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Os sintomas da perimenopausa funcionam como um “termômetro” da saúde: eles podem revelar alterações que já estavam em de...
26/07/2026

Os sintomas da perimenopausa funcionam como um “termômetro” da saúde: eles podem revelar alterações que já estavam em desenvolvimento e que se tornam mais evidentes durante essa fase de vulnerabilidade.

Você sabia que a mamografia pode revelar informações não apenas sobre as mamas, mas também sobre a saúde cardiovascular?...
24/07/2026

Você sabia que a mamografia pode revelar informações não apenas sobre as mamas, mas também sobre a saúde cardiovascular?

A calcificação arterial mamária, também descrita no laudo como “calcificação vascular”, corresponde ao depósito de cálcio nas paredes das artérias da mama. Ela não está associada ao câncer de mama, mas estudos mostram que sua presença pode indicar maior risco futuro de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares.

Nos Estados Unidos, o American College of Radiology incluiu, em 2025, uma medida de qualidade que avalia o registro da presença ou ausência desse achado nas mamografias de rastreamento. A American Heart Association também vem divulgando evidências sobre seu potencial como marcador cardiovascular.

Maryland foi ainda mais longe: tornou-se o primeiro estado norte-americano a aprovar uma lei exigindo que as mulheres sejam notificadas quando a calcificação arterial mamária for identificada. A regra entra em vigor em outubro de 2026.

No Brasil, esse achado pode aparecer no laudo como “calcificações vasculares”, mas sua descrição ainda não é obrigatória nem existe um protocolo específico de acompanhamento cardiovascular. Por isso, a calcificação pode estar visível nas imagens e não ser mencionada.

Para identificá-las, o laudo das mamografia precisa especificar que são vasculares ou arteriais.

A presença desse achado não diagnostica doença cardíaca nem determina um tratamento isoladamente. Mas pode ser uma oportunidade importante para avaliar pressão arterial, colesterol, glicemia, função renal, histórico familiar e risco cardiovascular global.

Um achado benigno para a mama pode trazer uma informação valiosa para o coração das mulheres.

Precisamos desta informação nos laudos de mamografia, não acha?

A grande oportunidade está em reconhecer a perimenopausa e os primeiros anos da pós-menopausa como uma janela de prevenç...
19/07/2026

A grande oportunidade está em reconhecer a perimenopausa e os primeiros anos da pós-menopausa como uma janela de prevenção: avaliar pressão, colesterol, glicemia, composição corporal, sono, alimentação, atividade física e histórico individual antes que os fatores de risco se transformem em doença.

A terapia Hormonal da Menopausa pode tratar sintomas em mulheres adequadamente selecionadas. Mas não previne doenças cardiovasculares.

Fontes: posicionamento da American Heart Association 2020.

As palavras que usamos na saúde não são apenas uma escolha de linguagem. Elas carregam conceitos, entendimentos e a form...
14/07/2026

As palavras que usamos na saúde não são apenas uma escolha de linguagem. Elas carregam conceitos, entendimentos e a forma como enxergamos uma condição.

Por muito tempo, falamos em “climatério” como se toda a transição hormonal feminina fosse uma única fase. Hoje, a ciência nos mostra ( na verdade ela mostra isso há uns 30 anos😅) que existe uma complexidade muito maior: a perimenopausa é uma fase específica, marcada por importantes oscilações hormonais e uma variedade de sintomas que podem começar anos antes da menopausa.

Da mesma forma, a discussão sobre terapia hormonal da menopausa (THM) e terapia de reposição hormonal (TRH) também envolve mais do que uma troca de nomenclatura. Os termos refletem momentos históricos, conceitos diferentes e a evolução do conhecimento científico sobre hormônios, riscos, benefícios e individualização do cuidado.

Na ciência, atualizar a linguagem é também atualizar a prática (ou deveria).

Um profissional que acompanha a evolução do conhecimento entende que a forma como nomeamos algo influencia a forma como investigamos, comunicamos e cuidamos.

Um exemplo semelhante aconteceu com a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A mudança de compreensão sobre a condição trouxe discussões sobre a adequação do termo e a necessidade de uma nomenclatura que represente melhor a fisiopatologia.

A medicina e a ciência evoluem. E a nossa comunicação também precisa evoluir.

Porque dar o nome correto às fases e condições da saúde feminina é uma forma de reconhecer a experiência das mulheres e oferecer um cuidado mais alinhado com a ciência atual.

O que você acha sobre isso?

A perimenopausa continua sendo uma das fases menos estudadas da saúde da mulher, apesar de poder durar vários anos e ser...
07/07/2026

A perimenopausa continua sendo uma das fases menos estudadas da saúde da mulher, apesar de poder durar vários anos e ser marcada por intensas oscilações hormonais. Sua fisiologia é diferente da pós-menopausa, que se inicia apenas após 12 meses consecutivos sem menstruação.

Por isso, não podemos assumir que tratamentos estudados e aprovados para mulheres na pós-menopausa também sejam adequados para mulheres na perimenopausa. Diferenciar essas fases é fundamental para oferecer um tratamento seguro, eficaz e baseado em evidências.

Infelizmente, muitas mulheres passam anos sofrendo com sintomas porque sua perimenopausa não é reconhecida. Com frequência, essa fase é tratada como se fosse igual à pós-menopausa, desconsiderando as importantes diferenças hormonais e fisiológicas entre elas. Reconhecer essa distinção é um dos primeiros passos para um cuidado mais preciso e individualizado.

Segue tradução da recomendação:

O fezolinetanto pode ser usado em mulheres que não estão na pós-menopausa?

O fezolinetanto não é indicado para uso na pré-menopausa e na perimenopausa, pois não há dados suficientes para respaldar seu uso clínico nessa população.

O fezolinetanto é indicado para o tratamento dos sintomas vasomotores (fogachos) moderados a graves decorrentes da menopausa, com base nos dados dos estudos de Fase 3 SKYLIGHT, que incluíram apenas mulheres entre 40 e 65 anos com pós-menopausa confirmada.

Informações adicionais

Mulheres na pré-menopausa, com ciclos menstruais ovulatórios regulares, foram incluídas em estudos de Fase 1 para avaliar a segurança e a tolerabilidade após doses únicas e múltiplas em mulheres japonesas saudáveis,⁴ bem como para avaliar a segurança, a farmacocinética e os efeitos sobre as gonadotrofinas e os hormônios se***is após administração de doses únicas e múltiplas.
Algumas mulheres na perimenopausa foram incluídas no estudo de Fase 2 STARLIGHT, cujo objetivo foi selecionar a(s) dose(s) ideal(is) em mulheres japonesas com sintomas vasomotores associados à menopausa.

Você se sente bem informada sobre perimenopausa e menopausa?
07/07/2026

Você se sente bem informada sobre perimenopausa e menopausa?

Um grande estudo observacional com mais de 10 mil mulheres avaliou a relação entre menopausa, terapia hormonal e hábitos...
23/06/2026

Um grande estudo observacional com mais de 10 mil mulheres avaliou a relação entre menopausa, terapia hormonal e hábitos de saúde como alimentação, atividade física e sono.

Os resultados mostraram que usuárias atuais ou prévias de terapia hormonal tendem a apresentar melhores indicadores de estilo de vida em comparação com não usuárias, incluindo maior probabilidade de atingir recomendações de sono, melhor padrão alimentar e maior engajamento com atividade física.

Mas o ponto mais importante não está apenas nos números, está na interpretação.

Esse tipo de resultado é fortemente influenciado por um fenômeno bem descrito na literatura científica: o viés da usuária saudável.

Na prática, mulheres que optam por terapia hormonal geralmente não diferem apenas pelo tratamento em si. Elas costumam ter maior acesso a serviços de saúde, maior letramento em saúde, mais engajamento com prevenção, maior adesão a hábitos saudáveis e, muitas vezes, melhores condições socioeconômicas.

Isso significa que parte dos “melhores resultados” atribuídos à terapia hormonal pode, na verdade, refletir o perfil dessas mulheres e não necessariamente um efeito direto do tratamento.

Esse viés ajuda a explicar por que estudos observacionais podem sugerir benefícios que não se confirmam quando analisados em ensaios clínicos randomizados, onde esses fatores são mais bem controlados.

Em ciência, associação não é sinônimo de causalidade, especialmente quando comportamento, acesso e escolhas de saúde estão profundamente entrelaçados.

SHILLITO et al. Menopause and hormone therapy in relation to dietary intake, physical activity, and sleep, and meeting lifestyle guidelines. Menopause, 2027.

Se hoje sabemos que a perimenopausa não é simplesmente uma queda linear do estrogênio, mas uma fase de grande variabilid...
21/06/2026

Se hoje sabemos que a perimenopausa não é simplesmente uma queda linear do estrogênio, mas uma fase de grande variabilidade hormonal, isso se deve em parte aos trabalhos de Dra. Nanette Santoro. Pesquisadora da Universidade do Colorado.

Ela teve papel de liderança em estudos importantes como:
-Women’s Health Initiative (WHI);
-Kronos Early Estrogen Prevention Study;
-SWAN.
Esses estudos ajudaram a estabelecer o conhecimento atual sobre benefícios e riscos da terapia hormonal e sobre a chamada “janela de oportunidade”.

A Dra. Nanette Santoro é considerada uma pesquisadora alinhada à medicina baseada em evidências e às recomendações das principais sociedades científicas internacionais, como a The Menopause Society, a International Menopause Society e a Endocrine Society. Ou seja, ela representa a visão predominante da comunidade científica atual, construída a partir dos melhores estudos disponíveis e atualizada conforme novas evidências surgem.

De forma geral, ela: apoia a terapia hormonal para mulheres com sintomas moderados a graves, especialmente fogachos e sintomas geniturinários;
reconhece os benefícios comprovados da terapia hormonal para o controle dos sintomas vasomotores e para a saúde óssea, incluindo a prevenção da perda de massa óssea e de fraturas em mulheres apropriadas; defende uma abordagem individualizada, considerando idade, tempo desde a menopausa, perfil de risco e preferências da mulher; adota uma postura cautelosa em relação a benefícios preventivos ainda não comprovados, entendendo que as evidências atuais não são suficientes para recomendar hormônios especificamente com o objetivo de prevenir doença de Alzheimer, doenças cardiovasculares ou promover “envelhecimento saudável” em mulheres assintomáticas.

Assim, a posição de Santoro é: usar terapia hormonal quando houver indicação clínica respaldada por evidências sólidas, evitando extrapolar benefícios para áreas em que a ciência ainda não demonstrou resultados consistentes. Essa visão é compartilhada pela maioria das diretrizes internacionais atuais.

Você tem dúvidas sobre a Terapia Hormonal da Menopausa?

Um novo estudo do SWAN (Study of Women’s Health Across the Nation) mostrou que o AMH e o estradiol podem oscilar durante...
20/06/2026

Um novo estudo do SWAN (Study of Women’s Health Across the Nation) mostrou que o AMH e o estradiol podem oscilar durante a perimenopausa. Em algumas mulheres, o AMH pode até apresentar um pequeno “rebote” antes de reduzir. Isso reforça algo muito importante:

⚠️ Exames hormonais na perimenopausa nem sempre refletem a realidade e, muitas vezes, podem gerar mais confusão do que respostas.

Os hormônios nessa fase flutuam naturalmente. Por isso, um resultado obtido em um único dia pode não representar o que está acontecendo ao longo dos meses.

Por isso, na perimenopausa, acompanhar:

✓ seus sintomas;
✓ a duração dos ciclos;
✓ as alterações do fluxo menstrual;
✓ mudanças no sono, humor e energia;

costuma ser mais fiel do que interpretar um exame laboratorial fora de contexto.

A história do seu corpo é construída ao longo do tempo, não em uma coleta de sangue.

A perimenopausa é uma fase de flutuações, e não de uma queda hormonal contínua. Entender seus padrões é muito mais valioso do que tentar encontrar todas as respostas em um único número.

📚 Bozzuto LM et al. Rebound of Anti-Müllerian Hormone and Estradiol Shifts in the Study of Women’s Health Across the Nation. Fertility and Sterility. 2026.

O que mais me chamou atenção nesse estudo foi a forma como os pesquisadores representaram a perimenopausa. Não como uma ...
19/05/2026

O que mais me chamou atenção nesse estudo foi a forma como os pesquisadores representaram a perimenopausa. Não como uma simples fase de “deficiência de estrogênio” ou apenas de queda hormonal. Mas exatamente como ela costuma acontecer na prática…uma fase de intensa oscilação hormonal, em que o estrogênio pode apresentar grandes flutuações, inclusive níveis elevados em alguns momentos, enquanto a progesterona, de fato, tende a estar reduzida.

E é exatamente esse desequilíbrio entre estradiol e progesterona, ou seja, muito estrogênio para pouca progesterona, que os autores associam a alterações metabólicas cerebrais, alterações cognitivas e até maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de Alzheimer no futuro.

Achei essa visão extremamente interessante porque ela olha para a perimenopausa de forma muito mais abrangente e fisiológica, entendendo-a como uma transição hormonal complexa, e não apenas como uma “falta de estrogênio”.

A queda hormonal pode ser apenas uma ponta do iceberg.

Outro ponto que achei fascinante foi o olhar para o papel da progesterona no cérebro, e não apenas do estrogênio.

No experimento, o uso de progesterona durante essa fase mostrou efeitos neuroprotetores no modelo experimental, estando associada à melhora de diversos aspectos relacionados ao metabolismo cerebral, função mitocondrial, memória e integridade neuronal.

Claro que: estamos falando principalmente de um estudo em modelos animais, então não podemos extrapolar diretamente para humanos. Mas ainda assim, é um trabalho extremamente interessante por trazer a discussão sobre saúde cerebral feminina e o equilíbrio hormonal completo, não apenas olhando para um hormônio isoladamente.

A progesterona sempre ficou muito fora do “hype” quando comparada ao estrogênio ( já expliquei o motivo aqui p vcs), e, muitas vezes, acaba sendo pouco lembrada nas discussões sobre cérebro, cognição e envelhecimento feminino.

Espero que estudos como esse comecem a mudar isso. O que você achou?

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