18/05/2026
Hoje, meu coração também sente essa despedida de forma muito profunda. Ela foi minha paciente ainda pequena na UBS, e acompanhar um pedacinho da sua história tornou essa perda ainda mais dolorosa. Existem encontros que permanecem em nós, mesmo depois do tempo passar.
Minhas palavras parecem pequenas, existe uma dor sem nome. Quando perdemos os pais, nos tornamos órfãos. Quando perdemos um companheiro, nos tornamos viúvos. Mas quando um pai ou uma mãe perde um filho, não existe palavra capaz de nomear essa dor. É um sofrimento sem nome, porque talvez nenhuma palavra consiga alcançar a dimensão dessa ausência.
Uma criança me perguntou: “Por que as pessoas choram, se ela está no céu?”
E talvez a resposta esteja justamente no amor. Choramos porque amamos. Porque sentimos falta. Porque os vínculos continuam vivos dentro de nós, mesmo quando alguém parte.
O luto acontece de formas diferentes para cada pessoa. Alguns conseguem falar. Outros silenciam. Alguns choram muito. Outros parecem não conseguir chorar. E tudo isso precisa ser respeitado. Não existe maneira certa de sentir a dor.
Que neste momento tão difícil possamos oferecer menos julgamentos e mais acolhimento. Mais presença, mais escuta, mais delicadeza, respeitando o tempo e a dor de cada coração. À família, amigos e todos que a amavam, desejo que encontrem amparo para atravessar essa dor, um dia de cada vez.