Andrea C. B. Duvoisin

Andrea C. B. Duvoisin Médica

Uma das mudanças mais importantes para quem usa insulina pelo SUS em 2026 passou despercebida para a maioria das família...
07/08/2026

Uma das mudanças mais importantes para quem usa insulina pelo SUS em 2026 passou despercebida para a maioria das famílias que mais precisava saber.

Em junho de 2026, o Ministério da Saúde publicou nota técnica expandindo a transição para todo o Brasil e ampliando o critério de idade para idosos com 70 anos ou mais, antes restrito a quem tinha 80 anos ou mais.

A insulina glargina já é usada há anos na rede privada e é considerada padrão de tratamento em diretrizes internacionais. O que mudou é que ela agora está disponível gratuitamente nas UBSs para os grupos elegíveis.

Para famílias que passam a noite preocupadas com hipoglicemia de uma criança com DM1, ou que cuidam de um pai idoso com múltiplas aplicações diárias, essa mudança representa menos risco e mais qualidade de vida.

A substituição não acontece automaticamente. Precisa de avaliação e prescrição.

Compartilhe com quem precisa dessa informação!

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
💙 Cuidado e Equilíbrio no Diabetes

06/08/2026

Você sabe qual é o seu tipo de diabetes?

Existem vários, como explico no vídeo, e cada um requer uma abordagem diferente de tratamento.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
💙 Cuidado e Equilíbrio no Diabetes

05/08/2026

A testosterona está dentro da faixa de referência, o médico diz que está tudo bem, e a pessoa continua sem libido, sem disposição e exausta. Ninguém perguntou quantas horas de sono de qualidade ela está tendo.

Tratar testosterona baixa sem investigar o sono é tratar consequência sem tocar na causa. E o resultado costuma ser exatamente o que você imagina: parcial, temporário e frustrante.

Se você tem esses sintomas e o exame volta normal, a pergunta que falta não é o hormônio, mas o que acontece enquanto você dorme.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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04/08/2026
Quinze anos de tratamento sem se sentir bem. Remédio tomado direitinho e peso que não sai. Suadeira noturna que ninguém ...
03/08/2026

Quinze anos de tratamento sem se sentir bem. Remédio tomado direitinho e peso que não sai. Suadeira noturna que ninguém explica. Desânimo que virou parte da rotina.

O que esses relatos têm em comum é que em nenhum deles o problema é falta de adesão ao tratamento. O problema é que o tratamento parou na metade.

Existe uma variável que raramente entra na consulta de acompanhamento: a conversão do T4, que é o hormônio que a levotiroxina repõe, em T3, que é o hormônio que o corpo realmente usa. Quando essa conversão está comprometida, o TSH pode estar perfeito enquanto os sintomas continuam inteiros, e o paciente aprende a conviver com eles achando que é assim mesmo.

Não é assim mesmo.

Se você se reconheceu, clique no link da BIO e agende sua consulta.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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Referências:
DOI: 10.1016/j.tpthyr.2024.100001
DOI: 10.4103/ijem.ijem_294_24
DOI: 10.1186/s12902-024-01612-6

hashimoto

31/07/2026

Essa consulta pública não é burocracia, mas uma das poucas vezes em que a voz de quem vive com diabetes tem peso real numa decisão do Ministério da Saúde.

Pela segunda vez, a Conitec emitiu parecer preliminar desfavorável à incorporação do sensor de glicose contínuo no SUS para pessoas com diabetes tipo 1. Em 2024, a decisão final foi negativa. Agora o processo se repete, com uma nova consulta aberta até 17 de agosto de 2026.

O argumento usado contra a incorporação é custo. O argumento que precisa chegar até os gestores é o que o custo real representa do outro lado: internações por hipoglicemia grave, complicações evitáveis, crianças que não dormem sem que alguém fique acordado monitorando a glicemia de hora em hora, adultos que não conseguem trabalhar com segurança sem saber o que está acontecendo com o açúcar no sangue a cada momento.

O sensor não é conforto. É segurança. E segurança tem custo menor do que a consequência da falta dela.

Qualquer cidadão pode participar. Basta ter conta no gov.br e acessar o link abaixo. O prazo termina em 17 de agosto.

🔗 https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/consultas-publicas-conitec/f/5171/

Compartilha esse vídeo com quem tem diabetes tipo 1 ou convive com alguém que tem. Cada contribuição conta.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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30/07/2026

Doenças autoimunes têm uma característica que torna o diagnóstico tardio tão comum: elas não chegam com dor, febre ou um sinal óbvio de que algo está errado. Chegam com cansaço que parece normal, com lentidão que se atribui ao estresse, com sintomas que cabem em dezenas de outras explicações antes de alguém pensar na tireoide.

A tireoidite de Hashimoto, que é a causa mais comum de hipotireoidismo, pode levar anos destruindo o tecido da glândula antes que o TSH mostre qualquer alteração relevante. Nesse período, a pessoa já sente os efeitos, mas os exames voltam dentro da faixa de referência e o diagnóstico não vem.

Isso tem uma implicação clínica importante: TSH normal não signif**a tireoide saudável em quem tem sintomas persistentes. A investigação precisa ser mais completa, incluindo T4 livre e anticorpos como o anti-TPO, que identif**am o processo autoimune antes que a glândula entre em falência.

Se você tem sintomas que não fecham com nenhum diagnóstico e nunca investigou a tireoide de forma completa, essa é a conversa que precisa acontecer na próxima consulta.

Dra. Andrea Cristina
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Durante anos, quem tem diabetes tipo 1 e luta com o peso ouviu basicamente a mesma coisa: ajusta a alimentação, faz exer...
29/07/2026

Durante anos, quem tem diabetes tipo 1 e luta com o peso ouviu basicamente a mesma coisa: ajusta a alimentação, faz exercício, controla a insulina.

O que raramente entrou nessa conversa é que o sobrepeso em DM1 tem características metabólicas específ**as que tornam essa equação mais complexa do que parece, e que a ciência finalmente está olhando para esse grupo com a atenção que ele merece.

Uma revisão sistemática publicada em 2026 na revista Diabetes, Obesity and Metabolism reuniu 13 ensaios clínicos e mostrou que a semaglutida, usada como terapia adicional à insulina em adultos com DM1 e sobrepeso, produziu resultados clinicamente relevantes em peso, controle glicêmico e necessidade diária de insulina. A semaglutida foi o agente mais ef**az entre os avaliados.

O campo ainda está em expansão. A tirzepatida em DM1, por exemplo, tem apenas relatos de caso publicados até agora, com ensaios clínicos em andamento. Mas a direção é clara.

Se você tem DM1, sobrepeso, e sente que está fazendo tudo certo sem resultado, essa é a conversa que está faltando.

Dra. Andrea Cristina
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Referência: Purcell AR et al. Diabetes Obes Metab. 2026;28:296-305. DOI: 10.1111/dom.70188

28/07/2026

Tireoide e peso são dois assuntos que andam juntos na cabeça de muita gente, e essa associação cria uma confusão clínica que atrasa diagnósticos e frustra tratamentos.

O que precisa f**ar claro é a diferença entre o hipotireoidismo como causa de sintomas sérios e ele como explicação para a obesidade. Os dois são coisas distintas.

O hormônio tireoidiano regula o ritmo de funcionamento de praticamente todos os sistemas do corpo. Quando ele falta, o organismo desacelera de verdade: o intestino funciona mais lento, o coração bate mais devagar, o raciocínio f**a mais lento, o humor muda, o corpo incha pela retenção de líquido. Esses sintomas podem ser graves e progressivos, e o hipotireoidismo não tratado por longo prazo é uma condição séria que exige atenção médica.

O que ele não faz, pelo menos não de forma signif**ativa, é causar obesidade. O ganho de peso associado ao hipotireoidismo vem principalmente de retenção hídrica, não de acúmulo de gordura, e raramente passa de três a quatro quilos. Quem tem 20, 30 quilos acima do peso ideal e atribui tudo à tireoide está, na maioria dos casos, deixando a causa real sem investigação e sem tratamento.

Tratar o hipotireoidismo é fundamental. Mas resolver a obesidade exige uma avaliação que vai além do TSH.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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Existe uma crença muito comum de que diabetes tipo 2 é uma doença que aparece de repente, que o exame pega na hora certa...
27/07/2026

Existe uma crença muito comum de que diabetes tipo 2 é uma doença que aparece de repente, que o exame pega na hora certa, e que o tratamento começa do zero depois do diagnóstico.

Nenhuma dessas três coisas é verdade.

O que a ciência mostra é que o organismo começa a falhar silenciosamente anos antes de qualquer exame detectar. E que quando o diagnóstico finalmente chega, uma parcela signif**ativa dos pacientes já carrega dano instalado em retina, rim ou nervo, sem ter tido nenhuma oportunidade real de intervir antes.

Isso não é culpa do paciente, mas uma falha na forma como o pré-diabetes ainda é comunicado, tratado como curiosidade de exame em vez de diagnóstico que exige ação imediata.

A boa notícia é que o pré-diabetes, quando tratado com seriedade, tem potencial real de reversão. A janela existe. O que não existe é tempo indefinido para usá-la.

Se alguém que você conhece recebeu o resultado “glicemia alterada” ou “pré-diabetes” e ouviu apenas “cuide da alimentação”, encaminha esse post. Pode ser a diferença entre tratar agora ou tratar tarde demais.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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Diretriz SBD 2025 — Tratamento Farmacológico do Pré-Diabetes
Disponível em: diretriz.diabetes.org.br

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São Bento Do Sul, SC

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