07/11/2024
Os principais critérios do DSM-5 para o diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) são:
1. Déficits Persistentes na Comunicação e Interação Social
- Reciprocidade socioemocional prejudicada: dificuldades para iniciar e responder adequadamente às interações, compartilhar emoções e interesses.
- Déficits na comunicação não verbal: problemas com o uso de gestos, contato visual, expressões faciais e outras formas de comunicação.
- Dificuldades em desenvolver e manter relacionamentos: dificuldade em adaptar o comportamento aos diferentes contextos sociais, formar e manter amizades e compreender normas sociais.
2. Padrões Restritos e Repetitivos de Comportamento, Interesses ou Atividades
Pelo menos dois dos seguintes devem estar presentes:
- Movimentos ou fala repetitivos: como balançar as mãos, alinhar objetos ou ecolalia (repetição de palavras/frases).
- Apego a rotinas e resistência a mudanças: necessidade de seguir rotinas específicas e dificuldade em lidar com alterações.
- Interesses fixos e intensos: foco intenso em temas ou objetos específicos de forma incomum.
- Reatividade anormal a estímulos sensoriais: reações incomuns a sons, luzes, texturas, cheiros, entre outros (podendo ser hipersensível ou hipossensível).
3. Presença dos Sintomas desde a Infância
Os sintomas devem ser observados desde a infância, mas podem se tornar mais claros à medida que as demandas sociais aumentam.
4. Impacto Funcional Significativo
Os sintomas devem afetar de forma significativa a vida cotidiana, interferindo no funcionamento social, escolar ou ocupacional.
5. Exclusão de Outras Condições
O diagnóstico de TEA só é feito quando os sintomas não são melhor explicados por outras condições, como deficiência intelectual ou atraso no desenvolvimento.
Esses critérios orientam os profissionais de saúde a realizarem uma avaliação precisa, levando em conta o histórico e o comportamento do indivíduo para um diagnóstico bem fundamentado