Heloisa Sampaio - Desenvolvimento Emocional

Ligar Como chegar Site Entre em contato com o consultório

Heloisa Sampaio - Desenvolvimento Emocional Psicóloga Clinica e Doula Carioca de coração, nascida no interior de São Paulo. Apaixonada pelo desenvolvimento de bebês e crianças. Muito Prazer!

Sou psicóloga psicóloga clínica na abordagem Psicanalítica com experiência em atendimento psicoterápico com crianças, pais, cuidadores, famílias formadas através da adoção, grávidas e puérperas com as mais diversas queixas emocionais e de comportamento. Especialidades:

- Atendimento Psicológico com Mãe-Bebê
- Atendimento Psicológico com Crianças
- Atendimento Psicológico com Grávidas
- Atendimento Psicológico com Puérperas
- Acompanhamento de Processo de Adoção
- Orientação aos Pais
- Capacitação de Babás e Cuidadores
- Consultoria em Creches e Escolas Infantis
- Palestras sobre Desenvolvimento Infantil (Bebês e Crianças)
- Doula - Acompanhante de Parto

Formação/ Contribuições

- Colunista do Blog "Gravidez Invisível"
- Pós-Graduanda em atenção integral à saúde materno-infantil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.
- Membro do Grupo de estudo sobre Clínica com Bebês e Crianças – Maternelle.
- Aprimorada em Desenvolvimento Infantil na - -Perspectiva Psicanalítica – Prometheus/Bauru
- Fundamentos da Psicologia Perinatal e Parental – Gerar-SP.
- Graduada em Psicologia pela USC. Heloisa Sampaio
CRP 05/49813

A capacidade de estar só não começa na solidão.Winnicott propõe um paradoxo: a possibilidade de estar só se constrói na ...
12/10/2026

A capacidade de estar só não começa na solidão.

Winnicott propõe um paradoxo: a possibilidade de estar só se constrói na presença de alguém.

Precisamos experimentar uma relação suficientemente segura. Uma presença que sustente nossa existência sem exigir que estejamos o tempo inteiro respondendo ao desejo do outro. Quando essa experiência é satisfatória, algo dessa presença pode ser internalizado e permanecer em nós. Então, a ausência do outro pode ser sustentada, pois há uma confiança na relação, mesmo quando o outro não está fisicamente ali.

Esse ponto nos interessa para pensar nas relações que construímos ao longo da vida.

No amor, na amizade, na família e nos espaços profissionais, estar ausente não significa necessariamente estar desconectado. Podemos nos ocupar de outros interesses, construir novos espaços e até mesmo estar sozinhos, sem que a distância seja vivida imediatamente como uma desconexão.

Mas essa segurança tem uma história. Pressupõe que algo tenha sido construído na relação.

Quando um vínculo começa a se formar, é comum que exista um investimento mais intenso. Queremos estar perto, conversar, conhecer, compartilhar. Há uma intensidade própria de quem ainda está construindo um lugar na vida do outro.

Com o tempo, algo dessa presença pode encontrar lugar dentro de nós. Já não precisamos estar tão perto, nem participar de tudo, para sentir que pertencemos àquela relação.

A ausência não precisa significar perda. Um desencontro não precisa significar rompimento. Uma diferença não precisa colocar todo o vínculo em risco.

A relação passa a suportar algum espaço.

Espaço para novos encontros, interesses e experiências que enriquecem nossa subjetividade.

Particularmente, essa é uma das possibilidades dos vínculos afetivos que mais me emociona: os vínculos que construímos podem nos oferecer segurança para ir além deles. Conquistar novos espaços, sem que cada movimento exija abrir mão do que já existe.

Inevitavelmente, para nos DESenvolvermos, precisamos, antes de tudo, nos envolver.

Estar só deixa de ser solidão quando há uma presença que podemos levar conosco.

helô.

O sofrimento faz parte da experiência humana.Ele sinaliza que algo, dentro ou fora de nós, está difícil de sustentar. Po...
26/09/2026

O sofrimento faz parte da experiência humana.

Ele sinaliza que algo, dentro ou fora de nós, está difícil de sustentar. Pode falar de uma perda, de um conflito, de uma experiência que se tornou excessiva ou de um mal estar que ainda não encontrou palavras.

E sofrer não significa necessariamente saber por que se sofre.

Quando aquilo que dói encontra um espaço seguro para ser ouvido, pode também começar a ser compreendido e elaborado. Quando não encontra, não necessariamente desaparece. Pode se intensificar, permanecer sem nome ou encontrar outras formas de expressão.

Em algumas situações, o sofrimento pode alcançar uma dimensão em que a própria vida passa a parecer insustentável.

É nesse ponto que falar sobre suicídio exige seriedade.

Diante de alguém que diz não querer mais viver, frases como “vai ficar tudo bem”, “pense nas pessoas que te amam” ou “você tem tanto para agradecer” podem nascer de uma intenção genuína de cuidado. Mas não necessariamente alcançam aquilo que aquela pessoa está vivendo.

Escutar não é ter a resposta certa.

Pode começar por uma pergunta: “Você quer falar sobre o que está acontecendo?”

E também pelo reconhecimento de um limite: “Eu não sei se consigo te ajudar com isso, mas podemos buscar alguém que possa.”

Uma fala sobre suicídio precisa ser levada a sério. Há situações em que preservar a vida exige proteção imediata e assistência profissional. Mas proteger alguém do risco não encerra o que precisa ser cuidado.

Depois da urgência, permanece uma questão fundamental: o que tornou a vida tão difícil de sustentar?

É preciso que esse sofrimento possa encontrar um lugar onde seja escutado, compreendido e elaborado em sua singularidade.

Escutar o sofrimento é preservar a vida

Neste Setembro Amarelo, um ponto para reflexão: diante de uma fala sobre suicídio, proteger a vida é fundamental. Criar condições para que aquilo que se tornou insuportável possa ser dito e escutado também faz parte desse cuidado.

helô.

SofrimentoPsíquico

13/09/2026

“A tarefa mais importante de uma pessoa é dar à luz a si mesma.” Erich Fromm

Nascemos uma vez biologicamente. Mas, do ponto de vista psíquico, talvez seja possível pensar o nascimento como um processo que atravessa toda a vida.

Antes mesmo que possamos dizer quem somos, já existe um mundo ao nosso redor. Uma família, uma cultura, expectativas, desejos, medos, histórias. Vamos nos constituindo nessa relação com o outro e encontramos maneiras de pertencer, de sermos amados, de nos proteger e de responder ao que esperam de nós.

Tudo isso participa de quem nos tornamos.

Mas crescer também nos coloca diante de outra questão: o que, entre tantas coisas que me constituíram, posso reconhecer como meu?

Dar à luz a si mesmo não significa apagar a própria história, nem encontrar uma versão ideal de si.

É poder se apropriar dela.

Reconhecer aquilo que recebemos, aquilo que repetimos, os lugares que aprendemos a ocupar e também os recursos que fomos construindo ao longo do caminho.

A análise pode ser um espaço para esse trabalho. Não para dizer a alguém quem ele deveria ser, mas para que, ao se escutar, possa participar cada vez mais da construção de quem está se tornando.

Porque nascer acontece em um momento.

Dar à luz a si mesmo pode levar uma vida inteira.

helô.

13/09/2026

“A tarefa mais importante de uma pessoa é dar à luz a si mesma.” Erich Fromm

Nascemos uma vez biologicamente. Mas, do ponto de vista psíquico, talvez seja possível pensar o nascimento como um processo que atravessa toda a vida.

Antes mesmo que possamos dizer quem somos, já existe um mundo ao nosso redor. Uma família, uma cultura, expectativas, desejos, medos, histórias. Vamos nos constituindo nessa relação com o outro e encontramos maneiras de pertencer, de sermos amados, de nos proteger e de responder ao que esperam de nós.

Tudo isso participa de quem nos tornamos.

Mas crescer também nos coloca diante de outra questão: o que, entre tantas coisas que me constituíram, posso reconhecer como meu?

Dar à luz a si mesmo não significa apagar a própria história, nem encontrar uma versão ideal de si.

É poder se apropriar dela.

Reconhecer aquilo que recebemos, aquilo que repetimos, os lugares que aprendemos a ocupar e também os recursos que fomos construindo ao longo do caminho.

A análise pode ser um espaço para esse trabalho. Não para dizer a alguém quem ele deveria ser, mas para que, ao se escutar, possa participar cada vez mais da construção de quem está se tornando.

Porque nascer acontece em um momento.

Dar à luz a si mesmo pode levar uma vida inteira.

helô.

29/08/2026

Estamos muito acostumados a pensar o tratamento a partir da eliminação daquilo que incomoda.

Como fazer o sintoma desaparecer?

Como retirar aquilo que perturba?

A história de Yayoi Kusama permite pensar por outro ponto.

A arte parece ter sido a via pela qual ela conseguiu dar forma e limite a experiências que, desde a infância, invadiam sua percepção da realidade.

Mais tarde, a instituição psiquiátrica parece ter oferecido uma estrutura capaz de sustentar a continuidade de sua vida e de seu trabalho.

Esse contorno não exigiu que sua singularidade desaparecesse.

Também não deixou que aquilo que a invadia ocupasse tudo.

A partir dessa organização, Yayoi manteve uma produção intensa, construiu uma trajetória de extraordinária continuidade e se tornou um dos nomes mais importantes da história da arte.

Seus pontos ganharam papel, telas, esculturas, instalações, museus, paisagens e roupas.

Ganharam o mundo.

Foi noticiado que Yayoi Kusama morreu no dia 14 de agosto, aos 97 anos.

Durante quase um século de vida, transformou experiências tão difíceis de comunicar em uma linguagem que milhões de pessoas puderam ver e, de alguma maneira, experimentar.

Depois que conheci sua história, nunca mais consegui entrar no universo de Yayoi da mesma maneira.

helô.

• Aos meus pacientes, que me pagaram para me ensinar. Há dez anos, comemoro o Dia do Psicólogo também como psicóloga.Qua...
27/08/2026

• Aos meus pacientes, que me pagaram para me ensinar.

Há dez anos, comemoro o Dia do Psicólogo também como psicóloga.

Quando olho para essa trajetória, penso em tudo o que foi necessário para construir a analista que sou hoje. Foram anos de estudo, leituras, aulas, seminários, congressos, supervisões, análise pessoal e uma busca constante por aprofundamento.

A teoria me oferece referências. Sustenta uma ética, organiza um campo de trabalho, dá contorno à minha escuta. Mas cada pessoa que se senta diante de mim traz algo que nenhum livro poderia antecipar.

Foi na clínica que pude ver a teoria ganhar vida e também nela aprendi que nenhuma teoria, por mais valiosa que seja, é capaz de dar conta inteiramente de um ser humano.

Ao longo desses anos, tive a honra de acompanhar muitas pessoas que confiaram a mim suas histórias, seus sofrimentos, suas descobertas e, tantas vezes, aquilo que ainda nem conseguia ser colocado em palavras.

Cada pessoa trouxe uma história única. Uma combinação própria de experiências, relações, afetos, conflitos e recursos internos. Uma subjetividade que não cabe por inteiro em nenhuma formulação teórica.

E essa é uma das maiores riquezas da clínica: A teoria é imensamente valiosa, mas o ser humano será sempre maior do que qualquer teoria que tente compreende-lo. Por mais que eu estude, o encontro com o outro continua sendo a minha maior fonte de aprendizado.

Há coisas que aprendi que jamais encontraria em livros. Aprendi porque meus pacientes me permitiram acompanhar de perto experiências únicas. E cada um desses encontros me transformou e participou da construção da analista que sou hoje.

Em 1951, Winnicott escreveu na dedicatória de seu livro O brincar e a realidade:

“Aos meus pacientes, que pagaram para me ensinar.”

Hoje, ecoo essa dedicatória e deixo o meu agradecimento a todos os pacientes que fizeram e fazem parte da minha trajetória.

Que venham outras décadas de clínica, estudo, encontros e construção.

Viva a Psicologia!

helô.

27/08/2026

O atendimento online ampliou as possibilidades de encontro entre paciente e analista. A distância deixou de ser, em muitos casos, um impedimento para iniciar ou continuar um processo analítico.

Diante disso, não podemos perder de vista que tanto a modalidade online quanto a presencial devem sustentar o encontro analítico. Essa função precisa ser preservada…

Mas, afinal, do que se trata um processo analítico?

Paciente e analista constroem acordos sobre dia, horário, duração e modalidade dos encontros. Nesse tempo, o analista se coloca à disposição da escuta e convida o paciente a falar livremente sobre tudo o que lhe vier à mente.

Nenhum dos dois sabe aonde essas associações poderão conduzir.

Lembranças surgem. Experiências se relacionam. Sentimentos encontram palavras. Novidades aparecem enquanto outras experiências se repetem.

O material que emerge em uma análise é, muitas vezes, estranho ao próprio paciente. Pode não coincidir com a imagem que construiu sobre si, com a história que costuma contar ou com aquilo que considera coerente em sua vida.

Por não conhecermos antecipadamente esse conteúdo, não podemos considerar que qualquer ambiente seja considerado seguro para a sessão.

O sigilo protege o paciente enquanto ele entra em contato com aquilo que ainda desconhece.

O silêncio, por sua vez, favorece a livre associação de ideias, permitindo que o paciente percorra seus pensamentos sem ruídos ou interrupções.

Por isso, uma sessão em ambiente público, compartilhado ou sujeito a interrupções não compromete apenas o conforto. Inviabiliza a análise.

As orientações deste carrossel visam preservar as condições para que uma análise aconteça.

Pois só estar online não basta.

O atendimento online não precisa ser inimigo da profundidade, mas não pode ser improvisado, encaixado entre outras atividades ou adaptado de tal forma que perca os limites que sustentam o encontro analítico.

A tela é uma via de encontro.

O espaço analítico continua sendo o vínculo entre paciente e analista.

helô.

• São muitos os motivos que levam alguém a buscar uma análise.Muitas vezes, esse movimento começa quando algo se torna d...
26/08/2026

• São muitos os motivos que levam alguém a buscar uma análise.

Muitas vezes, esse movimento começa quando algo se torna difícil de sustentar. Um conflito, uma angústia, um mal estar ou um sintoma que insiste e provoca o desejo de encontrar uma solução.

O sintoma chega com urgência. A escuta pede tempo.

À primeira vista, pode parecer um paradoxo. Se há sofrimento, por que não buscar rapidamente uma resposta capaz de fazê-lo desaparecer?

Porque compreender um sintoma exige muito mais do que silencia-lo.

Um sintoma não existe separado da história de quem o apresenta. Ele precisa ser contado, repetido, sentido e escutado em diferentes situações, momentos e contextos. Para alguns pacientes, essa retomada pode parecer repetitiva: falar novamente sobre aquilo que já foi dito.

Mas nenhuma repetição é exatamente igual.

A cada vez, um novo detalhe pode surgir. Outro afeto ganha espaço. Uma associação inesperada modifica o ponto de vista. Aos poucos, aquilo que parecia apenas confuso começa a ganhar contorno.

Não apressar uma resposta pronta também faz parte do trabalho analítico. Não porque o sofrimento seja menos importante, mas porque sua singularidade não cabe em uma compreensão previamente estabelecida.

Há questões que só se revelam diante de uma escuta atenta, sem pressa e sem uma direção definida de antemão.

Entre a urgência do sintoma e sua elaboração, existe o tempo da escuta.

É nesse processo que o paciente pode compreender o que seu sintoma expressa e desenvolver uma elaboração que seja verdadeiramente sua.

A preciosidade da subjetividade exige um trabalho artesanal.

helô.

17/04/2026

Há 2 anos, iniciávamos um sonho….

…construir um espaço em que o cuidado fosse além da técnica, onde corpo-mente pudessem ser compreendidos em comunhão, vistos em sua totalidade. Assim nasceu a Aluhe: uma clínica delicadamente para que todos que aqui entrassem pudessem se sentir em casa.

Há dois anos, cuidamos juntas, com muito carinho e amor, desse espaço físico e simbólico. E seguimos juntas, dedicadas a preservar esse lugar único, que hoje compartilhamos com tantas pessoas que nos procuram.

Vida longa à Aluhe.

01/01/2026

Mais vale viver do que entender a vida.

Entender, muitas vezes, confunde-se com intelectualizar.
E intelectualizar as relações é usar o saber para não sentir.

A sabedoria não nasce do acúmulo de explicações,
mas da experiência de existir:
do sentir, do atravessar,
do reconhecer o próprio não saber.

A vida não se entende pela via da defesa.
Ela se revela na presença.

FELIZ 2026! ✨

Endereço

Joana Angelica, 192. Ipanema
Rio De Janeiro, RJ
22420-030

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Heloisa Sampaio - Desenvolvimento Emocional publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Consultório

Envie uma mensagem para Heloisa Sampaio - Desenvolvimento Emocional:

Atalhos

Compartilhar

Categoria