12/08/2026
E se o sintoma que você está tentando tratar há anos estiver apontando para um lugar que você nunca aprendeu a olhar?
Uma paciente chegou depois de 12 anos de terapia, passando por diferentes abordagens.
Muita coisa havia melhorado.
Mas um sintoma permanecia.
Um sintoma que afetava diretamente seus relacionamentos, sua intimidade e sua própria capacidade de sentir prazer.
Foi quando uma pergunta aparentemente distante daquele problema abriu uma nova possibilidade de investigação:
“Como foi o seu nascimento?”
Ela havia nascido prematura e precisado permanecer em uma incubadora.
Essa informação nunca tinha sido explorada em seus 12 anos de terapia.
O objetivo dessa história não é dizer que uma sessão resolve aquilo que outras terapias não conseguiram e muito menos transformar um caso clínico em uma fórmula.
O ponto é outro:
o que acontece quando o terapeuta aprende a reconhecer o corpo como parte da história do paciente?
Existem experiências muito precoces que não estão disponíveis como lembranças narrativas. O paciente pode não conseguir contar o que viveu, mas seu corpo pode apresentar pistas através de posturas, padrões de defesa, respostas automáticas e formas de se relacionar.
E talvez alguns dos casos que parecem mais resistentes estejam pedindo uma investigação que vai além daquilo que o paciente consegue explicar racionalmente.
Para o terapeuta, isso muda uma coisa fundamental:
não é necessariamente sobre aprender mais uma técnica. É sobre aprender a fazer novas perguntas.
Foi justamente pensando em situações como essa que nasceu o Workshop Terapeuta 360º.
Em um dia, Manoel Augusto vai compartilhar conhecimentos construídos ao longo de anos de estudo com William Emerson e apresentar um mapa para ajudar você a reconhecer possíveis registros da gestação e do nascimento presentes na experiência clínica.
Se você é psicólogo ou terapeuta e quer ampliar sua leitura sobre traumas precoces:
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