caso.

Sentir dor não deve virar parte da sua rotina. Procure avaliação médica especializada.

Ele não tinha medo da dor. Já convivia com ela há muito tempo. Tinha medo da cirurgia.Aos 77 anos, depois de anos com do...
17/09/2026

Ele não tinha medo da dor. Já convivia com ela há muito tempo. Tinha medo da cirurgia.

Aos 77 anos, depois de anos com dor lombar irradiada para as pernas e claudicação neurogênica, sua vida foi ficando progressivamente menor. Caminhar, permanecer em pé e realizar atividades simples passaram a depender do quanto a dor permitia naquele dia.

Procurou seis médicos. Ouviu diferentes propostas de tratamento e diferentes formas de cirurgia. E continuou hesitando.

Quando conversamos, minha preocupação foi explicar que o objetivo não era simplesmente tratar uma imagem. Era descomprimir os nervos em L3-L4 e L4-L5 da maneira necessária, procurando preservar ao máximo a anatomia e reduzir a agressão cirúrgica.

As imagens pós-operatórias mostram o resultado anatômico da descompressão.

Mas o resultado que mais importa não apareceu na ressonância, na tomografia ou no vídeo da cirurgia.

Chegou hoje, em uma mensagem:

“Muito obrigado por devolver minha qualidade de vida.”

Talvez uma das maiores recompensas da cirurgia de coluna seja exatamente esta: quando deixamos de falar sobre milímetros, estenose e técnica e voltamos a falar sobre aquilo que realmente importa.

A vida que o paciente consegue viver.

Hoje eu não fui o cirurgião principal. E isso tornou essa cirurgia ainda mais especial.No HUCFF-UFRJ, uma paciente com u...
16/09/2026

Hoje eu não fui o cirurgião principal. E isso tornou essa cirurgia ainda mais especial.

No HUCFF-UFRJ, uma paciente com uma hérnia de disco foraminal em L4-L5 chegou até nós com algo que uma ressonância não consegue mostrar por completo: o quanto a dor pode ocupar espaço na vida de alguém.

Dor não é apenas uma imagem.
É deixar de caminhar como antes. É pensar duas vezes antes de fazer movimentos que antes eram automáticos. É perder, aos poucos, parte da própria autonomia.

Hoje, buscamos mudar essa história por meio de uma cirurgia endoscópica, procurando resolver a compressão neural com precisão e com a menor agressão possível.

Mas havia outra história acontecendo naquela sala.

Quem realizou a cirurgia foi um residente do último ano, sob nossa orientação.

E existe algo muito especial em ver uma técnica que levamos anos para aprender passando para as mãos de uma nova geração de neurocirurgiões.

Mais especial ainda quando isso acontece dentro de um hospital universitário público.

Porque tecnologia e cirurgia minimamente invasiva não deveriam ser privilégios de quem pode pagar por elas.

Ensinar no SUS é multiplicar.
Operar no SUS é democratizar.
E fazer as duas coisas ao mesmo tempo talvez seja uma das formas mais bonitas de exercer a medicina.

Hoje a paciente foi tratada.

E, ao mesmo tempo, alguém aprendeu a tratar os próximos.

É assim que o conhecimento continua.


Neurocirurgia UFRJ

Quando caminhar deixa de ser algo simples.Essa paciente, de 73 anos, convivia há bastante tempo com claudicação neurogên...
15/09/2026

Quando caminhar deixa de ser algo simples.

Essa paciente, de 73 anos, convivia há bastante tempo com claudicação neurogênica: caminhava determinada distância e precisava parar devido aos sintomas provocados pela compressão dos nervos.

Com o passar do tempo, algo aparentemente tão simples quanto caminhar pode começar a representar perda de autonomia e de qualidade de vida.

A ressonância mostrava espondilolistese em L4–L5 associada a importante estenose do canal vertebral no mesmo nível.

Neste caso, realizamos uma descompressão endoscópica de L4–L5, buscando ampliar o espaço disponível para as estruturas neurais através de uma abordagem minimamente invasiva.

A endoscopia da coluna tem justamente uma de suas grandes vantagens nesses casos: permitir uma descompressão ampla sob visão direta, procurando preservar ao máximo as estruturas que não precisam ser abordadas.

Mas, no final, a cirurgia não é sobre a ressonância.

Não é sobre o tamanho da incisão.
Nem sobre a tecnologia que utilizamos.

É sobre aquilo que esperamos devolver ao paciente.

Para alguém que passou tanto tempo limitando seus passos, voltar a caminhar com liberdade pode significar recuperar uma parte importante da própria vida.

Quando caminhar deixa de ser algo simples.Essa paciente, de 73 anos, convivia há bastante tempo com claudicação neurogên...
15/09/2026

Quando caminhar deixa de ser algo simples.

Essa paciente, de 73 anos, convivia há bastante tempo com claudicação neurogênica: caminhava determinada distância e precisava parar devido aos sintomas provocados pela compressão dos nervos.

Com o passar do tempo, algo aparentemente tão simples quanto caminhar pode começar a representar perda de autonomia e de qualidade de vida.

A ressonância mostrava espondilolistese em L4–L5 associada a importante estenose do canal vertebral no mesmo nível.

Neste caso, realizamos uma descompressão endoscópica de L4–L5, buscando ampliar o espaço disponível para as estruturas neurais através de uma abordagem minimamente invasiva.

A endoscopia da coluna tem justamente uma de suas grandes vantagens nesses casos: permitir uma descompressão ampla sob visão direta, procurando preservar ao máximo as estruturas que não precisam ser abordadas.

Mas, no final, a cirurgia não é sobre a ressonância.

Não é sobre o tamanho da incisão.
Nem sobre a tecnologia que utilizamos.

É sobre aquilo que esperamos devolver ao paciente.

Para alguém que passou tanto tempo limitando seus passos, voltar a caminhar com liberdade pode significar recuperar uma parte importante da própria vida.

  de um encontro que vale relembrar.No dia 1º de setembro, tive a oportunidade de participar de um evento promovido pela...
03/09/2026

de um encontro que vale relembrar.

No dia 1º de setembro, tive a oportunidade de participar de um evento promovido pela B. Braun Brasil para conversar sobre os avanços e benefícios da cirurgia minimamente invasiva.

Mais do que compartilhar conhecimento, foi um momento de troca com profissionais da medicina sobre novas técnicas, tecnologias e caminhos que seguem transformando a cirurgia da coluna.

A medicina está em constante evolução e acompanhar esse movimento faz parte do compromisso de oferecer um cuidado cada vez mais preciso e individualizado.

Arraste para conferir alguns registros desse encontro.

Ontem a cirurgia terminou às 23:30.Foram cerca de duas horas para tratar, por via endoscópica, uma hérnia de disco torác...
02/09/2026

Ontem a cirurgia terminou às 23:30.

Foram cerca de duas horas para tratar, por via endoscópica, uma hérnia de disco torácica que já provocava perda de força nos membros inferiores.

Para quem trabalha com endoscopia de coluna, a região torácica representa um desafio especial. Há pouco espaço, estruturas neurológicas extremamente delicadas e uma margem muito pequena para erro.

E talvez justamente por isso seja uma das situações em que mais percebo o valor de uma abordagem endoscópica bem indicada.

Não simplesmente porque a incisão é menor.

Mas porque conseguimos acessar uma região complexa com visualização direta, precisão e menor agressão aos tecidos envolvidos no acesso quando comparada às abordagens abertas apropriadas para o mesmo caso.

Ao final da cirurgia, o s**o dural estava livre e a descompressão completa.

E tivemos ainda um dado muito interessante: a monitorização neurofisiológica apresentou melhora dos sinais já durante o procedimento.

Saí do centro cirúrgico às 23:30 com esse sorriso da primeira foto.

Não pelo horário. 😅

Mas por aquela sensação que alguns casos deixam:

a de que técnica, experiência e tecnologia, quando bem empregadas, podem mudar completamente a maneira de realizar uma cirurgia complexa.

E é exatamente por isso que continuo acreditando tanto na evolução da cirurgia endoscópica da coluna.

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